Este último filme realizado por Jacques Tati mostra as aventuras de duas crianças por detrás da lona de um circo provinciano. O diretor também aparece como um dos artistas do espetáculo, entre saltimbancos, equilibristas, mágicos e espectadores encantados.
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Estou longe de ser um fã do humor de Tati, mas como é hipnótico seus trejeitos físicos e o modo como seus movimentos fluem no imaginário de suas cenas. Se seu cinema sempre foi o do básico, sem nem usar da fala para criar suas histórias e esquetes, aqui a abstração é ainda maior. Não há cenários, poucas falas e plateia e atores se misturam em um indesvendável ato de comédias. Tudo flui na mais pura imaginação de Tati e na comédia que ele dilui entre todos os presentes, entre todas as gerações.
Um belo show.
Co-produção franco-sueca que, na verdade, é o penúltimo filme do diretor Jacques Tati (1907-1982), que lembra mais um documentário do que propriamente um filme, pois não tem roteiro e há pouquíssimos diálogos. Eu diria que é uma homenagem do diretor ao circo e a sua animada platéia... e com bom humor em todas as apresentações.
Tem de tudo um pouco: peças de teatro, cantores, banda militar, orquestra e um número muito engraçado com uma mula no picadeiro e vários voluntários tentando montar no animal, sem sucesso. Tati é o apresentador do espetáculo e faz alguns solos de mímica,
Show circense filmado ao vivo, que deve interessar mais aos aficionados pela arte a que é dado vida, dentro e fora dos picadeiros. O final, bem colocado, mostra com certa poesia os encantos e fascínio que esse mundo mirabolante de peripécias e magia exerce sobre as pessoas.
Um filme menor do Tati, televisivo e envelhecido, mas nem por isso menos genial... O controle cênico do magistral diretor acerca de tudo o que é abarcado pela câmera faz pensar em filmes fellinianos, por conta, inclusive, da temática dos palhaços. Mas quem conhece este diretor sabe que ele não se resume aos números no palco: a entrada da platéia, a saída, a inocência de crianças que brincam no palco, a confusão proposital entre os papéis cômicos (in)voluntários, tudo é matéria de graça na obra tatiana. Um filme lindo! E muito, muito engraçado! (WPC>)