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Norte da África, 1943. Patton (George C. Scott) assume o comando e injeta disciplina nos seus subordinados. Preocupado com a batalha contra o Marechal Rommel (Karl Michael Vogler), o famoso comandante alemão, Patton procura entendê-lo lendo o livro do próprio Rommel. Ao ser promovido, Patton é mandado para a Sicília, onde se ocupa em uma guerra pessoal de egos com o Marechal Montgomery (Michael Bates). Após um desempenho brilhante na Itália, ele coloca o futuro de sua carreira em perigo ao esbofetear em um hospital do exército um recruta, que estava tendo uma crise por ter um colapso nervoso. Este incidente o faz perder o comando do seu exército e, por extensão, ser excluído da invasão do "Dia D", além de ser forçado a pedir desculpas públicas pelo ocorrido. No final da campanha, ele lidera o 3º Exército Americano através da Europa. Durante a Segunda Grande Guerra George S. Patton (1885-1945) inspirou respeito e medo entre os alemães e ressentimentos e incompreensão por parte dos Aliados. Era um historiador militar e poeta, que acreditava ter sido guerreiro em vidas passadas. Se considerava um predestinado a fazer algo grandioso nesta vida, mas teimosia e métodos controversos quase impedem que tal destino se realizasse.
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Marília Mendonça: Sentimento Louco
A fotografia é linda mas o filme é exageradamente grande e muito cansativo, estou bobo de ver as notas no site, parece que vi outro filme, misericórdia, não indico pra ninguém.
Atuação lendária do ator George C. Scott como Patton, o filme mostra a complexa história de um dos maiores generais da história e toda sua metodologia agressiva de combater o nazismo, entre erros e acertos, o general anseia pela vitória e glória. Gostei do filme e já acho um dos melhores sobre a segunda guerra mundial. Visto em 15/05/2026
o famoso pau no cu que eh bom no q faz, mas;. mt tempo de filme meu deus
23.02.2000
A personalidade conturbada e a obstinação pela glória eram dois traços marcantes do famoso general norte-americano George Patton, que inspirou este “Patton, rebelde ou herói?”, dirigido por Franklin Schaffner e que faz um fascinante estudo deste ser humano complexo (e quem não é?). Talvez o único general dos aliados realmente temido pelos nazistas, era capaz de campanhas heróicas e históricas nos campos de batalha, mas falhava terrivelmente quando se relacionava com as pessoas, onde a “luta” não exigia tanques e estratégias, mas sim sensibilidade e humanismo.
O general George Patton (George C. Scott) assume o comando do exército norte-americano durante a segunda guerra mundial e, depois de seguidos triunfos, coloca sua reputação em risco ao agredir em público um soldado que passava por uma crise. Seus métodos inspiravam medo nos alemães, mas também provocavam ressentimentos nos aliados e, por isso, quase impediram que seu grande sonho se realizasse. Rebaixado, sem o comando do exército e impedido de participar do “dia D”, Patton é obrigado a rever seus conceitos, mas consegue retornar para comandar a caminhada do 3º exército americano pela Europa, que terminaria somente em território russo.
Logo no primeiro plano, em que o general aparece diante da imensa bandeira norte-americana, “Patton” mostra uma de suas principais forças: os enquadramentos perfeitos que exploram ao máximo a tela widescreen (cinemascope) e que serão responsáveis pelo visual deslumbrante do longa. Em seguida, os planos de cada detalhe do condecorado uniforme do general George Patton nos apresentam à outra característica marcante do filme: a obsessão de seu protagonista pela guerra e seu amor pelos campos de batalha. O discurso que segue apenas resume o pensamento típico norte-americano sobre a guerra e demonstra também o “ódio à derrota”, a cultura dos “vencedores”, que se por um lado motiva as pessoas a seguirem em busca de seus ideais, por outro é responsável por uma legião de frustrados espalhados pelo mundo por não terem conseguido alcançar o “sucesso” imaginado.
Escrito por Francis Ford Coppola e Edmund H. North (baseado em livros de Ladislas Farago e Omar N. Bradley), “Patton” cobre praticamente toda a trajetória do general homônimo durante a segunda guerra mundial e, apesar de glorificar o pensamento belicista na maior parte do tempo, se redime na última frase do filme (“Toda glória é efêmera”), ao questionar a validade de tudo aquilo. Além disso, o roteiro faz uma crítica sutil à imprensa sensacionalista quando Patton se esquece de mencionar os russos, provocando uma verdadeira tormenta nos jornais do dia seguinte.
Coppola e North ainda inserem pequenos alívios cômicos que balanceiam bem a narrativa, como quando alguém diz para Patton que ele “não verá mais aviões alemães” e, no minuto seguinte, um bombardeio se inicia. Após este bombardeio, aliás, Patton se sente derrotado e o plano de Schaffner demonstra bem este sentimento, diminuindo o general na tela enquanto este imagina um duelo no estilo western com tanques de guerra. Patton é diminuído em cena ainda em outros momentos, como quando recebe as instruções num hotel de Londres e no último e solitário plano do longa. Schaffner cria ainda lindos planos nas exóticas locações situadas na Tunísia, Marrocos e Argélia, além de utilizar planos gerais que nos situam com precisão nas batalhas.
