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Data de lançamento
26 Julho 2006Duração
Nenhuma família é verdadeiramente normal, mas a família Hoover extrapola. O pai desenvolveu um método de auto-ajuda que é um fracasso, o filho mais velho fez voto de silêncio, o cunhado é um professor suicida e o avô foi expulso de uma casa de repouso por usar heroína. Nada funciona para o clã, até que a filha caçula, a desajeitada Olive (Abigail Breslin), é convidada para participar de um concurso de beleza para meninas pré-adolescentes. Durante três dias eles deixam todas as suas diferenças de lado e se unem para atravessar o país numa kombi amarela enferrujada.
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Pequena Miss Sunshine 10/10 ❤️
Eu havia visto esse filme na Globo quando ele passou de forma inédita muitos e muitos anos atrás. Na época, já havia adorado e gravado diversas cenas icônicas na memória. Revê-lo sei lá quantos anos depois, com bem mais bagagem de vida, fez eu gostar ainda mais dele e de como o filme transborda sensibilidade ao tratar o tema universal humanidade.
Um road movie clássico que sabe desenvolver todos os seus personagens, desconstruindo suas filosofias, pré-conceitos e pragmatismo, todos interpretados por ótimos atores em brilhantes trabalhos, enquanto a camada mais superficial apenas nos conduz por um conto de fadas de uma garotinha inocente, a caçula da família, que só deseja ingressar no voraz mundo dos concursos de beleza. Sem perceber onde está se metendo.
A carga emocional que o longa nos proporciona começa desde as primeiras cenas até o seu apoteótico fim. Com um elenco junto que se completa de uma forma incrível numa sinergia disfuncional e tão real que você acredita que ali é uma verdadeira família. Sei o porquê de tantas cenas estarem gravadas na minha memória. Há pelo menos meia dúzia delas que são icônicas:
Além da clássica dança "censurada" no fim, há grandes momentos do Allan Arkin destilando sabedoria; o pai reencontrando sua força no apoio à família — alterando para sempre seu lema tão taxativo de vencedor e perdedor; o personagem do Paul Dano superando seu trauma; e a mais icônica para mim, o Steve Carrell pulando da van e correndo para inscrever a sobrinha a tempo no concurso Miss Sunshine. Essa cena, vide sua introdução no filme em um estado de letargia e depressão após uma tentativa de suicídio, até chegar aqui cheio de propósitos, representa com primor todos os road movies. Esse com o plus de ter um carro de buzina quebrada e necessitando sempre ser empurrado.
Pequena Miss Sunshine é um clássico atemporal sobre família, sobre a vida e, principalmente, sobre como viver. É um filme com alma e identidade. Ele quer que você acredite e entenda que você pode ser feliz sendo simplesmente e ordinariamente apenas você. É bem provável que você esteja gargalhando em uma cena e chorando na próxima. É ABSOLUTE CINEMA.
É difícil pra mim definir "aonde está" esse longa. Sabe aquelas subdivisões da atmosfera? "De tantos graus a mais e é isso, mas não sei oq é aquilo"... bom.... meio q senti isso . É um longa afetuoso por mais q seus personagens sejam bem espinhentos msm quando n querem ser... sei lá... achei bem humano, vou encerrar aqui, tô c sono.
visto em 06/07/2026.
uma obra de artes tão frágil, inocente e sensível que da vontade de guardar no peito. eu chorei e rir em vários momentos do filme, e acho de uma crueldade do roteiro mostrar vários personagens em um declínio gigantesco enquanto todos fazem o possível e o impossível pra realizar o sonho de uma criança inocente.
esse filme tem camadas tão profundas que renderiam uma conversa inteira, mas só queria expressar o quanto eu amei e acolhi cada personagem. é um filme de partir o coração, e nos lembra que por baixo da casca, se esconde algo muito mais bonito
Um dos meus filmes prediletos.
Esse filme é um abraço em forma de cinema. Ele nos lembra de que não há problema nenhum em não ser perfeito e que o verdadeiro sucesso é ter alguém que dance com você no seu pior momento. Uma obra-prima sensível que mostra que o amor familiar está justamente em acolher os nossos fracassos juntos. Chorei e sorri na mesma proporção.