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Data de lançamento
7 Julho 2017Duração
Paulistas e Soledade são duas regiões rurais localizadas no sudoeste de Goiás. No começo da década de noventa o êxodo rural foi intensificado com a expansão da monocultura agrícola e a exploração dos recursos hídricos. Desde 2014, não existem mais jovens morando na região. Estamos em julho, mês de férias. Época em que os filhos visitam a casa dos pais.
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- parece uma extensão do febre da madeira do diretor
- aqui o que funcionou no anterior continua funcionando, mas infelizmente também é o que decepciona um pouco
- pela introdução o filme parece que vai levar para um caminho diferente da contemplação apresentada
A sinopse parece ótima. E muito melhor que o filme em si, visto que, neste último, o tema é fugidio, não há direcionamento de foco, apenas situações esparsas e quase trapaceiramente subjetivas - visto que somente nos créditos finais sabemos que os jovens biografados são parentes (irmãos?) do diretor. As captações cotidianas são preguiçosamente vagas, o som é quase inaudível, a coesão é mínima entre as situações apresentadas - vide as seqüências em que o patriarca da família aparece cantarolando ao violão, sem concatenação tramática com o que o documentário pretende - e as reconstituições ficcionais (câmeras posicionadas em pleno mato, em instantes íntimos dos personagens reais; montagem acelerada ao som de uma canção de 'rock' pesado, etc.) reforçam o caráter traiçoeiro/insincero da produção, que é pouco mais que um diário pessoal sobre a família rural do diretor. Vale destacar que isso estaria longe de ser um demérito se fosse confessado desde o início. Não é. senti-me enganado ao longo desta projeção enfadonha e tematicamente indecisa. Ao menos, concede um merecido destaque para a banda goiana Boogarins, valorizando a cultura local do Estado. Ao menos... (WPC>)
O filme é uma representação tão fiel do silêncio, hábitos e tempos lentos do campo, que renovou minha satisfação de viver na cidade
Meu Deus, que documentário chato! Eu entendi o que ele quis passar como mensagem, a linguagem empregada, mas precisava ser desse jeito? Gente, pior que assistir tv câmara
Um filtro de barro poderia ser um item de um museu a céu aberto, mas é apenas um objeto de uma das muitas residências esquecidas no tempo na cidade de Paulistas e Soledade. E uma das sensações provocadas por este documentário é justamente esta, a do esquecimento: das raízes, da propriedade imobiliária propriamente dita e da família por jovens que foram procurar um futuro além do interior. Tanto que o regresso dos três irmãos é marcado por um resgate da memória com a necessidade de preencher o tempo da maneira que podem, e note inclusive a mínima interação uns com os outros e deles com os familiares.
Assim, o documentário é também um trabalho de observação sobre o isolamento, que evita opinar e debater, criticamente, o tópico, mas expô-lo porquanto tem uma câmera para fazê-lo (há exceções, evidente, como a apresentação de uma reportagem jornalística sobre uma obra local e a deterioração que esta provoca em seu entorno). Mas, em geral, a narrativa preocupa-se em revelar a relação do jovem egresso da cidade grande com um descampado amplo e entediante, totalmente o oposto ao que estava habituado. A isto se misturam registros dos habitantes locais, cientes também do próprio abandono.
O documentário é um registro de ontem nos dias de hoje. Do passado segundo as lentes do presente. É convidativo para quem gosta de experiências amarradas por circunstâncias e ampliar seu conhecimento sobre o Brasil em que vivemos.
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