O diretor também emprega repetidas vezes o zoom out, como quando os animais pressentem o ataque dos alemães no deserto ou quando Patton e Montgomery (Michael Bates) se cumprimentam em Messina, nos afastando lentamente da cena. Finalmente, o diretor acerta ao filmar por diversas vezes o general em ângulo baixo, especialmente em seus discursos inflamados, representando o poder que aquele homem tinha (ou pensava ter), mas peca ao apresentar um plano óbvio demais, quando mostra dois soldados mortos de mãos dadas após o general ouvir que a batalha foi hand to hand.
Como filme de guerra “Patton” é eficiente, graças também ao bom trabalho técnico coletivo. A montagem de Hugh S. Fowler trabalha muito bem nas batalhas, alternando entre os belos planos gerais e os planos que nos colocam muito próximos dos soldados, mas desliza ao estender demais algumas cenas desnecessárias, como os inúmeros discursos do general. Acerta ainda ao inserir uma espécie de telejornal, que atualiza as notícias e dá seguimento à narrativa sem parecer falso ou deslocado.
Os figurinos recriam perfeitamente os uniformes dos soldados, tanto de americanos como de marroquinos e alemães, e a direção de arte de Urie McCleary e Gil Parrondo é responsável pelo contraste entre as luxuosas instalações alemãs e do alto comando norte-americano e, por exemplo, a desgastada base no Marrocos, com paredes descascadas e claramente deterioradas. Além disso, capricha nos detalhes que compõem o exército, como os equipados tanques de guerra, e em pequenos objetos que exemplificam a personalidade do general Patton, como o revólver pouco comum que ele carregava.
O som é excepcional, se destacando nas batalhas, mas trabalhando de maneira eficiente, por exemplo, quando a oscilação do som da sirene dá a noção da posição do carro que traz o general em sua chegada ao Marrocos. A chegada dos tanques no primeiro combate também merece destaque, fazendo literalmente o chão tremer. Já a fotografia de Fred J. Koenekamp evolui do visual empoeirado do deserto, onde destaca cores como o verde musgo e o marrom, para o gélido terceiro ato em território russo, onde as cores frias e a própria neve criam um contraste interessante, que reflete também os sentimentos do general.
Nas palavras de um alemão, a aproximação do fim da guerra significava também o seu próprio fim. Koenekamp acerta ainda quando envolve o general em sombras no momento em que ele é notificado que Bradley assumiu o comando, representando visualmente sua angústia. Finalmente, a trilha sonora do bom Jerry Goldsmith oscila entre momentos melancólicos, como quando um soldado americano morre num bombardeio, e momentos triunfais, como quando Patton volta a comandar uma divisão do exército.
Mas se é eficiente como filme de guerra, “Patton” se destaca mesmo como um minucioso estudo de personagem. Extremamente temido, o general George Patton era capaz de gerar pânico nos soldados, como quando um deles diz “Que Deus nos ajude” ao saber de sua chegada. O temor se justifica logo em sua primeira “vistoria” no local, quando arranca um pôster de mulher e ordena que todos vistam o uniforme do exército, incluindo os médicos.
Quando questionado por um médico sobre a impossibilidade de utilizar o material de trabalho por causa do capacete, ele responde: “Faça dois furos”, mostrando seu lado pratico e nada humanista. E até mesmo seu lado espiritual era apenas mais uma arma em suas mãos, como fica evidente quando ele ordena que o capelão peça para Deus melhorar o clima. George Scott encarna o general com extrema competência, demonstrando sua obstinação pela vitória com fervor.
A expressão séria, como quando se olha no espelho antes da primeira batalha contra os alemães, poucas vezes saía de seu rosto, mas Scott sabe bem os momentos em que a cena pede uma oscilação em sua feição, como quando Bradley questiona seus métodos pouco éticos e ele coça os olhos olhando para os céus. Sua capacidade de mover exércitos era proporcional à sua falta de tato, exemplificada em suas declarações, como quando compara o Marrocos a uma “mistura da Bíblia com Hollywood”.
O único local capaz de aflorar emoções em Patton era mesmo o campo de batalha. Profundo conhecedor da história das guerras, sabia da importância de conhecer o inimigo e, por isso, lia o livro de seu adversário apenas para antecipar suas táticas. Na busca incessante pela vitória e pela glória, Patton utilizava todas as armas possíveis, ainda que pra isso tivesse que atropelar a ética e a moral, como quando pede para que seus lideres enviem novamente uma mensagem, somente para ganhar tempo e desobedecer à ordem que estava por vir, invadindo a cidade de Palermo. Era capaz de prejudicar seu aliado inglês e provocar a morte de soldados do próprio exército somente para chegar a Messina antes de seu aliado e ter toda a glória para si.
E se o ser humano pouco importava pra ele, o que dizer então de pobres animais que atrapalhavam sua marcha em cima de uma ponte? A solução foi rápida. O horror da guerra não lhe comovia nem um pouco, como podemos notar no plano em que Patton sequer olha para os lados enquanto diversos soldados feridos passam ao redor. Já a “covardia” era capaz de lhe tirar do sério, fazendo com que ele humilhasse um soldado em crise no hospital, o que lhe custou muito caro depois. Nesta cena, aliás, Scott está estupendo, demonstrando com exatidão a raiva que Patton sentia diante daqueles que considerava covardes.
É interessante notar também que nem mesmo os alemães acreditavam que uma agressão a um soldado fosse motivo para afastar o general. Após a queda, Patton se esforça muito para conter os nervos, como quando é provocado por um repórter e, após hesitar, resolve seguir em frente sem reagir. Mas o tato não era seu forte, como fica claro em sua fria despedida dos companheiros de batalha após o fim do conflito.
