Passage to Marseille (1944), lançado no Brasil como Passagem para Marselha, tem momentos muito bons. A história é contada através de flashbacks, inclusive uns quatro de uma vez, um dentro do outro. Só achei ruim a demora para desenvolver a história e de fato acontecer algo. Entendo toda a construção dos personagens, motivações e contexto sendo dados, dada a situação em que eles estão no presente,
E esse final, apesar de forte, foi anticlimático, com Jean Matrac (Humphrey Bogart) morrendo sem ver seu filho ou sua esposa, algo extremamente triste. Entendo que ele morreu lutando pela liberdade de seu país, que posteriormente seria alcançada, e que sua mulher, seu filho e sua geração tirariam proveito da luta de seu pai e de seus companheiros, porém é triste mesmo assim.
O peso emocional do filme recai muito sobre Jean Matrac (Humphrey Bogart), um homem endurecido pela prisão e pela guerra, movido principalmente pelo ideal de liberdade e pela esperança de reencontrar a família. Bogart entrega um personagem contido, cansado, mas firme em suas convicções,
alguém que aceita o sacrifício pessoal como parte do preço da resistência.
Outro destaque é Capitão Freycinet (Claude Rains), que funciona como a âncora moral da narrativa. Ele é o oficial que escuta, organiza e dá sentido aos relatos em flashback, demonstrando humanidade, empatia e um forte senso de dever. Sua motivação é clara: preservar a memória e a dignidade daqueles que lutaram, mesmo quando tudo parece perdido.
Paula Matrac (Michèle Morgan) representa o lado mais humano e afetivo da história. Ela é a razão emocional da luta de Matrac, simbolizando o lar, o futuro e tudo aquilo que a guerra ameaça destruir. Sua presença reforça o tom melancólico do desfecho, já que ela nunca terá o reencontro esperado.
Entre os personagens secundários, Major Duval (Sydney Greenstreet) se destaca como a figura autoritária e opressora, um homem frio, calculista e oportunista, cuja motivação é manter o controle e esmagar qualquer sinal de resistência. Já Marius (Peter Lorre) traz um contraponto mais ambíguo e humano, alguém marcado pelo medo e pela sobrevivência, mas que ainda encontra espaço para a lealdade e o sacrifício.
No fim, Passagem para Marselha é um filme mais focado na construção dramática, nos ideais e nas motivações de seus personagens do que na ação em si.
Quando essa ação finalmente chega, ela vem carregada de significado, ainda que o desfecho seja amargo e anticlimático, reforçando a ideia de que a liberdade muitas vezes é conquistada à custa de perdas irreparáveis
. Ainda assim, é um filme que vale a pena ser visto por contar com nomes como Humphrey Bogart, Peter Lorre e Claude Rains, atores que eu gosto e que sempre elevam o nível das produções em que estão.
Drama de guerra com um argumento interessante e ótimo elenco (reunindo de novo Bogart, Rains e Greeenstreet sob o comando de Michael Curtiz, como em "Casablanca"), mas o roteiro, framentado e 'em camadas' (lembrança dentro de flashback dentro de lembrança) torna a coisa todoa muito confusa... Pelo menos a sequência do ataque do Fock-Wulf 200 Condor ao navio é bem empolgante, mesmo com os primitivos efeitos especiais da época.
"Passagem Para Marselha", de 1944, é um baita thriller clássico de aventura que merece novas revisões dos cinéfilos inveterados. O célebre diretor Michael Curtiz reuniu um elenco de grandes estrelas para contar, neste drama de guerra, a incrível história de cinco condenados patriotas que são ajudados a escapar de uma prisão na Ilha do Diabo para que possam lutar contra os nazistas junto às forças da França ocupada. Humphrey Bogart, Claude Rains, Sydney Greenstreet e Peter Lorre interpretam, entre militares e prisioneiros, os homens cuja história é contada com maestria por Curtiz através de flashbacks, fazendo dessa obra mais uma das grandes realizações do diretor de "Casablanca" e "Alma em Suplício".
Durante as filmagens, Lauren Bacall foi trazida para o set, a fim de avaliar sua química com Humphrey Bogart , com quem ela logo seria co-estrelar em Uma Aventura na Martinica (1944). Esta foi a primeira reunião da famosa dupla, mas levaria meses para que o romance deles começasse.
Um ótimo e brilhante filme de guerra... atuações maravilhosas de Humphrey Bogart e de Claude Rains... O final emociona... É uma pena os filmes atuais não terem a qualidade de filmes como Passagem Para Marselha... Vale a pena assistir!!!
