Dirigido por
Data de lançamento
3 Ago. 2011Duração
Nossa maior descoberta tornar-se-á a maior ameaça para a humanidade quando um cientista (James Franco) na iminência de um grande avanço da medicina começa a fazer testes num jovem chimpanzé chamado César (Andy Serkis). Quando o chimpanzé desenvolve inteligência e emoções semelhantes às dos humanos, uma batalha épica surge para determinar a espécie dominante no planeta!
Sem anúncios
Aproveite o melhor do Filmow sem interrupções
31 Jan 2025
Filmao da porra
O Cesar tem muita aura viu!
Faz tempo que vi, só me lembro que gostei. Talvez eu reveja e volte para mudar minha nota e comentário
NÃO!!
Se tem uma parada que Hollywood adora fazer hoje em dia é mirar uma bazuca nos próprios pés tentando refazer clássicos absolutos. Já vimos crimes cinematográficos medonhos, como a refilmagem de "Ben-Hur" com o Rodrigo Santoro ou o próprio desastre "O Planeta dos Macacos" do Tim Burton, que dá vergonha alheia só de lembrar.
Mexer no território sagrado onde Charlton Heston reinou soberano em 1968 — com aquele final apocalíptico na praia que explodiu a cabeça do mundo — parecia e é uma missão suicida. Mas em 2011, o diretor Rupert Wyatt aceitou o desafio e passou no teste com louvor, entregando uma aventura de ficção científica legítima, com alma e de alto torque.
"Planeta dos Macacos: A Origem" não faz sombra e nem chega nas canelas do clássico de 68. E nem é para isso! Esse filme do Rupert joga em outro campeonato. Nessa trilogia moderna, ele acaba sendo o capítulo mais morno da franquia se comparado aos sombrios e brutais "Confronto e Guerra" que são filmaços espetaculares, mas funciona de forma maravilhosa como o motor de arranque mostrando o início do fim da nossa humanidade e o começo da era dos primatas.
A trama te pega pelo bico logo de início. O enredo começa lento, dramático, meio açucarado — uma vibe meio comercial de margarina com o cientista Will vivido por James Franco e Caroline (Freida Pinto (que, sejamos francos, tá ali só de cenário)) criando o macaquinho em casa. É um doce de banana que não passa do ponto, mas que serve para construir a conexão emocional.
A farsa humana cai por terra e o filme decola de verdade depois que César sofre o choque de realidade na cena da coleira. E na sequência onde ele tentava proteger o pai de Will vivido por (John Lithgow), coisa que leva ele pro xilindró. Depois de ser jogado naquela clínica/prisão de primatas, o filme larga o melodrama de lado e vira um thriller de reabilitação bruto. Ali, o bicho descobre que o ser humano é uma raça do capeta e começa a arquitetar a sua própria guerrilha de cela.
O coração da história e a engrenagem que leva esse filme nas costas tem nome e sobrenome: Andy Serkis. O cara é um gênio incompreendido. Ele passou meses estudando o comportamento corporal e o olhar dos chimpanzés para entregar uma atuação corporal soberba, humanizando o César de um jeito tão visceral que o resto do elenco humano parece um bando de postes digitais.
O arco de amadurecimento do César é foda de ver. Ele vai crescendo na história, deixando as macacadas bobas de lado e se tornando um líder de respeito. E puta que pariu, o cinema inteiro pulou da cadeira quando o César segura o braço daquele guardinha escroto (eterno Draco Malfoy de Harry Potter) e solta aquele "NÃO!!!" rasgado no peito. É o grito do basta, o estalo da revolução. O motor do filme explode ali.
A sequência final da fuga pela cidade, com os macacos subindo os prédios são incríveis, dando ar de filme de Planeta dos Macacos, que a lenda no cinema, merecia. Depois a sequência na Golden Gate faz você perder o fôlego. Ver o César comandando a macacada no meio da névoa de San Francisco, usando tática de guerrilha urbana real contra os policiais e os cavalos, é a melhor parte do filme. O CGI aqui não é aquela meleca de videogame que empesteia os filmes atuais; a computação gráfica tem peso de carne, osso.
Enfim, "Planeta dos Macacos: A Origem" cumpre o que promete com uma dignidade rara. É uma história de origem digna, que te faz torcer pelo chimpanzé digital e querer ver a raça humana se fudendo. E um remake digno, um início de jornada incrível antes da indústria do streaming virar essa indústria de enlatado padronizada que vemos hoje.
É para assistir com um caneco de chopp na mão sabor banana pra comemorar dar aquele sorriso de satisfação, e se olhar depois no espelho pra ver se tem algum tipo de coleira enfeitando o seu pescoço também.
Já estava como visto e com nota, mas agora "revendo" percebo que eu nunca tinha visto, na real creio ter visto o segundo dessa nova versão. De toda forma, achei mais interessante q o do Burtom. É paralelo ao "Conquest of the Planet of the Apes" de 1972. A relação é tão forte que quando o Cesar fala "No!" eu lembro do Cornelius falando sobre isso. Só eu comecei a franquia por causa da Artemis II, o pessoal floodando os posts pedindo por uma possível pegadinha da NASA em receber os astronautas de volta vestidos com o figurino clássico me fez obrigado a assistir, pois amo a temática de viagem espacial/no tempo. Uma pena a nova versão ter seguido por um caminho diferente.