“Patton” pode parecer um filme de guerra e até cumpre bem esta função quando necessário, mas na realidade, o longa dirigido por Franklin J. Schaffner é um belo estudo de personagem (como sugere o próprio nome do filme), que esmiúça a mente de um dos grandes generais norte-americanos, sem jamais temer mostrar seus piores defeitos. George Patton não era um político, o ser humano pouco lhe importava e é apropriado que no último plano ele apareça pequeno e solitário, acompanhado somente por um cachorro. Em sua busca obstinada pela glória, ele descobriu que estas coisas são passageiras. O que realmente importa na vida talvez ele jamais tenha tido.
“Nenhum bastardo jamais venceu uma guerra morrendo por seu país. Ele venceu fazendo outro pobre idiota morrer pelo seu.”
PS: A performance singular de George C. Scott por si só faz de Patton um dos melhores filmes biográficos já feitos. O discurso de Patton na seção de introdução é simplesmente impecável. É assim que você cria um personagem inesquecível em questão de segundos. A partir daí, passamos por duas horas de um retrato historicamente preciso, embora um tanto hagiográfico, do papel de Patton na Segunda Guerra Mundial. O próprio Patton é um personagem tão incomum que parece uma obra de ficção. É interessante que a narrativa não seja mais pessoal. O filme não se preocupa em mostrar os anos de formação de Patton. Não vemos como ele se tornou o homem que é, mas temos algumas dicas de sua personalidade enquanto ele discute filosofia e reencarnação.
Patton foi um personagem maior que a vida, convocado durante a hora mais sombria da humanidade. Ele mereceu e recebeu um filme maior que a vida. O filme é bem atuado e bem filmado do início ao fim. As cenas de planejamento de guerra e debates com outros generais são algumas das melhores partes. As batalhas também são bem feitas, dado o período. Há um grande senso de escala nas primeiras cenas de batalha de tanques. Patton é um filme de guerra muito clássico. Ele funciona bem com os tropos do gênero pintando um retrato de um homem complexo e não se esquivando de seu senso de potencial frustrado. Apesar de suas peculiaridades e falhas, não se pode negar que ele serviu seu país com paixão e integridade. Ame-o ou odeie-o, você não o esquecerá facilmente.
Nota: A-
CURIOSIDADES:
1) Na realidade, George S. Patton deu um tapa e repreendeu dois soldados na Sicília: Soldado Charles Kuhl em 3 de agosto de 1943 e Soldado Paul Bennett em 10 de agosto. Embora tenha sido sugerido que Patton estava com privação de sono, ele escreveu uma entrada em seu diário após dar um tapa em Kuhl, impenitente em suas ações ou opinião de que Kuhl era um covarde. Patton foi ordenado pelo Comandante Supremo Gen. Dwight D. Eisenhower a se desculpar em particular com os soldados e a equipe do hospital presentes. Além disso, os incidentes de tapa foram mantidos em segredo do público por meses antes que a história fosse divulgada pelo repórter Drew Pearson, causando escândalo não apenas pela conduta de Patton, mas acusações de encobrimento por parte do exército.
2) Patton vs. Zhukov: O único encontro entre dois grandes generais da América e da União Soviética que acabou pior do que a m0rt3
Berlim, 7 de junho de 1945. Exatamente um mês após a rendição da Alemanha, a cidade que havia governado a Europa estava em ruínas. Bandeiras soviéticas pendiam do Reichstag estilhaçado, jipes americanos passavam por montanhas de escombros e, em uma mansão alemã requisitada no setor americano, dois dos comandantes mais implacáveis da guerra estavam prestes a se encontrar face a face. O general George S. Patton Jr. chegou primeiro. Ele comandava o 15º Exército dos Estados Unidos, uma posição que considerava um rebaixamento humilhante após liderar o Terceiro Exército através da Europa. Ele tinha 59 anos, usava suas botas de montaria personalizadas e revólveres com cabo de marfim; portava-se como um homem que acabara de conquistar um continente. O marechal Gueorgui Konstantinovitch Jukov chegou com uma comitiva. Ele tinha 48 anos e exibia o peito cheio de condecorações soviéticas. Havia comandado o assalto final a Berlim, era o general mais bem-sucedido de Stalin e agora era o governador militar soviético da Alemanha ocupada. A ocasião era uma celebração formal da vitória aliada. Eisenhower a organizara para promover a cooperação entre as potências ocupantes: comandantes britânicos, americanos, franceses e soviéticos brindariam à vitória compartilhada e discutiriam a administração da Alemanha conquistada. Patton odiava cada momento daquilo. Ele passara o mês anterior observando as forças soviéticas ocuparem a Europa Oriental com uma brutalidade que chocou até oficiais americanos endurecidos. Ele documentara estupros em massa, saques sistemáticos e execuções sumárias. Escrevera à esposa que os russos eram animais. Dissera a Eisenhower que os Estados Unidos deveriam atacar a União Soviética imediatamente, enquanto os exércitos americanos estavam intactos. Agora, esperava-se que ele apertasse a mão e sorrisse para o homem que personificava tudo o que ele temia sobre o poder soviético.
