Data de lançamento
26 Out. 2023Duração
Pluto segue o detetive Gesicht da Europol enquanto ele tenta descobrir o mistério por trás de uma série de mortes de robôs e humanos. O caso se torna muito mais intrigante quando as evidências indicam que os assassinatos foram obra de um robô, algo que não acontecia há quase uma década...
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Marília Mendonça: Sentimento Louco
Sendo uma adaptação extremamente fiel do mangá homônimo criado por Naoki Urasawa, é possível pontuar "Pluto", assim como mantém as várias qualidades da obra literária, também conserva os poucos - mas perceptíveis - defeitos. Em linhas gerais, no entanto, o seriado tem bem mais pontos positivos do que negativos, sobretudo destacando-se pela animação de qualidade, boa trilha sonora e história bem estruturada.
Em primeiro lugar, é preciso entender o trabalho que serviu de base para a adaptação. Dito isso, o mangá, na verdade, é uma espécie de releitura de uma das histórias mais famosas dentres os quadrinhos japoneses, o "Astro Boy" - mais especificamente, o arco "The Greatest Robot on Earth". Tendo como inspiração esse clássico desenho, Urasawa reutiliza muitos elementos da história original, como os nomes dos personagens, e estrutura, a partir daí, uma trama com um tom bastante diferente.
Tanto no mangá quanto no anime, estamos diante não apenas de uma mera ficção científica futurista, mas de um suspense investigativo - ou, simplesmente, thriller. Nele, acompanhamos o detetive robô Gesicht tentando solucionar um misterioso caso que envolve a morte de humanos e de robôs e que, a medida na qual a investigação avança, vai se tornando cada vez mais complexo.
Nesse sentido, o seriado realiza um excelente trabalho na construção do suspense, dando poucas pistas, mesmo para aquele espectador mais atento, sobre o mistério envolvendo o caso. Episódio por episódio, é apresentada, simultaneamente ao público e aos personagens, mais uma peça do quebra cabeça, que é montado de forma gradativa. Sendo assim, é necessário, para quem decidir assistir ao anime, a devida paciência, pois as respostas não serão dadas de imediato e, em dados momentos, tudo pode parecer extremamente confuso, mas, ao final, as coisas ficam mais claras.
Um outro aspecto que me agradou nessa produção, além do suspense, foram os temas abordados na história. Em vários momentos, o seriado passa uma boa mensagem - que, é verdade, não é exatamente uma novidade, mas, mesmo assim, sempre bem vinda - sobre os males não apenas da guerra, mas do ódio e da vingança de uma maneira geral, apontadas aqui, corretamente, como elementos que alimentam um ciclo vicioso sem fim e jamais trazem bons frutos ao final.
E, em tempos de avanços na área de robótica e de inteligência artificial, o enredo traz uma interessante perspectiva sobre o assunto. Na história, é possível encontrar o melhor lado do uso da tecnologia pelo homem, com robôs que ajudam aos mais necessitados, compreendem as emoções humanas com empatia e afeto e são úteis à sociedade. Do mesmo modo, também encontra-se o pior lado, ao mostrar os impactos negativos do desenvolvimento tecnológico, tal qual o desemprego, a algumas pessoas e a utilização das máquinas como armas de assassinato e até de destruição em massa.
Porém, se eu tivesse que colocar esses dois aspectos na balança, eu diria que a série pende mais ao lado positivo. Aqui, somos apresentados a robôs que têm famílias, têm empregos e possuem uma compreensão de sentimentos e emoções até maior do que muitos humanos. Enquanto isso, muitos dos problemas envolvendo essas máquinas não são provenientes das máquinas em si, mas do mau uso feito, delas, pelo homem ou pela emulação das piores características humanas, como manipulação e ódio.
Logo, um robô, sendo meramente um robô, não seria capaz de ter quaisquer sentimentos, sejam bons ou maus. Um robô bem integrado a sociedade, seria capaz de ter bons sentimentos. Um robô extremamente avançado e excessivamente humano, seria capaz, assim como um humano, de cometer atrocidades. E, nos personagens da trama, vemos cada um desses exemplos.
O único defeito do seriado, curiosamente, é um defeito também presente no mangá, que é o fato da história, na reta final, tornar-se um tanto "apressada". Além disso, apesar da maior parte do mistério ser esclarecida até o término, alguns elementos importantes são deixados sem explicação ou apresentados de maneira muito rasa. Isso, inevitavelmente, deixa a sensação de que ficou faltando alguma coisa.
Conclusão: a série é boa e vale a pena assistir, mas poderia ter sido melhor. O problema é que muitas das respostas que faltam sequer estão presentes no material original, então os roteiristas do anime ficaram de mãos atadas aqui.
Série maçante que subestima o espectador.
A ideia é interessante, mas muito mal apresentada. Os personagens agem de maneiras emocionadas e bestas, e a série acaba ficando maçante, pra não dizer previsível. Um desperdício tremendo.
Desde O final dos anos 70 curto animações Japonesas(A Princesa e o Cavaleiro), E nos Anos 80(O Judoca NA Tv Record E Na Manchete No Clube da Criança Pirata do Espaço ,D'artagnan e Os Três Mosqueteiros, Nunca pensei ao começar A Assistir esse Anime que ia Gostar Tanto dele, Personagens Carismáticos(Algumas mortes me comoveram Mesmo) ,Trama intrigante ,Cenas de Ação bem eficientes enfim uma grata surpresa !
Ps Mençao Honrosa aos sequintes animes Marco e Candy Candy Tambem na Record Canal 9 Rio de Janeiro.
Só espero que um dia 20th century boys ganhe o mesmo tratamento de Pluto.