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O presidente dos Estados Unidos, Ashton (William Hurt), participará de uma conferência mundial sobre o combate ao terrorismo em Salamanca, na Espanha. Thomas Barnes (Dennis Quaid) e Kent Taylor (Matthew Fox) são os agentes do Serviço Secreto designados para protegê-lo durante o evento. Entretanto logo em sua chegada o presidente é baleado, o que gera um grande tumulto. Na multidão que assiste ao atentado está Howard Lewis (Forest Whitaker), um turista americano que estava gravando tudo para mostrar aos filhos quando retornasse para casa. A partir da perspectiva de diversos presentes no local antes e depois do atentado é que se pode chegar à verdade sobre o ocorrido.
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Marília Mendonça: Sentimento Louco
Como já comentaram várias vezes: premissa boa e execução ruim.
O final foi lamentável... estava indo bem, mas cagaram tudo
Visto em 14.07.2025.
A premissa é sensacional. Um filme onde ocorre um evento e acompanhamos o ponto de vista de oito pessoas diferentes é uma ideia excelente. Porém, aqui não foi bem executada.
Primeiramente, se há 8 pontos de vista presentes, deveria haver pelo menos 8 construção de personagens, mas o filme falha nisso.
O filme começa introduzindo o ponto de vista de um personagem, ai rebobina e começamos a acompanhar outro personagem e assim consecutivamente até chegar no final onde todos os pontos se misturam.
O problema disso, é que não acompanhamos ninguém tempo suficiente para nos conectarmos ao filme, nem o filme se preocupa em contar bem a história. Uma boa história é contada através de bons personagens. Se os personagens não são bem desenvolvidos para cativar o espectador, o filme se torna apenas uma sucessão de acontecimentos vazios.
E o problema do desenvolvimento se torna pior quando vemos o o ponto de vista dos terroristas, que tem motivações super genéricas. Alguns são maus porque são maus e outros estão sendo enganados e coagidos a serem maus, como o cara que teve o irmão sequestrado.
Isso piora, quando comparado ao lado dos americanos, que são retratados sempre como íntegros, decentes e sem falhas. Por exemplo, o presidente dos EUA se recusa a fazer uma retaliação após uma tentativa de assassinato. Dá pra acreditar? Já o segurança do presidente é o típico herói de ação baddass que vai salvar o dia.
Enfim, tinha tudo pra ser um ótimo filme, uma ótima premissa, um ótimo elenco, mas no fim a falta de desenvolvimento da história e dos personagens torna Ponto de Vista uma experiência abaixo do medíocre, sendo um filme bem frustrante.
Típico filme cuja primeira metade parece ter sido escrita por um roteirista, enquanto a segunda metade foi concluída por outro.
Estava tudo caminhando bem,
até começarem com essa fantasia de sósia do presidente. A partir daí, as coisas começaram a desandar. Se estivéssemos falando do Kim Jong Un ou qualquer ditadorzinho de um país meia-boca, até daria pra engolir.
E aquele maluco controlando tudo remotamente através de um celular tijolão da nokia? O cara é deus por acaso? Só faltou ele invadir o pentágono e mandar disparar os mísseis.
E não dá para deixar de mencionar as inúmeras pontas soltas que ficaram:
Beleza, resgataram o presidente no final, mas qual a ligação do policial com a tal da Veronica? Por que o agente do Serviço Secreto virou a casaca? Quem era o irmão do sequestrado? O que eles pretendiam fazer com o presidente?
É uma pena, o filme tinha muito potencial, mas os furos de roteiro comprometeram a experiência final do telespectador.