Jukov tinha preocupações diferentes. Ele representava Stalin na Alemanha ocupada. Cada interação com comandantes ocidentais era um teatro político. Stalin observava tudo. O trabalho de Jukov era projetar a força soviética enquanto coletava inteligência sobre as intenções e capacidades americanas. Os dois generais se encontraram em um salão de recepção decorado com estandartes nazistas capturados. Eisenhower fez as apresentações. Patton estendeu a mão. Jukov a apertou firmemente. Fotógrafos capturaram o momento. Nenhum dos dois sorriu. Eisenhower havia providenciado um jantar formal. A lista de convidados incluía os comandantes aliados seniores na Alemanha: o marechal de campo britânico Bernard Montgomery, o general francês Jean de Lattre de Tassigny, os generais americanos Omar Bradley e Courtney Hodges e, representando a União Soviética, o marechal Jukov com seus oficiais políticos e tradutores. A atmosfera foi tensa desde o início. Montgomery fez um discurso elogiando a cooperação aliada. De Lattre de Tassigny brindou à honra francesa restaurada. Bradley falou cuidadosamente sobre a amizade contínua entre os exércitos que derrotaram Hitler. Então, Jukov se levantou para falar. Seu brinde foi uma obra-prima da propaganda soviética. Ele elogiou o sacrifício do Exército Vermelho. Enfatizou que as forças soviéticas haviam suportado o fardo mais pesado da guerra. Lembrou a todos que o Exército Vermelho destruíra mais divisões alemãs do que todas as outras forças aliadas combinadas. Concluiu afirmando que as armas soviéticas haviam provado ser superiores à agressão fascista. A tradução foi fornecida por um oficial político soviético. Cada palavra era calculada para afirmar a dominância soviética enquanto mantinha a aparência de unidade aliada. Patton ouviu sem expressão. Sua mandíbula se contraiu. Suas mãos repousavam sobre a mesa. Oficiais que o conheciam reconheceram os sinais: ele estava furioso.
Quando Jukov terminou, Eisenhower olhou para Patton. O protocolo exigia que o comandante de campo americano sênior respondesse. Patton levantou-se lentamente. Ergueu o copo. Olhou diretamente para Jukov do outro lado da mesa. “Pela morte de nossos inimigos”, disse Patton. Sua voz era plana e fria. O salão ficou em silêncio. O brinde era tecnicamente apropriado; a Alemanha fora derrotada, o Japão ainda lutava, mas o tom sugeria que Patton estava pensando em inimigos inteiramente diferentes. A expressão de Jukov não mudou. Ele ergueu o copo e bebeu. O momento passou. A conversa recomeçou, mas cada oficial na sala entendeu o que acabara de acontecer. Patton se recusara a entrar no jogo. Após o jantar, Eisenhower organizou uma inspeção de equipamentos militares soviéticos. Os soviéticos trouxeram exemplos de seus tanques e artilharia para demonstrar as capacidades do Exército Vermelho. Era parte cooperação militar, parte intimidação. A peça central era um tanque T-34-85. Tanquistas soviéticos demonstraram suas capacidades: a blindagem inclinada, o canhão de 85 mm, as esteiras largas projetadas para a lama e a neve russas. Jukov ficou ao lado do tanque, explicando através de tradutores como a doutrina de blindados soviética destruíra as divisões panzer alemãs. Patton caminhou ao redor do T-34 lentamente. Examinou a soldagem. Olhou para a montagem do canhão. Subiu na torre e olhou para dentro. Oficiais soviéticos o observavam cuidadosamente. Quando Patton desceu, um general soviético perguntou, através de um tradutor, o que ele achava do design do tanque soviético. A resposta de Patton foi brusca: “É um bom tanque, mas eu já matei muitos deles”.
O tradutor hesitou antes de traduzir. Os rostos dos oficiais soviéticos endureceram. Patton não estava falando de forças americanas combatendo tanques soviéticos; ele estava falando de combater forças alemãs equipadas com T-34 capturados na Frente Oriental. Mas a implicação era inequívoca: as forças americanas poderiam destruir a blindagem soviética se chegasse a esse ponto. Jukov respondeu através de seu tradutor: os tanques soviéticos haviam se provado de Stalingrado a Berlim. O T-34 era o melhor tanque médio produzido durante a guerra. Os próprios generais alemães admitiram a superioridade dos blindados soviéticos. Patton não discutiu. Ele simplesmente acenou com a cabeça e se afastou. Ele havia deixado claro o seu ponto. A inspeção continuou. Oficiais soviéticos demonstraram peças de artilharia; oficiais americanos examinaram lançadores de foguetes Katyusha. A atmosfera permaneceu profissional, mas fria. Em certo momento, Patton e Jukov ficaram juntos observando uma demonstração. Nenhum tradutor estava imediatamente presente. Os dois generais ficaram em silêncio por quase um minuto. Então Patton falou em alemão. Jukov entendia alemão de seu tempo combatendo as forças da Wehrmacht. Patton perguntou-lhe diretamente quantos homens ele havia perdido para tomar Berlim. A resposta de Jukov foi igualmente direta: mais de 300.000 baixas; o preço da vitória. Patton assentiu. Ele não disse nada sobre se esse preço era aceitável. Não precisava. Sua expressão comunicava claramente sua avaliação: as táticas soviéticas eram dispendiosas. A doutrina americana teria tomado Berlim com muito menos baixas. Jukov entendeu o insulto, mas também entendia a doutrina americana: velocidade e manobra exigiam uma logística que apenas a capacidade industrial americana poderia sustentar. O Exército Vermelho lutava com o que Stalin fornecia. Baixas eram aceitáveis se os objetivos fossem alcançados. Os dois homens ficaram em silêncio novamente. Cada um estava medindo o outro. Cada um estava calculando o que aconteceria se seus exércitos algum dia lutassem.
