Anos 80, noite de Cinema em Casa, no SBT e "Purple Rain" era o filme da semana! Toda hora tinha a chamada do filme, e o motivo disso era o cantor que atuava no filme. Prince era o nome da estrela, a musica tema era um arraso, e ver um filme com o nome da musica só atiçou a varizes adolescente que a gente tinha na época!
Dirigido por Albert Magnoli, "Purple Rain" foi um filme evento que lançou Prince, para o mundo solidificando o artista como um ícone da música. Longe de ser uma cinebiografia convencional, a produção se inspira na vida do cantor, funcionando como uma extensão da sua vida artística, por um lado mais emocional do que realista, mas fazendo a gente mergulhar numa atmosfera vibrante de músicas, paixão e conflitos.
Na época eu queria ver ele cantar "Purple Rain" ir dormir. "Purple Rain" é foda demais! A musica é a "Stairway To Heaven" oitentista. Não aquele amor, mas eu gosto do Prince, o filme toda uma das que eu mais gosto, como "Let's Go Crazy". Mas a musica titulo está muito acima de tudo que ele já fez na carreira. Eu gastei meus olhos e meus ouvidos, ouvindo a musica no radio e vendo o clipe quando podia.
The Kid (Prince), é um jovem talentoso, líder da banda "The Revolution." que luta para se destacar no cenário musical da época. Eles tocam na noite, no clube "First Avenue", que inclusive é um clube de música real e icônico em Minneapolis, estado de Minnesota. Eles travam batalhas musicais com "The Time", liderada pelo arrogante Morris Day Morris. As apresentações dos grupos são os pilares do filme, com apresentações teatrais, mas com aquelas briguinha que alimentam não apenas as performances musicais, mas também os conflitos pessoais.
Os dois são duas persona egocêntrica, nojentas, dois frescos que se acham deuses da musica. Eles dariam um casal gay perfeito, se jogassem os dois na cama, a treta acabaria em uivos, mas a maromba não era a deles e Apollonia (Apollonia Kotero) era aprova disso. Demônio latino em forma de mulher, Apollonia surge na trama, procurando emprego de garçonete, mas acaba enfeitiçando a dupla, que disputavam a garota até fim da saga, no risca faca que eles tocam.
Podem me jogar pedras, mas essa relação do Prince, com a Apollonia é uma coisa muito ruim. No filme todo o Kid, tem aquela síndrome de deus, humilhando os integrantes de sua banda (coisa absurda). E ele faz pior ainda com Apollonia, além de humilhar a bichinha, na triste cena do lago, o tapão que ele dá na cara dela, depois que deu uma guitarra pra ele, é brabo demais! Não importa os problemas que ele teve em casa, vendo o pai surrar a mãe, essa parte do filme não tem cabimento, a não ser se a cena foi um evento real de sua vida.
A parte das apresentações são uma maravilha, as batidas das musicas, com funk, eletro, pop, rock e soul, são uma viagem pelas rádios da época, mostrando um pouco o que rolava na cena musical da década. A atmosfera do filme, mostrando o clube com a galera toda com o cabelo no lake, roupas estilizadas, balançando as cabeças, sob as luzes do clube, é uma lembrança loca de como era a balada da época.
A atmosfera é incrível, a tensão entre as bandas aumentam as expectativas dos shows, que são verdadeiros eventos musicais dentro do filme. Prince, como artista é uma lenda, mas como ator, talvez sirva como figurante. Ele é muito fraco, mas ele é salvo por aquilo que ele faz de melhor, que é cantar e tocar no filme. É magico.
O processo de criação da musica titulo, esbarra na personalidade da síndrome de deus, que ele tinha. Mano, as mina puxando os acordes e ele tirando onda. Mas depois dos paranauê da trama, ele acho que arranca a letra e o acorde perfeito pra musica, que fazem das cenas finais um dos maiores acontecimento do cinema da década, quando ele solta a musica. Foda demais.
