Noriko é uma jovem que dedica sua vida a cuidar de seu pai, o viúvo Somiya. Mas Somiya e sua irmã fazem Noriko achar que ele vai se casar novamente, e assim ela aceita conhecer um pretendente a marido. Apesar de gostar de seu pretendente, se ressente por seu pai estar casando novamente, no que é aconselhada por ele a buscar sua própria felicidade.
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Assistir Ozu é sempre gostoso e aqui o elenco ajuda muito, a dupla Chishū Ryū e Setsuko Hara conseguem manter uma química perfeita durante toda a película. Pareciam pai e filha mesmo. Achei a mensagem final meio nada haver, esse ciúmes que a filha parece ter de que o pai siga a vida, e mesmo sendo um pouco cultural acho que o filme poderia ter sido um pouco mais interessante em romper um pouco isso do que ter levado como levou. Mas um filme do Ozu nunca deixa de ser muito bom e o ritmo é de uma simplicidade e sensibilidade ímpar. Assisti no voo que me levou da Europa de volta para o Brasil para que eu voltasse ao meu país em definitivo junto com minha esposa iraniana, então teve essa mensagem de romper com uma vida passada e ir em frente que era exatamente o que eu estava fazendo. Então me tocou bastante neste ponto.
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Um filme sobre a solidão e os inevitáveis ciclos da vida...
Alguns anos atrás, tentei assistir aos filmes do Ozu, mas não conseguia passar dos 20 minutos. Achava tudo intragável: as atuações me incomodavam, a história não me pegava, e até o jeito que a câmera era posicionada me irritava. Agora, mais velho e com mais bagagem cinematográfica, resolvi dar outra chance a ele, que foi um dos primeiros diretores que busquei quando comecei a me interessar por cinema. Até porque, se eu consigo ver os filmes do Antonioni, consigo ver os do Ozu. Dito isso, confesso que Pai e Filha é um bom filme. O mais curioso é que justamente as coisas que me afastavam dos filmes dele acabaram sendo o que mais gostei dessa vez. Ainda acho que o cinema do Yasujiro Ozu não é exatamente para mim, mas consigo reconhecer as qualidades das obras dele.
Eu imagino que as atrizes dos filmes do Ozu ficavam com muita dor no maxilar após as filmagens, porque elas dos sorriem quase o tempo todo.
Muito fofo,. recomendo.
Late Spring é um bom filme, simples, que nos mostra como devemos valorizar nossos entes queridos antes de seguir o ciclo da vida. As características do diretor Ozu são perceptíveis aqui, como os ângulos baixos de câmera e os closes nos personagens.