A noite terminou com brindes de vodca. O costume soviético exigia múltiplas rodadas de bebida com brindes elaborados à amizade, vitória e cooperação. Jukov participou entusiasticamente. Este era o seu elemento: teatro político onde o álcool soltava as línguas e revelava o caráter. Patton bebeu cada brinde. Ele acompanhou Jukov copo por copo. Os oficiais americanos que conheciam a capacidade de Patton para o álcool não estavam preocupados; ele podia beber pesadamente sem demonstrar efeitos. Mas eles se preocupavam com o que ele poderia dizer. À medida que a noite avançava, Jukov tornava-se mais animado. Contou histórias sobre a batalha por Berlim. Descreveu o assalto final ao Reichstag. Enfatizou o heroísmo e o sacrifício soviéticos. Cada história reforçava a narrativa de que as forças soviéticas haviam vencido a guerra. Patton ouviu. Bebeu. Disse muito pouco. Então, um general soviético perguntou a Patton sobre as operações americanas. Qual fora a batalha mais difícil que o Terceiro Exército enfrentara? Onde a resistência alemã fora mais forte? A resposta de Patton surpreendeu a todos. Ele disse que a Batalha das Ardenas fora a melhor operação dos alemães. Eles haviam alcançado surpresa completa. Haviam estilhaçado as posições defensivas americanas. Quase alcançaram o rio Mosa. Os oficiais soviéticos pareceram confusos. Por que Patton estava elogiando uma ofensiva alemã? Patton continuou. Explicou que as Ardenas provaram que os alemães ainda eram perigosos quando devidamente liderados. Seu planejamento operacional era excelente. Seu assalto inicial fora devastador. As forças americanas foram pegas completamente despreparadas. Então Patton descreveu como o Terceiro Exército respondeu. Ele girara 90 graus para o norte e atacara em 48 horas. Aliviara Bastogne. Parara a ofensiva alemã vinda do sul. O ponto era sutil, mas claro: quando os americanos enfrentavam uma crise, respondiam com velocidade e agressividade, não com artilharia de massa e baixas esmagadoras, mas com manobra.
Jukov reconheceu o que Patton estava fazendo. O general americano estava contrastando a doutrina operacional soviética e a americana. Os soviéticos dependiam de massa e poder de fogo. Os americanos dependiam de mobilidade e choque. Jukov respondeu com sua própria história. Descreveu a ofensiva soviética que destruiu o Grupo de Exércitos Centro em junho de 1944: Operação Bagration. Mais de dois milhões de soldados soviéticos, ruptura massiva em uma frente de 400 milhas. As perdas alemãs excederam 300.000. A mensagem era igualmente clara: a arte operacional soviética poderia destruir grupos de exércitos inteiros em semanas. Massa e poder de fogo funcionavam quando aplicados corretamente. Os dois generais estavam travando a Guerra Fria que ainda não começara oficialmente. Cada um demonstrava que sua doutrina militar era superior. Cada um alertava o outro sobre o que aconteceria em um conflito futuro. Oficiais de estado-maior americanos e soviéticos observavam a troca com crescente mal-estar. Aquilo não era uma competição amigável entre aliados. Eram dois predadores circulando um ao outro. No final da noite, Eisenhower chamou Patton de lado. A conversa foi privada, mas o chefe de estado-maior de Eisenhower, Bedell Smith, estava presente. Smith documentou mais tarde o que foi dito. Eisenhower disse a Patton para ser mais diplomático. A aliança com a União Soviética ainda era importante. A cooperação na Alemanha ocupada exigia manter boas relações com os comandantes soviéticos. A resposta de Patton foi caracteristicamente franca. Ele disse que os soviéticos não eram aliados; eram o próximo inimigo. Tudo o que acontecia na Alemanha ocupada provava isso. As forças soviéticas estavam sistematicamente despojando a Alemanha Oriental de equipamentos industriais. Estavam instalando governos fantoches comunistas. Estavam impedindo eleições livres. Eisenhower disse que entendia as preocupações de Patton, mas as decisões políticas eram tomadas em Washington, não por comandantes de campo. O trabalho de Patton era administrar a zona de ocupação americana e manter relações profissionais com as contrapartes soviéticas. Patton perguntou diretamente a Eisenhower: ele acreditava que os soviéticos honrariam seus compromissos com eleições livres na Europa Oriental? Eisenhower hesitou, depois disse que esperava que as negociações diplomáticas resolvessem as diferenças. Patton entendeu: Eisenhower sabia a verdade, mas não podia agir sobre ela. Restrições políticas impediam soluções militares.