"Purple Rain" lançou o Prince para o estrelato, o filme tem momentos ótimos, todos por causa das apresentações, mas a trama em si é apenas boa, mostrando de forma bem rasa e genérica a história do cantor. Quando o Prince se apresentava, ele se transformava em alguma entidade da musica, acho que como todos os artistas, ele jogava tudo pra fora na hora que cantava. Nunca fui muito fã dele, mas acho que a regra serve pra explicar as doidera dele na vida.
"Purple Rain" é um clássico da década, um xodó dos filmes meio-biográficos, por mostrar um dos maiores astros que a musica pop já teve. Eu jamais esqueço quando assisti na infância no SBT, e revendo novamente foi só nostalgia.
Purple Rain é um filme que, apesar de ser um marco cultural e um veículo brilhante para a música de Prince, apresenta limitações significativas na atuação de seu elenco principal, incluindo o próprio Prince, cuja performance, embora carismática, carece de nuances dramáticas e é prejudicada pela falta de experiência como ator, o que também se reflete nos outros membros do elenco, como Apollonia Kotero, cuja interpretação é superficial e pouco convincente; a trilha sonora, no entanto, compensa essas fraquezas narrativas, com músicas como “Purple Rain” e “When Doves Cry” entregando uma profundidade emocional que o roteiro e o desempenho dos atores não conseguem alcançar, e a direção estilizada de Albert Magnoli, aliada à estética visual vibrante dos anos 80, cria um espetáculo que permanece relevante como um retrato do impacto de Prince na música e na cultura, apesar de suas falhas no desenvolvimento dramático e na qualidade das atuações.
O filme só vale mesmo pela canção título que é demais, a atuação de Prince e companhia é de dar dó e o roteiro é tão genérico e previsível que parece que foi feito em minutos em um bar.
Anos 80, noite de Cinema em Casa, no SBT e "Purple Rain" era o filme da semana! Toda hora tinha a chamada do filme, e o motivo disso era o cantor que atuava no filme. Prince era o nome da estrela, a musica tema era um arraso, e ver um filme com o nome da musica só atiçou a varizes adolescente que a gente tinha na época!
Dirigido por Albert Magnoli, "Purple Rain" foi um filme evento que lançou Prince, para o mundo solidificando o artista como um ícone da música. Longe de ser uma cinebiografia convencional, a produção se inspira na vida do cantor, funcionando como uma extensão da sua vida artística, por um lado mais emocional do que realista, mas fazendo a gente mergulhar numa atmosfera vibrante de músicas, paixão e conflitos.
Na época eu queria ver ele cantar "Purple Rain" ir dormir. "Purple Rain" é foda demais! A musica é a "Stairway To Heaven" oitentista. Não aquele amor, mas eu gosto do Prince, o filme toda uma das que eu mais gosto, como "Let's Go Crazy". Mas a musica titulo está muito acima de tudo que ele já fez na carreira. Eu gastei meus olhos e meus ouvidos, ouvindo a musica no radio e vendo o clipe quando podia.
The Kid (Prince), é um jovem talentoso, líder da banda "The Revolution." que luta para se destacar no cenário musical da época. Eles tocam na noite, no clube "First Avenue", que inclusive é um clube de música real e icônico em Minneapolis, estado de Minnesota. Eles travam batalhas musicais com "The Time", liderada pelo arrogante Morris Day Morris. As apresentações dos grupos são os pilares do filme, com apresentações teatrais, mas com aquelas briguinha que alimentam não apenas as performances musicais, mas também os conflitos pessoais.
Os dois são duas persona egocêntrica, nojentas, dois frescos que se acham deuses da musica. Eles dariam um casal gay perfeito, se jogassem os dois na cama, a treta acabaria em uivos, mas a maromba não era a deles e Apollonia (Apollonia Kotero) era aprova disso. Demônio latino em forma de mulher, Apollonia surge na trama, procurando emprego de garçonete, mas acaba enfeitiçando a dupla, que disputavam a garota até fim da saga, no risca faca que eles tocam.
