No mercado, Abdolhamid conhece Faezeh e se apaixona por ela. Eles se casam e começam a vida. Mas depois de um tempo, Faezeh toma conhecimento da família de Abdolhamid na província de que eles estão praticando atos ilegais. Faezeh decide fugir com o marido para o Paquistão, mas lá encontra o irmão de Abdolhamid, Abdolmalek Rigi, que é um terrorista.
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forte
Que prazer ser a primeira a comentar e avaliar esse filme estrondoso.
Não se engane pelo pôster e título, embora a sinopse entregue.
Quis ver "Quando a Lua estava cheia" pois adorei o filme anterior de Narges Abyar, "Breath" (um soco no estômago), porém não li a sinopse e achei que se trataria de um romance com uma pitada (consideravelmente leve) de drama. O maior engano meu.
O enredo com certeza surpreende o público ocidental. Nunca havia visto um filme iraniano de guerra, com sangue e temática sobre terrorismo - a incrível Narges sempre impressiona, não esqueçam essa mulher. Impressiona também por ser um caso real, que eu particularmente desconhecia.
Foi irônico ver esse filme no mesmo dia em que assisti uma live com o tema "Islã: arte, cultura e religião" na qual alguns conhecidos meus e conhecedores do assunto focaram em divulgar o islã como uma mensagem de amor e vida. Embora esse filme mostre em "partes" o contrário, o fanatismo da forma extrema, ainda mostra adeptos da religião totalmente contrários. É óbvio que essa visão contrária é quase lógica, pois o Irã é um país islâmico e, logicamente isso muito me agradou, sempre vi filmes sobre terrorismo sob a ótica ocidental. De fato, cansou.
Numa semana pesada, na qual uma brasileira morreu esfaqueada por um ignorante que acredita ter matado em nome de Deus, acredito que a mensagem desse filme é mais necessária. E enfatizando o que li ontem "O mundo tem mais de 2 bilhões de muçulmanos. Já pensou se todos fossem terroristas? Atos isolados de fanáticos não podem ser atribuídos à religião." Sem mais.