Patton retornou à recepção. Encontrou Jukov cercado por oficiais soviéticos. Patton aproximou-se e propôs um brinde final. Através de tradutores, Patton brindou ao entendimento entre soldados. Disse que os soldados entendiam certas verdades que os políticos ignoravam: que a força prevenia a guerra, que a fraqueza convidava à agressão, que os guerreiros se reconheciam independentemente da nacionalidade. O brinde era ambíguo o suficiente para ser aceitável, mas cada oficial presente entendeu o real significado. Patton dizia a Jukov que os soldados americanos entendiam as intenções soviéticas; que a força militar americana confrontaria a expansão soviética, se necessário. O brinde de resposta de Jukov foi igualmente cuidadoso. Falou sobre soldados que serviam suas nações lealmente, sobre seguir ordens da liderança política, sobre o dever dos comandantes militares de implementar a política de estado, não criá-la. Ele dizia a Patton que o Exército Vermelho seguia as ordens de Stalin. Opiniões pessoais não importavam. O estado soviético decidia a política; os soldados a executavam. A troca revelou a diferença fundamental entre eles. Patton acreditava que os generais deveriam dizer verdades desconfortáveis aos líderes políticos. Jukov acreditava que os generais deveriam obedecer aos líderes políticos sem questionar. Um era um guerreiro americano que valorizava o julgamento individual; o outro era um oficial soviético que sobreviveu a Stalin por meio de uma obediência perfeita. Após o término da recepção, Jukov retornou ao seu quartel-general e ditou um relatório para Moscou. Arquivos soviéticos liberados após a Guerra Fria revelaram o que ele escreveu. Jukov descreveu Patton como agressivo, arrogante e hostil à União Soviética. Avaliou que Patton representava o elemento mais perigoso do pensamento militar americano. Recomendou que a inteligência soviética monitorasse Patton de perto. Mas Jukov também avaliou as capacidades militares de Patton. Observou que o Terceiro Exército avançara mais longe e mais rápido do que qualquer outra força aliada. Descreveu os métodos operacionais de Patton como semelhantes às táticas de grupos móveis soviéticos. Concluiu que, se o conflito viesse, Patton seria um oponente formidável. A avaliação foi arquivada na inteligência militar soviética. Quando Patton foi removido do comando quatro meses depois, a inteligência soviética anotou o evento como evidência de conflitos políticos internos americanos.
A avaliação de Patton sobre Jukov foi registrada em cartas à sua esposa Beatrice e em conversas com subordinados. Ele descreveu Jukov como um comandante capaz que entendia a guerra de blindados. Patton respeitava o histórico operacional de Jukov; tomar Berlim exigira combates brutais contra defensores alemães fanáticos. Jukov cumprira a missão, mas Patton acreditava que os métodos de Jukov eram dispendiosos. As táticas soviéticas alcançavam objetivos através de força esmagadora e baixas aceitáveis. A doutrina americana poderia alcançar os mesmos objetivos mais rápido e com menos perdas. Mais importante ainda, Patton avaliou que Jukov era o instrumento de Stalin. Ele seguia ordens sem questionar. Implementaria a expansão soviética conforme ordenado. Ele era perigoso não por causa de ambição pessoal, mas por causa da lealdade absoluta a um estado totalitário. A conclusão de Patton foi severa: Jukov era exatamente o tipo de general que lideraria uma invasão soviética na Europa Ocidental se Stalin ordenasse. Profissional, capaz, implacável e obediente. Anos após a morte de Patton, desertores soviéticos confirmaram o papel de Jukov no planejamento de operações potenciais contra a Europa Ocidental em 1945 e 1946. O estado-maior militar soviético desenvolveu planos de contingência para operações ofensivas para alcançar o Atlântico. Jukov participou desse planejamento. Os dois generais haviam se avaliado mutuamente com precisão. Após o encontro em Berlim, Patton e Jukov nunca mais se encontraram. Mas suas carreiras seguiram trajetórias estranhamente paralelas. Ambos foram removidos de posições de comando proeminentes meses após o encontro. Ambos foram marginalizados por líderes políticos que temiam sua independência e franqueza. Ambos morreram sob circunstâncias que alimentaram teorias da conspiração. Patton foi destituído do comando do Terceiro Exército em outubro de 1945. Oficialmente, o motivo foram seus comentários sobre a política de desnazificação. Na verdade, o motivo foram seus avisos contínuos sobre as intenções soviéticas. Ele foi transferido para o 15º Exército, um comando administrativo responsável por escrever a história oficial das operações europeias. Passou seus últimos meses documentando ações soviéticas na Alemanha ocupada, escrevendo avisos desesperados para Washington, prevendo que o confronto com a União Soviética era inevitável.
Em 9 de dezembro de 1945, Patton ficou gravemente ferido em um acidente de carro perto de Mannheim. Morreu em 21 de dezembro. O momento — três dias após submeter sua avaliação final das intenções soviéticas — alimentou teorias de que a inteligência soviética havia planejado sua morte. Nenhuma evidência crível de assassinato jamais foi produzida. Foi provavelmente apenas um acidente trágico. Mas o momento garantiu que os avisos de Patton sobre Jukov e o Exército Vermelho estivessem frescos na consciência americana quando a Guerra Fria começou. A queda de Jukov foi mais lenta, mas igualmente completa. Em 1946, Stalin tornou-se suspeito da popularidade de Jukov. Os soldados soviéticos o reverenciavam; o público soviético o via como o homem que salvara a Rússia. Esse tipo de prestígio independente era perigoso para o controle absoluto de Stalin. Em 1946, Jukov foi removido como comandante das forças de ocupação soviéticas na Alemanha e transferido para o distrito militar de Odessa. Foi um rebaixamento significativo. Stalin iniciou uma campanha silenciosa para diminuir a reputação de Jukov e isolá-lo politicamente. Em 1948, Jukov fora removido de todos os comandos significativos. Foi designado para cargos administrativos menores. Permaneceu no exército soviético, mas foi efetivamente colocado de lado. Stalin não executou Jukov; isso o teria tornado um mártir. Em vez disso, Stalin destruiu sua carreira lentamente, garantindo que o general que salvara Moscou, vencera em Stalingrado e tomara Berlim terminasse a guerra em postos administrativos obscuros. Jukov sobreviveu à morte de Stalin em 1953. Foi reabilitado sob Khrushchev e até serviu como Ministro da Defesa, mas sua carreira após 1946 foi um longo declínio em relação ao auge que alcançara em Berlim. Ambos os generais foram destruídos pelos sistemas políticos que serviam: Patton pela incapacidade da democracia de confrontar verdades duras; Jukov pelo medo do totalitarismo de subordinados competentes. O encontro entre Patton e Jukov em junho de 1945 foi breve, formal e cuidadosamente gerenciado, mas representou algo maior: a colisão de duas filosofias militares, dois sistemas políticos, duas visões da Europa pós-guerra.
