Enquanto Michael e Robert, um casal gay em Nova York, se preparam para a partida de Robert para um trabalho de dois anos na África, Michael tem que enfrentar os verdadeiros motivos de Robert para a viagem, enquanto lida com seu círculo de amigos excêntricos, incluindo Nick, que está vivendo com AIDS.
Sem anúncios
Aproveite o melhor do Filmow sem interrupções
Trabalho totalmente independente e desconhecido que se saiu melhor que qualquer outro filme maior.
>Maratona Steve Buscemi - Assistido em 26 de Abril de 2024
Caramba, que grata surpresa! Como sou fã absoluto dos filmes iniciais de Will Stillman, achei o estilo do precocemente falecido Bill Sherwood bastante semelhante: ótimo o registro de época da 'intelligentsia' nova-iorquina, com diálogos inteligentes e personagens mui carismáticos. Os atores são bonitos e expressivos, e também cônscios de seus benefícios de classe. Mas é Steve Buscemi quem chama a atenção a cada aparição: 'rocker' e sardônico, lidando com a AIDS de maneira não comiserativa, como tornou-se padrão noutras obras, Neste sentido, este filme, além de criativo e divertido, é também inovador na exposição não estereotipada dos homossexuais: aqui, eles são, sobretudo, pessoas (não tão) comuns, artistas e cidadãos, reinventores de seu cotidiano, quando necessário (vide a seqüência do taxista homofóbico). Adorei! (WPC>)
Um filme antigo que trata do HIV/AIDS em primeira mão. O filme é belo porque não dilui (ou fetichiza) os personagens gays para um público heterossexual.
Dirigido por Bill Sherwoodsm, Parting Glances é considerado um marco no cinema queer por apresentar pela primeira vez um personagem que está vivendo com o vírus da AIDS. Em 1986 ainda não se sabia muito sobre o vírus, existia apenas a certeza de que ele era mortal. O filme trata o tema com sutileza não mostrando o estereótipo da doença que seria abordado em filmes anos depois.
Robert(John Bolger) e Michael(Richard Ganoung) formam um casal que vive debaixo do mesmo teto e têm problemas conjugais como em qualquer relação convencional. Eles se preparam para a viagem de Robert para África enquanto Michael está envolvido em sua amizade com Nick, interpretado por um jovem Steve Buscemi, um rockstar diagnosticado com HIV.
O filme têm toda uma atmosfera dos anos 80, como uma loja de discos de vinil, festinhas no apê e pelos sintetizadores da trilha sonora. As cenas homoafetivas, apesar de muito bonitas foram impactantes para a época ao público quem não estava acostumado com essa realidade.
Apesar de não estar vivendo a doença em seu estado terminal Nick é perseguido por ela como por uma assombração. Está assintomático, mas assim como todo o seu círculo de amigos precisa enfrentar o preconceito e saber que a morte está próxima.
Parting Glances traz à tona assuntos ainda tão delicados no cinema, como AIDS, casamento gay e heteronormatividae e têm como pano de fundo uma efervescente Nova York. A fotografia têm momentos metafóricos como uma briga de guarda-chuvas e cenas icônicas como a quebração de louça. Pode não ser a obra definitiva sobre HIV, mas é um bom começo para discutir um tema que até hoje é considerado tabu
Parting Glances não se baseia em um roteiro com começo, meio e fim. Talvez seja por isso que algumas pessoas tenham uma certa dificuldade de assistir. Este é um filme daqueles que a gente acompanha a vida de um determinado personagem por um determinado tempo. Embora ele tenha muitos momentos descontraídos e seja leve, não deixa de tocar em temas sérios. Engraçado que a direção dá um ar de filme juvenil característico dos anos 80, mas em certos momentos a história destoa bastante disso. Contudo, esse fator não é um problema de falta de personalidade, pelo contrário, é o jeito dele. As atuações estão boas e o meu momento favorito é na cena emocionante em que o personagem principal se declara ao seu amigo (e não é um spoiler).