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Data de lançamento
10 Dez. 1946Duração
No segmento inicial um soldado americano, Joe (Robert Van Loon), tem a tarefa de proteger uma jovem siciliana, Carmela (Carmela Sazio), em um castelo velho abandonado. Ela nada diz ou demonstra alguma emoção, enquanto Joe tenta suplantar a barreira do idioma. O 2º segmento se passa em Nápoles, nele um soldado americano negro tem seus sapatos roubados por um moleque de rua. Ele procura pelo garoto e descobre que o menino vive com vários napolitanos sem-teto. O 3º segmento se passa em Roma, nele um outro soldado americano, Fred (Gar Moore), chega na cidade com seu tanque e lhe é oferecida água por uma amável jovem, Francesca (Maria Michi), e ele rapidamente se sente atraído por ela. Meses mais tarde ele está bêbado e a encontra novamente, quando ela caminha pelas ruas procurando "clientes". Ele então se lembra de Francesca, mas não percebe que a prostituta e Francesca são a mesma pessoa. O 4º episódio acontece em Florença, quando uma enfermeira americana, Harriet (Harriet Medin), e um guerrilheiro italiano tentam atravessar as linhas alemãs. No 5º segmento há 3 capelães americanos: um católico, um protestante e um judeu, que pedem para monges franciscanos autorização para passar a noite no monastério deles. Os monges estão desacostumados com religiosos protestantes e judeus, mas descobrem que estão todos unidos sob o mesmo Deus. No 6º capítulo há um forte tiroteio entre forças britânicas e alemãs, em que há grandes perdas para ambos os lados.
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Os 12 Signos de Valentina (1ª Temporada)
"Paisà" é uma palavra de origem nos dialetos do sul da Itália que significa compaesano (conterrâneo, compatriota, alguém da mesma terra), usado de forma amigável ou informal entre amigos, equivalente a chamar alguém de "meu compatriota", "amigo" ou "parceiro". No fim da Segunda Guerra Mundial, o termo ficou famoso quando soldados italo-americanos o usavam para se dirigir aos civis italianos e, mais tarde, a soldados aliados locais. E esta foi a descisão do título para um filme que se desenrola em seis capítulos independentes entre si mas que se centram num mesmo tema: representação da Itália e suas dificuldades de comunicação durante sua libertação do regime fascista. Composta majoritariamente por atores amadores, o que segue a cartilha cinematográfica do Neorrealismo Italiano ao buscar a comoção no ordinário, a obra retrata as consequências da guerra assumindo um papel sem restrições.
Neorrealismo italiano dos mais crus, com seus atores não profissionais e sequencias que mais parecem documentário do que ficção, em uma Italia ainda com todas as terríveis memórias da Segunda Guerra latejando. A choro do bebê sozinho a beira do lago ainda está ecoando nos meus ouvidos.
As cenas em cidades impressionam, pois tudo ali é parte do cenário real da guerra. É o realismo italiano no máximo. 12/10/2025
Primeira coisa a se pontuar é que os contos são obra de ficção, mas todos realmente poderiam ter acontecido. E com base na potencial realidade da obra, fica difícil dizer que gostei dessa ou daquela em detrimento daquela outra. Mas analisando apenas de forma de entretenimento por assim dizer, gostei dos episódio do garoto ladrão, da prostituta e dos monges. Nota 7,5.
A verdade, apenas a verdade.