Patton representava a doutrina operacional americana: velocidade, manobra e exploração da fraqueza inimiga. Baixas mínimas através de mobilidade superior. Iniciativa agressiva em todos os níveis de comando. Julgamento individual valorizado acima da obediência estrita. Jukov representava a arte operacional soviética: massa, poder de fogo e força esmagadora. Baixas aceitáveis para alcançar objetivos estratégicos. Comando centralizado com estrito controle político. Obediência absoluta à autoridade estatal. Em junho de 1945, esses dois sistemas eram aliados. Em dois anos, seriam adversários na Guerra Fria que Patton previra e Jukov ajudaria a processar. As doutrinas que representavam colidiriam repetidamente nos 45 anos seguintes: Coreia, Vietnã, Afeganistão, guerras por procuração na África, Ásia e América Latina. Cada conflito testou a guerra de manobra americana contra a massa e o poder de fogo soviéticos. Os generais que lutaram nessas guerras estudaram tanto Patton quanto Jukov. Oficiais de blindados americanos leram os papéis de Patton e adotaram sua doutrina agressiva. Academias militares soviéticas ensinaram a teoria de operações profundas de Jukov. Quando a Guerra Fria terminou em 1991, historiadores debateram qual sistema provara ser superior. A União Soviética entrou em colapso, a doutrina militar americana dominou, mas as razões foram tanto econômicas e políticas quanto militares. O que permaneceu indiscutível foi que Patton e Jukov se entenderam perfeitamente em junho de 1945. Dois guerreiros encontrando-se através de uma divisão ideológica, cada um reconhecendo no outro um oponente formidável, cada um calculando o que aconteceria quando seus sistemas inevitavelmente colidissem. Patton acreditava que a mobilidade e o poder de fogo americanos derrotariam a massa soviética em semanas. Queria lutar em 1945 enquanto o Exército Vermelho estava exausto e as forças americanas estavam no auge. Jukov acreditava que a massa e a vontade política soviéticas sobrepujariam as vantagens técnicas americanas. Entendia que os americanos não tinham estômago para baixas sustentadas que as operações soviéticas exigiam.
Nenhum dos dois generais viveu para ver os confrontos reais da Guerra Fria. Patton morreu em dezembro de 1945; Jukov foi marginalizado após 1946 e morreu em 1974, três anos após suas memórias serem finalmente publicadas sem censura. Mas suas avaliações mútuas moldaram o pensamento militar por décadas. A doutrina americana enfatizou o tipo de manobra rápida que Patton defendeu; a doutrina soviética refinou as operações profundas que Jukov executou de Moscou a Berlim. A questão do que teria acontecido se Patton e Jukov tivessem realmente comandado forças opostas permanece como um dos grandes contrafatuais da história. Dois dos comandantes mais agressivos da guerra, duas filosofias militares completamente diferentes, igual determinação em destruir o inimigo. Nunca saberemos a resposta. O confronto que Patton previu aconteceu ao longo de 45 anos através de procuradores e guerras limitadas, nunca o embate direto entre os exércitos americano e soviético que ambos os generais anteciparam em junho de 1945. O que sabemos é que, quando se encontraram, reconheceram-se como guerreiros. Avaliaram as capacidades um do outro com precisão. Entenderam que seus mestres políticos haviam decidido que eram aliados, e ambos sabiam que isso era temporário. Nas décadas após a Segunda Guerra Mundial, tanto Patton quanto Jukov tornaram-se símbolos. Patton tornou-se o profeta que viu a ameaça soviética antes que qualquer um em Washington a admitisse; o guerreiro que defendeu a força quando outros escolheram o apaziguamento; o general que disse verdades desconfortáveis e foi destruído por isso. Políticos conservadores citaram os avisos de Patton ao longo da Guerra Fria: quando os tanques soviéticos esmagaram a Revolução Húngara em 1956, quando o Muro de Berlim subiu em 1961, quando mísseis soviéticos apareceram em Cuba em 1962. Cada evento validou a previsão de Patton de 1945 de que a União Soviética era o próximo inimigo da América. Jukov tornou-se o servo leal que salvou a Rússia, mas não pôde escapar da paranoia de Stalin; o general que venceu a guerra, mas perdeu a paz; o guerreiro cuja competência o tornava perigoso para o ditador que servia. Dissidentes soviéticos apontaram o tratamento de Jukov como evidência da brutalidade de Stalin: como até o homem que salvou Moscou foi eventualmente expurgado; como o totalitarismo destrói seus próprios defensores. Quando as memórias de Jukov foram publicadas em forma integral após sua morte, revelaram seus pensamentos privados sobre a guerra e Stalin. Ele entendera o preço de servir a um estado totalitário. Fizera sua escolha deliberadamente: obediência era sobrevivência. O contraste entre Patton e Jukov iluminou a diferença