Dirigido por
Data de lançamento
8 Março 2014Duração
Um agente temporal (Ethan Hawke) encara sua última missão após anos de viagens no tempo caçando criminosos e executando a lei. O desafio final será finalmente capturar seu inimigo mais desafiador, o homem que há muito o intriga e ludibria.
Sem anúncios
Aproveite o melhor do Filmow sem interrupções
eu e meu marido estamos assistindo a serie Dark, então ele falou pra eu assistir esse filme q ele ja tinha visto e cara pqp minha mente explodiu de vdd, filme muito bom.
Um filme interessante com uma história marcante que te faz ficar pensando alguns dias.
Quem nasceu primeiro: o ovo, a galinha, o galo... ou o fazendeiro?
⚠️ Alerta de Spoiler: Se você não viu o filme, volte depois. 🎬🍿
A primeira vez que você assiste a "O Predestinado", a sensação de caos é total. Parece que a Máquina do Tempo de H.G. Wells, o DeLorean do Marty McFly e o T-800 do Schwarzenegger caem em cima da nossa cabeça! Nem o Superman fazendo o planeta girar ao contrário muda a loucura temporal que a gente assiste. Mas é quando você reassiste ao filme que o estrago dessa bomba atômica realmente se completa. Dirigido pelos irmãos Spierig e baseado no clássico conto de Robert A. Heinlein, este é o loop temporal mais insano, perturbador e milimetricamente encaixado que o cinema já produziu.
Esqueça as regrinhas básicas de viagem no tempo sobre não cruzar com o próprio passado. Aqui, o buraco é um abismo sem fim e está mais embaixo. A história nos arrasta para um papo de bar claustrofóbico entre um agente temporal experiente (Ethan Hawke) e um cliente com um passado dilacerado (Sarah Snook). O que começa como um relato melancólico sobre identidade e rejeição — acompanhando a trajetória de Jane, uma órfã brilhante cuja vida desmorona por uma crueldade do destino — logo se transforma em um pesadelo lógico de tirar o fôlego.
"Se eu colocasse a pessoa que arruinou a sua vida bem na sua frente, e garantisse que você não seria pego... você mataria essa pessoa?"
O grande nó na cabeça do espectador está na audácia absoluta do roteiro a partir dessa provocação: a jornada de autodescoberta e o trauma de Jane culminam no encontro com ela mesma no passado. O filme subverte qualquer lógica ao mostrar que o protagonista é, ao mesmo tempo, o pai, a mãe, o filho, o agente e o próprio terrorista que ele caça a vida inteira. A premissa de se apaixonar por si mesmo a ponto de gerar a própria existência é o ápice da loucura temporal, exigindo estômago e atenção cirúrgica aos detalhes.
As atuações elevam essa engenharia maluca ao ápice. Sarah Snook entrega uma performance camaleônica e visceral, transitando da vulnerabilidade dolorosa à dureza de quem foi moldado pela desgraça com uma facilidade assustadora. Ao lado dela, Ethan Hawke mantém uma sobriedade impecável, ancorando o caos com um equilíbrio magnético.
O desfecho, com aquela sequência avassaladora de rostos se encaixando e a constatação amarga de que o caçador sempre foi a própria presa, deixa a gente completamente nocauteado e pronto pra internar. Se você estiver buscando viagens no tempo fáceis, igual ao poderoso "Pó Mágico" da Jenna Rink de De Repente 30, pode esquecer. "O Predestinado" vai fazer um ensopado do galo, um assado da galinha e um omelete dos teus neurônios e dar pra você comer.
O filme dos irmãos Spierig subverte o gênero com uma obra que não perdoa quem busca respostas fáceis. O filme é assombroso; a matemática da trama mói você do pé à cabeça. A história cresce pouco a pouco e vai fazendo um estrago lindo na nossa mente a cada minuto. O personagem é quase uma sociedade dele mesmo; a forma como tudo é revelado vai tirando o chão dos pés à força e, quando você processa tudo, teus neurônios já estão longe. A cobra engoliu o rabo de vez. Mas e o cérebro fica como? Fritado e em ponto de bala! Vou ficar esperto no bar agora.
P.S.: E você, reparou bem no Mr. Robertson (Noah Taylor)? Enquanto o protagonista se destrói tentando entender a própria existência e tentando montar o quebra-cabeça do tempo, o chefe da agência apenas observa tudo do alto, em silêncio...
a frase “eu me namoraria, se fosse um homem” nunca fez tanto sentido kkkkk ethan hawke é um monstro da atuação, mas o destaque desse filme vai para a sarah snook, interpretando dois dos protagonistas ao mesmo tempo. ela de homem ta cara do leo di caprio, né? é um daqueles filmes subestimados, porque é inteligente, nos faz refletir sobre as consequências de voltar ao passado para tentar corrigir algo e descobrir que o futuro se torna pior ainda com essa interferência. porém, ficou conhecido como apenas mais um filme de ficção científica e viagem no tempo. não gostei de nenhuma das reviravoltas, porque têm furos, mas me surpreendi com todas. como a jane não reparou que o john era igual ela? e, a penúltima revelação, sobre a verdadeira aparência do agente temporal antes das queimaduras, foi forçada demais: o rosto foi transplantado, mas a voz mudou também? uma coisa meio efeito borboleta (volta no tempo) e meio dark (a mãe, o pai e a filha serem a mesma pessoa)
O Efeito Borboleta sustenta uma ideia perturbadora e acessível: o desejo de corrigir o passado pode ser apenas outra forma de violência. O tempo não pune por maldade; ele reage à interferência.
Um dos filmes mais populares e inquietantes do cinema sobre viagem no tempo por transformar uma ideia científica - a sensibilidade extrema às condições iniciais - em tragédia psicológica e moral.