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O documentário divide-se em três etapas, que correspondem às fases distintas da obra de Carlos Drummond de Andrade e caracterizam momentos de sua vida. A primeira fase, chamada "Vai Carlos, ser gauche na vida", registra do seu nascimento em Itabira em 1902 até o final da sua "Poesia Modernista" em Belo Horizonte, antes da mudança para o Rio de Janeiro em 1934. Sua poesia com a marca do modernismo de 1922 numa versão mineira e a publicação dos primeiros livros "Alguma Poesia" e "Brejo das Almas", quando nasce o Carlos Drummond de Andrade dos versos anedóticos, sintéticos-metafóricos, irônicos.
A segunda fase, chamada "A vida apenas, sem mistificação", começa com a mudança de Drummond para o Rio de Janeiro e vai mostrar o "poeta do seu tempo", o momento de atuação política na vida do escritor, aliada à sua obra de crítica social.
A terceira fase, chamada "Como ficou chato ser moderno, agora serei eterno", do início dos anos 50 aos anos 80, a fase do poeta-filósofo, do verso enigmático, do cronista de sucesso no Correio da Manhã e no Jornal do Brasil, da glória literária sendo Drummond considerado um mestre da língua, dos prêmios homenagens e troféus, dos filmes adaptados de sua obra, dos netos que nascem e a família se prolonga e do retorno aos temas do passado e da memória
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Tem altos e baixos, mas um mergulho na obra drummoniana é sempre válido.
Boa produção recordando o grande poeta brasileiro Carlos Drummond. Assista *__*
"Bom dia: eu dizia à moça
que de longe me sorria.
Bom dia: mas da distância
ela nem me respondia.
Em vão a fala dos olhos
e dos braços repetia
bom-dia a moça que estava
de noite como de dia
bem longe de meu poder
e de meu pobre bom-dia". Carlos Drummond.
Bom, porém faltou algo.
Fiquei mais fã ainda...
Essas coisas que leram aí fazem meus ouvidos brilharem e sorrir.
Essas coisas aí desse homem sem explicação.