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Data de lançamento
2 Set. 2022Duração
Em uma ilha da Polinésia Francesa, uma escritora retorna ao seu país depois de ter triunfado na França com um romance. No entanto, ela está desorientada e em crise criativa. Diante da impossibilidade de escrever novos trabalhos, ela decide aceitar um trabalho de tradução simultânea junto com um embaixador.
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Com cenas interessantes aqui e ali e uma trama que parecia bastante interessante acaba tornando-se um drama politico arrastado , sem rumo e cansativo. Uma pena!
"A política é como uma boate. É uma festa com o diabo. Estão todos juntos, com luzes brilhando em seus rostos. Com flashes piscando no escuro. Perdendo o rumo, o equilíbrio, a memória, o bom senso. Política é isso: pessoas no escuro que nem se olham mais. Totalmente alheios à realidade."
É um filme contemplativo, cuja primeira hora é um deslumbre visual, com vários filtros e paisagens, acompanhando a história do comissário num lugar paradisíaco. A partir da sua metade, fica tudo muito cansativo e repetitivo, nem mesmo as cenas mais sensuais parecem boas, soam extensas e gratuitas. Além disso, o suspense não se sustenta dada a grande duração para a proposta.
Gente, que filmão, né?! Para esse filme, eu daria as seguintes descrições: cabeçudo, estranho, psicodélico, perfeito, bonito. Fiquei entregue a esse filme
Pelas negociações, desilusões políticas e fisiologismos envolvendo o protagonista, me lembrou Terra Em Transe. Eu gosto da ideia geral e da complexidade multifacetada do De Roller. Ele não é o herói virtuoso que luta pelo povo mais pobre, muito menos o empresário/político malvado que quer conquistar por conquistar. Ainda, por mais que o protagonista pareça muito mais interessado em defender os próprios interesses, ele reconhece atitudes extremadas de mudanças que poderiam vir a prejudicar diversas pessoas da comunidade e sofre por isso.
No entanto, apesar do carisma desse personagem, o filme me pareceu demasiadamente engessado, com longos planos de danças em boates, longas buscas em alto-mar por evidências, longos planos do pôr do sol, etc. Nenhuma delas é gratuita em seu objetivo narrativo e metafórico, mas são aborrecidamente exageradas em termos de duração da languidez.