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Duração
Três mulheres com diferentes visões sobre a vida e o amor seguem juntas em um única viagem, partindo de um cenário urbano para outro onde a natureza bruta prevalece. Eva Maués, mulher madura e pragmática mas ao mesmo tempo cheia de incertezas, Melina Ribeiro, uma mulher livre que busca encontrar de seu grande amor, e Keithylennye, uma jovem guerreira suburbana, que por circunstâncias da vida, teve que abrir mão de fazer o que mais gosta, ser dançarina de tecnobrega, são as protagonistas desse road movie amazônico.
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Para ter onde ir. Direção Jorane Castro. Filme Nacional, a história é ruim, mas a fotografia salva o filme todo. É um filme contemplativo, o espectador se perde na paisagem, tem muita água no filme todo, simbolizando a ligação profunda das mulhres com água, matriz no nascimento. A diretora usou a microfonia aberta, pegou todo som da natureza, pássaros cantando, o barulho do mar, do vento, da chuva, das águas no rio. É um filme que transmite sensações, o desejo de estar naquelas praias, contemplar o mar, sentir o barulho das ondas. Tem cenas lindas como a do garotinho no galho da árvore, das crianças nadando no rio, da força das ondas no mar. Para quem gosta road movies vai amar. O filme desperta o sonho de conhecer o litoral do Pará pouco conhecido, mas de um beleza extraordinária.
Muita imagem bonita para pouca história.
A narrativa começa bem, ambientando cada uma das personagens que compõem o trio que vamos acompanhar, com um fotografia limpa, ampla e fria que mostra a realidade diferente de cada uma delas, até o encontro em que irão iniciar a jornada juntas... mas isso dura uns 5 minutos e a partir daí é só ladeira abaixo: Não existe uma construção que justifique a conexão delas, não há entrosamento, a conversa é mínima e por todo o filme ficamos procurando a motivação daquilo, quem são, como chegaram até alí, para onde estão indo e o porquê.
Claro que nem todo filme precisa de tudo isso de forma clara para funcionar, mas aqui a existência de um fio condutor é zero, não há um desenvolvimento e profundidade da história, das personagens, e assim torna a atividade de se importar minimamente com quem está na tela, quase impossível.
Enfim, falta substância, tudo é muito raso e a direção tenta se sustentar apenas na beleza natural do ambiente e em longos takes contemplativos, mas falha miseravelmente.
Uma pena, podia ser bem melhor!
Nem consegui terminar de assistir, preferi puxar meu marido e namorar.
Excelente! Um filme que te faz elaborar a narrativa junto com ele! Tenho certeza que é um filme capaz de tocar toda e qualquer pessoa com o mínimo de sensibilidade.
Proposição boa, fotografia belíssima. Mas é um filme inconsistente. O abuso do slow acaba sendo monótono e beirando o clichê de algumas produções já realizadas no cinema nacional. Os diálogos são engessados em algumas vezes, e as personagens mesmo com grande potencialidades são exploradas de forma quase que não desvendada.
O filme todo é escorregadio e derrapa pela superfície de uma possível grande história que não tenha sido muito bem executada. Pra quem é da região sabe das dificuldades de se produzir cinema amazônico, ainda mais ficcional e longas. Com muito esforço e profissionalismo a equipe está de parabéns. Mulheres e atrizes capacitadas no elenco, mas fico quase que não totalmente satisfeito com o aproveitamento delas.
Um road-movie impreciso como o próprio título do filme se diz. Para ter onde ir, é preciso apenas ir. Mesmo sem saber onde, mesmo sem nós espectadores sabermos onde elas estão ou para onde estão indo. Mostrando um pará frio, cinza e azulado, escuro, de liquidez tamanha, em uma viagem terrestre.