Batalha de Port Arthur (1904), entre o Império Russo e o Japonês no controle de Port Arthur na Manchuria (China).
The Battle of Port Arthur (Japanese: 旅順港閉塞作戦, Ryojunkō Heisoku Sakusen, 8–9 February 1904) was the starting battle of the Russo-Japanese War. It began with a surprise night attack by a squadron of Japanese destroyers on the Russian fleet anchored at Port Arthur, Manchuria, and continued with an engagement of major surface combatants the following morning. The battle ended inconclusively, and further skirmishing off of Port Arthur continued to May 1904. Losing at Port Arthur for the Russians — and especially for Tsar Nicholas II — was not only inconceivable to the world at large but also fraught with dire circumstances for the Imperial Russian regime; the Russian people, from the nobility down to the recently-emancipated serfs, lost confidence in the military; this was a direct causal factor for the Russian Revolution of 1905, and was well-remembered upon yet-more-disastrous defeats in World War I.
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Neste dia, 8 de fevereiro de 1904 — há 122 anos — o Japão lançou um ataque surpresa contra a base naval russa de Port Arthur (Lüshunkou, nome original chinês, hoje um distrito da cidade chinesa de Dalian), na Manchúria — uma vasta região do nordeste da China, estratégica por seus portos, ferrovias e recursos naturais —, dando início à Guerra Russo-Japonesa.
O episódio marcou muito mais do que o início de um conflito regional: foi um ponto de inflexão na história da ordem internacional: pela primeira vez na era moderna, uma potência asiática derrotaria uma grande potência europeia em uma guerra convencional entre grandes potências. O ataque japonês atingiu a frota russa no Pacífico e sinalizou que Tóquio estava disposta a usar força militar para impedir a expansão russa no leste da Ásia.
A vitória japonesa na Guerra Russo-Japonesa (1904–1905) teve efeitos globais profundos. No Japão, consolidou a percepção de que o país havia “alcançado o Ocidente”, validando décadas de reformas iniciadas após a Restauração Meiji. O sucesso militar fortaleceu o nacionalismo e o prestígio das Forças Armadas e alimentou a ambição imperial.
Para a Rússia sob Nicolau II, a derrota foi humilhante. O colapso militar acelerou tensões internas, contribuiu para a Revolução de 1905 e expôs a fragilidade de um império que tentava projetar poder além de suas capacidades.
No plano internacional, a guerra abalou a crença na invencibilidade europeia. Intelectuais e líderes anticoloniais na Ásia, na África e no Oriente Médio viram na vitória japonesa uma prova de que a dominação europeia não era inevitável. O conflito minou hierarquias raciais enraizadas no sistema internacional do início do século XX.
Vale ainda mencionar um detalhe inusitado: o então herdeiro do trono russo, Nicolau II, havia visitado o Japão em 1891, quando ainda era tsarevich (príncipe herdeiro). Durante a viagem, ele fez uma tatuagem tradicional japonesa: um dragão, no braço direito. A viagem, no entanto, ficou marcada por um episódio dramático: Nicolau sofreu uma tentativa de assassinato por um policial japonês que o atacou com uma espada. O futuro czar escapou com vida, e o governo japonês pediu desculpas formais.
PS: Existe uma poesia linda sobre esta batalha. Chama-se O beijo do Papai, que descreve a presença de uma criança russa procurando o pai no meio da batalha. Vale procurar para ler.
Isso provou que a ferrovia transiberiana não era uma forma eficaz de mover tropas através do vasto país.
Os conflitos sempre existiram, e sempre existirão. É da natureza humana, infelizmente.
Filme muito bom.