fundamental entre os sistemas militares democráticos e totalitários. Patton podia desafiar Eisenhower porque a democracia americana protegia a dissidência, mesmo a dissidência militar. Jukov tinha que obedecer a Stalin porque o totalitarismo soviético punia a independência com a morte. Ambos os sistemas tiveram custos. A tolerância da democracia pela dissidência impediu a ação quando Patton estava certo sobre as intenções soviéticas. A demanda do totalitarismo pela obediência criou generais que seguiam ordens sem julgamento moral. Quando os dois guerreiros se encontraram em Berlim em junho de 1945, personificaram esses sistemas concorrentes: o americano que acreditava que guerreiros deveriam falar a verdade; o soviético que acreditava que guerreiros deveriam obedecer a ordens. Quarenta e cinco anos de Guerra Fria provaram ambos certos e ambos errados. Patton estava certo de que a União Soviética era um inimigo, errado que a ação militar em 1945 era a solução. Jukov estava certo de que a liderança política determinava a estratégia, errado que a obediência a Stalin servia aos interesses da Rússia. O encontro durou algumas horas; as consequências duraram meio século. Dois guerreiros que se entenderam perfeitamente e sabiam que eventualmente teriam que lutar: um defendendo o ataque, um preparando a defesa; ambos removidos do comando antes que a guerra que anteciparam pudesse começar. A história negou-lhes o confronto que esperavam, mas a história provou que, quando se encontraram em Berlim, já estavam travando a próxima guerra, apenas com palavras em vez de tanques. A guerra que Patton queria lutar, a guerra que Jukov estava preparado para vencer, a guerra que se tornou a Guerra Fria, o conflito mais longo da história moderna, iniciado por guerreiros que se encontraram uma vez e se reconheceram como inimigos antes que seus políticos admitissem que a aliança havia terminado.
Abaixo, transcrevi com tradução "by Google" o discurso do General Patton para quem quiser arquivá-lo em seus anais.
Sentem-se.
Eu quero que vocês se lembrem que nenhum bastardo jamais ganhou uma guerra morrendo por seu país. Ganhou-a fazendo outros bastardos morrerem pelo país deles.
Homens essas historias que vocês ouviram de que a América não ia querer lutar, que queriam estar distantes da guerra são um monte de merda, conversa fiada. Os norteamericanos tradicionalmente adoram lutar, todos os americanos de verdade amam o calor do combate.
Quando vocês eram garotos todos admiravam o campeão das bolas de gude, o corredor mais rápido, os craques do futebol, opugilistas mais durões. Os americanos adoram um vencedor e suportam um perdedor. Todos os americanos sempre jogam para ganhar; um homem que perde e ri não vale um caracol. É por isso que os americanos nunca perderam e nunca perderão uma guerra, porque a
mera idéia de perder é odiosa para nós americanos.Agora, um exercito é um time; ele vive, come, dorme e luta como um time. Todas essas conversas sobre a individualidade são apenas lixo. Quem escreveu essa besteira sobre o individualismo para o Saturday Evening Post sabe tanto sobre uma sobre uma batalha de verdade quanto sabe sobre uma trepada . Nós temos a melhor comida e o melhor equipamento, o melhor espírito e os melhores homens do mundo.Vocês sabem... Eu chego a ter pena dos safados que vamos enfrentar. Por Deus que eu tenho. Não vamos só atirar nos infelizes. Nós vamos arrancar suas entranhas, e então usá-los para lubrificar as esteiras dos nossos tanques; vamos matar esses hunos filhos da puta aos bandos!Agora, rapazes... alguns de vocês, sei que estão imaginando, estão se perguntando se vão se acovardar sob o fogo. Não se preocupem. Posso lhes garantir que todos vão cumprir o seu dever. Os nazistas são o inimigo. Caiam em cima deles, derramem o seu sangue, atirem em suas barrigas! Quando enfiarem as mãos em uma massa disforme de sangue que momentos antes era apenas o rosto de seu melhor amigo... saberão o que fazer.
Algo mais para se lembrarem. Não quero nenhuma mensagem dizendo: " Estamos mantendo a posição". Não estamos “mantendo” coisa nenhuma! Que os hunos mantenham! Nós avançamos constantemente e não temos interesse em manter coisa nenhuma, exceto o inimigo longe. Nós vamos mantê-lo seguro pelo nariz e dar-lhe um chute na bunda. Nós vamos chutá-lo o tempo todo e passar por eles como faca quente na manteiga. Bem, tem uma coisa que vocês poderão dizer quando voltarem para suas casas e podem agradecer a Deus por isso. Em trinta anos anos quando estiverem sentado em frente à lareira com o seu neto no colo e ele perguntar o que você fez na Segunda Guerra Mundial, não terão que responder..."Eu limpei merda na Louisiana."
Tudo bem seus filhos da puta, vocês agora sabem o que eu penso. Eu
terei muito orgulho de comandar vocês em qualquer batalha, em qualquer lugar.
É só.