Podem me jogar pedras, mas essa relação do Prince, com a Apollonia é uma coisa muito ruim. No filme todo o Kid, tem aquela síndrome de deus, humilhando os integrantes de sua banda (coisa absurda). E ele faz pior ainda com Apollonia, além de humilhar a bichinha, na triste cena do lago, o tapão que ele dá na cara dela, depois que deu uma guitarra pra ele, é brabo demais! Não importa os problemas que ele teve em casa, vendo o pai surrar a mãe, essa parte do filme não tem cabimento, a não ser se a cena foi um evento real de sua vida.
A parte das apresentações são uma maravilha, as batidas das musicas, com funk, eletro, pop, rock e soul, são uma viagem pelas rádios da época, mostrando um pouco o que rolava na cena musical da década. A atmosfera do filme, mostrando o clube com a galera toda com o cabelo no lake, roupas estilizadas, balançando as cabeças, sob as luzes do clube, é uma lembrança loca de como era a balada da época.
A atmosfera é incrível, a tensão entre as bandas aumentam as expectativas dos shows, que são verdadeiros eventos musicais dentro do filme. Prince, como artista é uma lenda, mas como ator, talvez sirva como figurante. Ele é muito fraco, mas ele é salvo por aquilo que ele faz de melhor, que é cantar e tocar no filme. É magico.
O processo de criação da musica titulo, esbarra na personalidade da síndrome de deus, que ele tinha. Mano, as mina puxando os acordes e ele tirando onda. Mas depois dos paranauê da trama, ele acho que arranca a letra e o acorde perfeito pra musica, que fazem das cenas finais um dos maiores acontecimento do cinema da década, quando ele solta a musica. Foda demais.
"Purple Rain" lançou o Prince para o estrelato, o filme tem momentos ótimos, todos por causa das apresentações, mas a trama em si é apenas boa, mostrando de forma bem rasa e genérica a história do cantor. Quando o Prince se apresentava, ele se transformava em alguma entidade da musica, acho que como todos os artistas, ele jogava tudo pra fora na hora que cantava. Nunca fui muito fã dele, mas acho que a regra serve pra explicar as doidera dele na vida.
"Purple Rain" é um clássico da década, um xodó dos filmes meio-biográficos, por mostrar um dos maiores astros que a musica pop já teve. Eu jamais esqueço quando assisti na infância no SBT, e revendo novamente foi só nostalgia.
Purple Rain é um filme que, apesar de ser um marco cultural e um veículo brilhante para a música de Prince, apresenta limitações significativas na atuação de seu elenco principal, incluindo o próprio Prince, cuja performance, embora carismática, carece de nuances dramáticas e é prejudicada pela falta de experiência como ator, o que também se reflete nos outros membros do elenco, como Apollonia Kotero, cuja interpretação é superficial e pouco convincente; a trilha sonora, no entanto, compensa essas fraquezas narrativas, com músicas como “Purple Rain” e “When Doves Cry” entregando uma profundidade emocional que o roteiro e o desempenho dos atores não conseguem alcançar, e a direção estilizada de Albert Magnoli, aliada à estética visual vibrante dos anos 80, cria um espetáculo que permanece relevante como um retrato do impacto de Prince na música e na cultura, apesar de suas falhas no desenvolvimento dramático e na qualidade das atuações.
O filme só vale mesmo pela canção título que é demais, a atuação de Prince e companhia é de dar dó e o roteiro é tão genérico e previsível que parece que foi feito em minutos em um bar.
Não vale a pena assistir 2h desse filme só pra ouvir Purple Rain.
Perde uma estrela devido a duração.
Mais de duas horas suportando o Prince não dá.
Ainda bem que as músicas salvam, e conheci Apollonia.