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Data de lançamento
3 Nov. 1999Duração
Jimmie Shannon preza sua liberdade mais até do que sua vida. Todos os seus amigos já se casaram, mas ele continua seguindo o mesmo estilo de vida de sua juventude, sem nem cogitar o dia em que irá até o altar. Entretanto, quando ele menos espera, se apaixona à primeira vista pela adorável Anne. Após 3 anos de namoro e sentindo as pressões da namorada, Jimmie resolve ceder e a pede, relutantemente, em casamento, no mais romântico dos restaurantes. Mas, percebendo sua incerteza perante tal ato, Anne recusa a proposta e rompe com Jimmie. Pouco tempo depois, o avô de Jimmie falece e deixa para ele de herança cem milhões de dólares, desde que ele cumpra uma única condição: case-se antes de completar 30 anos. Que, por sinal, é no dia seguinte.
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Casamento. Esse é um daqueles temas que Hollywood gosta de mastigar e cuspir de tempos em tempos, geralmente com personagens que encaram o matrimônio como uma sentença de prisão. The Bachelor (1999) segue essa tradição, mas ao menos faz isso com certo charme. O filme é uma releitura moderna de Seven Chances (1925), de Buster Keaton, mas troca o humor físico engenhoso do original por um protagonista que simplesmente não quer se comprometer. A premissa é a mesma: um milionário deixa uma herança colossal para seu neto, com a pequena exigência de que ele se case antes de completar 30 anos. O problema é que ele é o tipo clássico de solteirão convicto, daqueles que olham para o compromisso com a mesma empolgação de quem encara um contrato de 30 anos com um banco.
No início, o filme parece se divertir com a ideia de que casamento é uma armadilha, um abismo do qual não há escapatória. Para quem não tem paciência com essa visão antiquada e exagerada do matrimônio como o fim da felicidade masculina, essa parte inicial pode soar cansativa. Mas, felizmente, The Bachelor tem outros trunfos. O protagonista, apesar da relutância em amadurecer, é carismático, e a comédia se sustenta melhor na química entre os personagens do que em piadas de botequim sobre o horror da vida de casado. Além disso, a namorada, interpretada por Renée Zellweger, ganha mais espaço do que no filme original, o que adiciona um peso maior ao conflito romântico.
As melhores cenas, no entanto, estão nas tentativas desesperadas do protagonista de encontrar uma noiva substituta. Diferente de Seven Chances, onde esse processo se tornava repetitivo, aqui cada abordagem tem uma dinâmica própria. O destaque absoluto fica com Buckley, uma herdeira falida que, ao descobrir cada cláusula do testamento (10 anos de casamento, convivência ininterrupta, filhos em cinco anos), reage como se estivesse sendo lentamente empurrada para dentro de um abismo. É uma sequência cômica impecável, que sintetiza bem o humor do filme. O elenco de apoio também brilha, especialmente os testamenteiros, a irmã da noiva e o amigo do protagonista, que garantem bons momentos cômicos.
Claro, não dá para ignorar a cena das noivas em fúria – uma herança direta do Seven Chances original. Mas enquanto no filme de Keaton essa sequência era um balé de caos físico, com o protagonista se metendo em situações cada vez mais mirabolantes (fugindo em guindastes, sendo perseguido por pedras gigantes), aqui o filme opta por uma abordagem mais contida. Não há aquele espetáculo visual, mas a nova direção escolhida tem seus méritos. Em vez da comédia puramente física, há um foco maior no absurdo das situações e nas reações dos personagens, o que mantém a cena envolvente.
No fim das contas, The Bachelor entrega uma experiência divertida, mesmo que algumas de suas ideias sobre relacionamentos soem ultrapassadas. A jornada do protagonista até o altar tem seus tropeços, mas há charme suficiente para manter o público engajado. E, mais importante, o filme consegue responder à velha pergunta: o casamento é o fim da liberdade? Bem, se for com uma herdeira falida desesperada para não ter filhos, talvez seja o fim da sanidade primeiro.
Lembrava do thriller do filme e pensava ser uma comédia mais engraçada e marcante, de modo que, os filmes falando sobre casamentos estavam em alta nesta fase, vide; Noivas em Fuga, com Julia Roberts e Richard Gere. Entretanto, este não é tão bom, pensei que fosse! Vale pelo Chris O'Donnell e a Renée Zellweger.
A velha comédia desgastada sobre casamento.Nessa época tinha uma enxurrada de filmes com essa temática,esse aqui conseguiu ser um dos menos interessantes.
-19 de Agosto de 2022
-Dou nota 4/10
As noivas correndo atrás do Jimmie kkkkkk, rachei de rir 😂😂😂😂
Esse filme nada mais é que a tentativa de recriar com o mesmo roteiro do filme dos anos 20 chamado "Sete Oportunidades" mas sem o mesmo talento de comédia, romance e sofisticação que o filme antigo tinha.