O sétimo filme de Deanna Durbin com melhor nota no IMDB, embora eu não concorde muito, acho que este está mais para a metade de baixo no meu ranking. E, sinceramente, não sei por que ele tem uma avaliação alta entre os filmes da atriz. Sim, o humor funciona, mas aqui as músicas não são tão boas em minha opinião. Acho Danny Boy um saco, embora parece que o pessoal gosta. Enfim, foi um dos cinco últimos filmes protagonizados pela atriz, numa época em que já estava batido as tramas que enfiavam para a garota. A mesma ladainha de buscar o sucesso no mundo da música usando sua bela voz. Sendo assim, aqui tentaram diferenciar e, ao invés de buscar o sucesso no mundo da música, Deanna busca o sucesso no mundo da atuação, especificamente no teatro. Pois é. E isso acaba gerando um enorme rombo. Deanna, por mais que seja boa atriz, é uma cantora excepcional. Seus filmes anteriores sempre foram carregados de artimanhas da personagem que usa de qualquer meio, alguns até meio desonestos, para atingir o sucesso. Maaaas, perdoamos isso pois ela tem uma bela voz e realmente merece o sucesso. Aqui, quando a coisa da voz é colocada de lado, fica tudo meio esquisito. Quero dizer, ela falsifica uma assinatura, finge uma tentativa de suicídio, poxa, não tem como ficar do lado da protagonista. Até teria se o objetivo dela fosse ser uma cantora de sucesso pois o mundo realmente merece conhecer sua voz. Mas ser uma atriz de sucesso não nos faz torcer por ela. Charles Laughton entrega uma atuação meio exagerada aqui. Gostei bastante dele em Raio de Sol, e lembro tê-lo achado genial em Por Causa Dele nas duas vezes anteriores que vi o filme, mas, nesta terceira experiência achei o tom dele todo confuso. Certo, ele é um ator de teatro e por isso é teatral, mas mesmo assim achei o tom estranho. Franchot Tone mais uma vez faz um par romântico de Deanna insuportável de chato. Aqui, ainda gera uma cena toda sem sentido, em que Deanna canta enquanto ele tenta evitá-la. Primeiro, como expus, ela cantar bem não interfere em nada na atuação da peça, demonstrando que Deanna tem sentido no mundo da música. Segundo, não entendi o motivo dela ficar cantando e ele fugindo, qual era a piada pretendida? No fim,
a parte realmente inspirada é o final, fazendo o paralelo da peça com a vida real
. Não é genial, mas é bem pensado e suficiente. Aliás, se bem me lembro, também, este foi um dos poucos filmes protagonizados pela atriz que possuiu um roteiro original, demonstrando que Hollywood nunca foi um poço de criatividade. Enfim, um dos filmes mais fraquinhos de Deanna, inexplicável para mim ser um dos filmes dela com a nota alta. Nota: 7.7.
O sétimo filme de Deanna Durbin com melhor nota no IMDB, embora eu não concorde muito, acho que este está mais para a metade de baixo no meu ranking. E, sinceramente, não sei por que ele tem uma avaliação alta entre os filmes da atriz. Sim, o humor funciona, mas aqui as músicas não são tão boas em minha opinião. Acho Danny Boy um saco, embora parece que o pessoal gosta.
Enfim, foi um dos cinco últimos filmes protagonizados pela atriz, numa época em que já estava batido as tramas que enfiavam para a garota. A mesma ladainha de buscar o sucesso no mundo da música usando sua bela voz. Sendo assim, aqui tentaram diferenciar e, ao invés de buscar o sucesso no mundo da música, Deanna busca o sucesso no mundo da atuação, especificamente no teatro. Pois é.
E isso acaba gerando um enorme rombo. Deanna, por mais que seja boa atriz, é uma cantora excepcional. Seus filmes anteriores sempre foram carregados de artimanhas da personagem que usa de qualquer meio, alguns até meio desonestos, para atingir o sucesso. Maaaas, perdoamos isso pois ela tem uma bela voz e realmente merece o sucesso. Aqui, quando a coisa da voz é colocada de lado, fica tudo meio esquisito. Quero dizer, ela falsifica uma assinatura, finge uma tentativa de suicídio, poxa, não tem como ficar do lado da protagonista. Até teria se o objetivo dela fosse ser uma cantora de sucesso pois o mundo realmente merece conhecer sua voz. Mas ser uma atriz de sucesso não nos faz torcer por ela.
Charles Laughton entrega uma atuação meio exagerada aqui. Gostei bastante dele em Raio de Sol, e lembro tê-lo achado genial em Por Causa Dele nas duas vezes anteriores que vi o filme, mas, nesta terceira experiência achei o tom dele todo confuso. Certo, ele é um ator de teatro e por isso é teatral, mas mesmo assim achei o tom estranho.
Franchot Tone mais uma vez faz um par romântico de Deanna insuportável de chato. Aqui, ainda gera uma cena toda sem sentido, em que Deanna canta enquanto ele tenta evitá-la. Primeiro, como expus, ela cantar bem não interfere em nada na atuação da peça, demonstrando que Deanna tem sentido no mundo da música. Segundo, não entendi o motivo dela ficar cantando e ele fugindo, qual era a piada pretendida?
No fim,
a parte realmente inspirada é o final, fazendo o paralelo da peça com a vida real
Aliás, se bem me lembro, também, este foi um dos poucos filmes protagonizados pela atriz que possuiu um roteiro original, demonstrando que Hollywood nunca foi um poço de criatividade.
Enfim, um dos filmes mais fraquinhos de Deanna, inexplicável para mim ser um dos filmes dela com a nota alta.
Nota: 7.7.