Mathieu, 18, passa o verão na casa de verão de sua mãe. Na praia, ele conhece Cédric, um garoto de sua idade. Uma história de amor começa entre os dois rapazes.
De Achei Primeiro Verão um filme com uma premissa interessante, mas que, ao mesmo tempo, me deixou bastante confuso em vários momentos. A história acompanha Mathieu, um jovem que vive uma relação muito intensa com Cédric, enquanto o filme mistura acontecimentos, lembranças e situações que nem sempre ficam claras para quem está assistindo. Em alguns momentos, parecia que Mathieu estava internado em um hospício ou em algum tipo de instituição, mas o filme nunca deixa isso totalmente evidente. A relação dele com Cédric também me confundiu bastante: em uma hora eles pareciam estar juntos, vivendo aquela história de forma muito intensa, e, de repente, Mathieu estava sozinho, fazendo com que eu ficasse sem saber exatamente o que era real, o que era lembrança e o que poderia estar apenas na cabeça dele.
A proposta do filme parece justamente brincar com essa percepção. Mais do que contar uma história linear, Primeiro Verão parece falar sobre solidão, desejo, memória e sobre como uma pessoa pode criar ou reconstruir determinadas experiências para lidar com aquilo que está vivendo. O verão e a relação com Cédric acabam funcionando como uma espécie de fuga, um momento de descoberta e de intensidade na vida de Mathieu.
O problema é que, para mim, essa escolha acabou tornando o filme mais confuso do que envolvente. Eu até consegui entender a intenção por trás da narrativa, mas senti falta de elementos que ajudassem a conectar melhor as situações. O final, principalmente, me deixou ainda mais confuso, porque em vez de esclarecer o que aconteceu, parece aumentar ainda mais as dúvidas.
No fim, achei a ideia do filme mais interessante do que a forma como ela foi desenvolvida. É uma história que claramente quer deixar espaço para interpretação e fazer o espectador questionar o que realmente aconteceu, mas, no meu caso, a sensação que ficou foi mais de confusão do que de impacto.
Muito bonito, me lembrou a Lagoa Azul, a forma inocente e ao mesmo tempo cheia de medos, angustias e vergonha de viver algo tão belo, mas que a sociedade julga tanto e condena.
A narrativa fragmentada do filme pode ser algo complicado. O diretor S. Lifshitz não sinaliza em que período estamos, então precisamos de atenção redobrada. Depois que entrar no ritmo do filme, ele se torna uma obra envolvente. Gostei. 28.10.202
Tenho sérios problemas com filmes não lineares, este me deixou com uma sensação de perda. Não entendi várias passagens, são três tempos que se conectam e ao mesmo tempo, se separam.
E o pior que se paramos pra pensar a última parte tem muito haver com a segunda, e vice versa, mas a primeira parte parece não se conectar com nenhuma das duas. Estranhíssimo.
Em suma, alimentando minha mais nova obsessão Jérémie Elkaïm❤️
De
Achei Primeiro Verão um filme com uma premissa interessante, mas que, ao mesmo tempo, me deixou bastante confuso em vários momentos. A história acompanha Mathieu, um jovem que vive uma relação muito intensa com Cédric, enquanto o filme mistura acontecimentos, lembranças e situações que nem sempre ficam claras para quem está assistindo.
Em alguns momentos, parecia que Mathieu estava internado em um hospício ou em algum tipo de instituição, mas o filme nunca deixa isso totalmente evidente. A relação dele com Cédric também me confundiu bastante: em uma hora eles pareciam estar juntos, vivendo aquela história de forma muito intensa, e, de repente, Mathieu estava sozinho, fazendo com que eu ficasse sem saber exatamente o que era real, o que era lembrança e o que poderia estar apenas na cabeça dele.
A proposta do filme parece justamente brincar com essa percepção. Mais do que contar uma história linear, Primeiro Verão parece falar sobre solidão, desejo, memória e sobre como uma pessoa pode criar ou reconstruir determinadas experiências para lidar com aquilo que está vivendo. O verão e a relação com Cédric acabam funcionando como uma espécie de fuga, um momento de descoberta e de intensidade na vida de Mathieu.
O problema é que, para mim, essa escolha acabou tornando o filme mais confuso do que envolvente. Eu até consegui entender a intenção por trás da narrativa, mas senti falta de elementos que ajudassem a conectar melhor as situações. O final, principalmente, me deixou ainda mais confuso, porque em vez de esclarecer o que aconteceu, parece aumentar ainda mais as dúvidas.
No fim, achei a ideia do filme mais interessante do que a forma como ela foi desenvolvida. É uma história que claramente quer deixar espaço para interpretação e fazer o espectador questionar o que realmente aconteceu, mas, no meu caso, a sensação que ficou foi mais de confusão do que de impacto.
gostei de acompanhá-los, mas faltou mostrar o que ocorreu exatamente com o relacionamento...
Muito bonito, me lembrou a Lagoa Azul, a forma inocente e ao mesmo tempo cheia de medos, angustias e vergonha de viver algo tão belo, mas que a sociedade julga tanto e condena.
A narrativa fragmentada do filme pode ser algo complicado. O diretor S. Lifshitz não sinaliza em que período estamos, então precisamos de atenção redobrada.
Depois que entrar no ritmo do filme, ele se torna uma obra envolvente. Gostei. 28.10.202
Tenho sérios problemas com filmes não lineares, este me deixou com uma sensação de perda. Não entendi várias passagens, são três tempos que se conectam e ao mesmo tempo, se separam.
E o pior que se paramos pra pensar a última parte tem muito haver com a segunda, e vice versa, mas a primeira parte parece não se conectar com nenhuma das duas. Estranhíssimo.
Em suma, alimentando minha mais nova obsessão Jérémie Elkaïm❤️