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Data de lançamento
10 Set. 2006Duração
Callie Webb (Parker Posey), Marilyn Hack (Catherine O'Hara) e Victor Alan Miller (Harry Shearer) são atores em Hollywood de um filme independente de baixo orçamento, cujo roteiro é um drama que se passa na década de 40, no sul dos Estados Unidos. Para eles, o Oscar é um objetivo muito distante, quase inalcançável. Portanto quando Marilyn fica sabendo que foi publicada na internet uma notícia sobre sua possível indicação para o prêmio de melhor atriz, uma grande agitação toma conta da sua vida. A febre do Oscar logo atinge também Callie e Victor, que começam a brigar por indicações.
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Esse filme meio que "previu" a Marion Cotillard sendo indicada ao Oscar dois anos depois.
A Marilyn Hack não é indicada ao Oscar de melhor atriz e reclama que uma atriz francesa foi indicada por um filme falado em francês. Em 2008, quase dois anos depois desse filme ser lançado, a Marion ganhou o Oscar de melhor atriz por "Piaf - Um Hino Ao Amor", se tornando a primeira e única atriz a ganhar um Oscar por um filme falado em francês. Antes dela, a última vez que uma atriz francesa tinha sido indicada por um filme falado em francês foi em 1992. <br/><br/>Lembro dessa cena sendo usada pra zoar a Jennifer Aniston em 2015 quando ela perdeu a indicação ao Oscar por "Cake" e a Marion foi indicada por um filme falado em francês ("Dois Dias, Uma Noite"), que mal teve divulgação na época pq deu o azar de ter o mesmo distribuidor de "Boyhood" que focou só naquele filme e esqueceu a Marion, então a indicação dela foi uma surpresa, principalmente pq ela não tinha sido indicada nas outras premiações.
Catherine O'Hara merecia ter sido indicada ao Oscar! Aquela cena dela
surtando por não ter sido indicada ao Oscar (olha a ironia!)
Este filme não é lá essas coisas, mas até que me fez rir em alguns momentos e deu para passar o tempo de boa.
Um tanto irregular, se comparado a outras obras de Christopher Guest e seu sólido grupo de colaboradores. Fugindo levemente do típico mockumentary, o roteiro se vale da hipotética indicação de um dos intérpretes de um dramalhão ao Oscar para falar do vazio por trás dessa insana busca por prêmios e reconhecimento artístico. Em particular, é impiedoso com programas de entretenimento onde o cinema é mero pretexto (Canal E!, alô!). A irregularidade no roteiro se reflete nas atuações. Alguns brilham em absoluto. Outros ficam na média. E, em especial, Catherine O'Hara encarna com coragem o desafio de interpretar uma atriz de meia-idade, até então mais interessada em atuar de forma convincente, se deixar levar pelos artifícios usados por muitas atrizes de sua faixa etária para sustentarem suas carreiras. Resta saber se este filme indicará o rumo dos próximos trabalhos de Christopher Guest (este é o seu mais recente trabalho a que assisti) ou se voltará ao mockumentary de sempre.
Acho um filme excelente no que se propõe: mostrar a loucura da equipe de marketing de um filme pra comercializá-lo e deixar mais apalatável ao público, o diretor excêntrico, os atores de egos enormes... Achei o roteiro incrível e por mais que tenhamos personagens demais (e realmente há) não acho que eles tenham sido dispensáveis, cada um brilha em sua cena, desde Jane Lynch, ótima como uma repórter cínica, passando por Parker Posey em um ótimo crescente, Jennifer Coolidge hilária como sempre, até chegar na magistral Catherine O`Hara, injustamente esquecida nas premiações.
Fica claro que o excesso de personagens e participações especiais comprometem o que no papel devia parecer um ótimo roteiro. É um bom script, sim, mas perde tempo com bobagens (aquele apresentador bêbado aparece BEM mais do que deveria) que poderiam dar lugar a mais situações interessantes, tipo o Home for Purim ter se tornado um hype era storyline pro filme inteiro. Ao invés disso, Christopher Guest se contenta em encher os olhos com as loucuras que se passam nos bastidores de Hollywood mas sem nunca ir mais fundo do que realmente pode, deixando que os atores se virem pra ter seus 'quinze minutos de fama' nos 80 minutos disponíveis. Desnecessário dizer que só Cathetine O'Hara e Jennifer Coolidge conseguem, e elas realmente valem a locação.