Garota é deixada ainda bebê num convento. Criada por freiras, torna-se noviça. Numa missão religiosa ao litoral, apaixona-se por um pescador negro que freqüenta terreiro de macumba.
A cada filme de Alfredo Sternheim que assisto, apenas comprovo seu talento p\ expor a hipocrisia de caráter social e religiosa do classe medianismo nosso de cada dia... Obs: também é fato que Sternheim não parece ser uma pessoa fácil de se lidar, pois tentei em vão entrevista-lo p\ meu documentário "Boca Livre", sobre o cinema da boca do lixo paulistana (movimento no qual Sternheim foi figura de peso). Enfim, como diria Scorsese: "A obra é maior que o autor"; por isso mesmo, perdoei "Alfredinho" (como o chamam seus amigos) em função de seu inegável talento e inteligência! Mas voltando ao filme propriamente dito, "Pureza Proibida" aborda de forma hábil temas como hipocrisia religiosa (de matriz católica), racismo, etc. E também de forma pioneira, já prevê o processo de "demonização" das religiões e rituais afro-brasileiros, tão em voga no Brasil contemporâneo... Destaque p\ a linda trilha sonora e também p\ as presenças da belíssima musa, Rossana Ghessa e do primeiro astro negro do cinema brasileiro: Zózimo Bulbul.
Esse passou na sessão Brasil Cult do Canal Brasil, mas com o Carlos Mossy de padre e a Rossana Ghessa de freira tinha que ter alguma sacanagem. O filme é bem sutil no erotismo, mas a história é interessante.
A sinopse é maravilhosa e o casal central é absolutamente magistral, sem contar que a fotografia é encantadora, a trilha musical é ótima e as cenas envolvendo religiosidade afro-americana são muitíssimo bem-inseridas, tanto quanto as participações de Ruth de Souza e de Carlo Mossy num papel inusual... Por que, entretanto, frente a tantos elogios, o filme não flui como poderia? A mão do diretor está pesada, não deixa a história de amor explodir como deveria e o desfecho é súbito demais. Merece ser revisto e admirado com carinho, mas... Tinha tantas expectativas que terminei me frustrando um tantinho. Mas Rossane Ghessa e Zózimo Bulbul valem cada minuto de película! (WPC>)
Vi o começo e adormeci... pena! A belíssima fotografia do filme, a bela trilha sonora, as cenas lentas e compassadas, as boas atuações, a direção firme, tudo neste filme me mostrava que estava diante de uma obra repleta de elã! Tomara que seja reexibido na TV muito em breve... (WPC>)
A cada filme de Alfredo Sternheim que assisto, apenas comprovo seu talento p\ expor a hipocrisia de caráter social e religiosa do classe medianismo nosso de cada dia... Obs: também é fato que Sternheim não parece ser uma pessoa fácil de se lidar, pois tentei em vão entrevista-lo p\ meu documentário "Boca Livre", sobre o cinema da boca do lixo paulistana (movimento no qual Sternheim foi figura de peso). Enfim, como diria Scorsese: "A obra é maior que o autor"; por isso mesmo, perdoei "Alfredinho" (como o chamam seus amigos) em função de seu inegável talento e inteligência! Mas voltando ao filme propriamente dito, "Pureza Proibida" aborda de forma hábil temas como hipocrisia religiosa (de matriz católica), racismo, etc. E também de forma pioneira, já prevê o processo de "demonização" das religiões e rituais afro-brasileiros, tão em voga no Brasil contemporâneo... Destaque p\ a linda trilha sonora e também p\ as presenças da belíssima musa, Rossana Ghessa e do primeiro astro negro do cinema brasileiro: Zózimo Bulbul.
Esse passou na sessão Brasil Cult do Canal Brasil, mas com o Carlos Mossy de padre e a Rossana Ghessa de freira tinha que ter alguma sacanagem. O filme é bem sutil no erotismo, mas a história é interessante.
A sinopse é maravilhosa e o casal central é absolutamente magistral, sem contar que a fotografia é encantadora, a trilha musical é ótima e as cenas envolvendo religiosidade afro-americana são muitíssimo bem-inseridas, tanto quanto as participações de Ruth de Souza e de Carlo Mossy num papel inusual... Por que, entretanto, frente a tantos elogios, o filme não flui como poderia? A mão do diretor está pesada, não deixa a história de amor explodir como deveria e o desfecho é súbito demais. Merece ser revisto e admirado com carinho, mas... Tinha tantas expectativas que terminei me frustrando um tantinho. Mas Rossane Ghessa e Zózimo Bulbul valem cada minuto de película! (WPC>)
Vi o começo e adormeci... pena! A belíssima fotografia do filme, a bela trilha sonora, as cenas lentas e compassadas, as boas atuações, a direção firme, tudo neste filme me mostrava que estava diante de uma obra repleta de elã! Tomara que seja reexibido na TV muito em breve... (WPC>)