Passage to Marseille (1944), lançado no Brasil como Passagem para Marselha, tem momentos muito bons. A história é contada através de flashbacks, inclusive uns quatro de uma vez, um dentro do outro. Só achei ruim a demora para desenvolver a história e de fato acontecer algo. Entendo toda a construção dos personagens, motivações e contexto sendo dados, dada a situação em que eles estão no presente,
porém a ação de fato só acontece com mais de uma hora de filme, no momento em que atacam o navio deles.
E esse final, apesar de forte, foi anticlimático, com Jean Matrac (Humphrey Bogart) morrendo sem ver seu filho ou sua esposa, algo extremamente triste. Entendo que ele morreu lutando pela liberdade de seu país, que posteriormente seria alcançada, e que sua mulher, seu filho e sua geração tirariam proveito da luta de seu pai e de seus companheiros, porém é triste mesmo assim.
O peso emocional do filme recai muito sobre Jean Matrac (Humphrey Bogart), um homem endurecido pela prisão e pela guerra, movido principalmente pelo ideal de liberdade e pela esperança de reencontrar a família. Bogart entrega um personagem contido, cansado, mas firme em suas convicções,
alguém que aceita o sacrifício pessoal como parte do preço da resistência.
Outro destaque é Capitão Freycinet (Claude Rains), que funciona como a âncora moral da narrativa. Ele é o oficial que escuta, organiza e dá sentido aos relatos em flashback, demonstrando humanidade, empatia e um forte senso de dever. Sua motivação é clara: preservar a memória e a dignidade daqueles que lutaram, mesmo quando tudo parece perdido.
Paula Matrac (Michèle Morgan) representa o lado mais humano e afetivo da história. Ela é a razão emocional da luta de Matrac, simbolizando o lar, o futuro e tudo aquilo que a guerra ameaça destruir. Sua presença reforça o tom melancólico do desfecho, já que ela nunca terá o reencontro esperado.
Entre os personagens secundários, Major Duval (Sydney Greenstreet) se destaca como a figura autoritária e opressora, um homem frio, calculista e oportunista, cuja motivação é manter o controle e esmagar qualquer sinal de resistência. Já Marius (Peter Lorre) traz um contraponto mais ambíguo e humano, alguém marcado pelo medo e pela sobrevivência, mas que ainda encontra espaço para a lealdade e o sacrifício.
No fim, Passagem para Marselha é um filme mais focado na construção dramática, nos ideais e nas motivações de seus personagens do que na ação em si.
Quando essa ação finalmente chega, ela vem carregada de significado, ainda que o desfecho seja amargo e anticlimático, reforçando a ideia de que a liberdade muitas vezes é conquistada à custa de perdas irreparáveis
Assistido em 29/12/2025
Drama de guerra com um argumento interessante e ótimo elenco (reunindo de novo Bogart, Rains e Greeenstreet sob o comando de Michael Curtiz, como em "Casablanca"), mas o roteiro, framentado e 'em camadas' (lembrança dentro de flashback dentro de lembrança) torna a coisa todoa muito confusa... Pelo menos a sequência do ataque do Fock-Wulf 200 Condor ao navio é bem empolgante, mesmo com os primitivos efeitos especiais da época.
"Passagem Para Marselha", de 1944, é um baita thriller clássico de aventura que merece novas revisões dos cinéfilos inveterados. O célebre diretor Michael Curtiz reuniu um elenco de grandes estrelas para contar, neste drama de guerra, a incrível história de cinco condenados patriotas que são ajudados a escapar de uma prisão na Ilha do Diabo para que possam lutar contra os nazistas junto às forças da França ocupada. Humphrey Bogart, Claude Rains, Sydney Greenstreet e Peter Lorre interpretam, entre militares e prisioneiros, os homens cuja história é contada com maestria por Curtiz através de flashbacks, fazendo dessa obra mais uma das grandes realizações do diretor de "Casablanca" e "Alma em Suplício".
Durante as filmagens, Lauren Bacall foi trazida para o set, a fim de avaliar sua química com Humphrey Bogart , com quem ela logo seria co-estrelar em Uma Aventura na Martinica (1944). Esta foi a primeira reunião da famosa dupla, mas levaria meses para que o romance deles começasse.
Um ótimo e brilhante filme de guerra... atuações maravilhosas de Humphrey Bogart e de Claude Rains... O final emociona... É uma pena os filmes atuais não terem a qualidade de filmes como Passagem Para Marselha... Vale a pena assistir!!!