Dirigido por
Data de lançamento
25 Março 1983Duração
Numa pequena cidade do Oklahoma, duas gangues de adolescentes estão em conflito. Uma dessas gangues tem membros muito novos, crianças, como Ponyboy Curtis (C. Thomas Howell) e Johnny Cade (Ralph Macchio), dois garotos de um grupo de órfãos que não têm orientação ou perspectiva. Uma noite, os dois entram numa briga que resulta em morte e precisam escapar da polícia, numa fuga cheia de problemas que os faz amadurecer e perceber o perigoso caminho que trilharam.
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Bom filme retratando a juventude americana dos anos 60 desamparada pelos adultos e as autoridades, uma temática que Francis Ford Coppola retomaria em seu filme seguinte “Rumble Fish”. Em “The Outsiders”, jovens desajustados e marginalizados perambulam caoticamente pelas ruas de Tulsa, Oklahoma, buscando propósito, afeto e conexão num mundo hostil. Ademais, a boa trilha sonora não apenas remete nostalgicamente aos anos 50/60, como representa a instabilidade emocional dos adolescentes, onde adrenalina, amizade, perigo e revolta são uma coisa só.
Alguns podem notar a carga homoafetiva de “The Outsiders”, onde os personagens estão sempre pelados ou com roupas justas, tocando uns aos outros, criando uma certa tensão e intimidade, mas penso que não há nada sexual; trata-se da idealização feminina sobre as relações masculinas. A autora S. E. Hinton escreveu o romance ainda na adolescência, então realidade e expectativa confundem-se nessa história de amadurecimento em que as personagens femininas são escassas e distanciadas e o afeto é privilégio dos garotos.
THE OUTSIDERS
Direção: Francis Ford Coppola
Ano: 1983
Assistido em: 07/06/2026
Mesmo o Coppola sendo um dos diretores mais renomados da era moderna do cinema, ele também é muito inconstante em seus trabalhos. Nenhum filme dele é garantia de nada: nem de grande sucesso, nem de fracasso, nem de uma boa recepção crítica, nem de fiasco declarado. Você está sempre diante de uma grande caixinha de surpresas que só vai descobrir quando começa a assistir. The Outsiders é mais lembrado por ter sido um dos primeiros de uma série de atores que alcançaram o estrelato ao longo dos anos do que por sua história em si. Eu nunca entendi o porquê, até assistir ao filme e descobrir o motivo disso.
Ponyboy Curtis, um adolescente da gangue dos Greasers, vive em constante conflito com os Socs, jovens ricos da cidade de Tulsa. Quando uma briga entre os dois grupos termina em tragédia, Ponyboy e seu melhor amigo, Johnny Cade, são forçados a fugir e enfrentar as consequências de seus atos. Em meio à violência, à amizade e às diferenças sociais, os dois descobrem o verdadeiro significado de lealdade, amadurecimento e pertencimento.
Eu sei que o filme é baseado em um livro famoso que eu não tive a oportunidade de ler, então só posso julgar aquilo que assisti. E o que eu assisti foi uma história bem enrolada, que demora para começar e que, mesmo quando começa, ainda parece meio perdida. Estamos diante de um coming-of-age dos anos 1960. A sociedade era outra, a mentalidade das pessoas era muito diferente, e vemos jovens humildes em uma situação de gangue que precisam se provar, que precisam sobreviver aos rótulos que já são colocados neles antes mesmo de terem alguma oportunidade na vida. Até aí tudo normal dentro da proposta de um longa desse gênero, mas o problema é que as coisas demoram demais a acontecer.
Nós temos uma série de personagens na trama, mas o foco central está todo no Ponyboy e no Johnny, os mais jovens daquele grupo de amigos, que são forçados a um amadurecimento rápido devido às condições de vida que levam. Só que, até chegarmos ao ponto de virada da história, que os leva a um momento de decisão, a trama vai andando tranquilamente, como se estivéssemos assistindo ao cotidiano daqueles garotos em uma época distante. É um ritmo bem diferente do que entendemos hoje em dia e que, por isso, causa um estranhamento no espectador da década de 2020.
Coppola reuniu aqui um elenco primoroso. Basicamente, todos os sete principais atores masculinos conseguiram construir carreiras promissoras, com destaque principal para Tom Cruise, que aqui tem um papel menor, mas que no futuro se tornou provavelmente o ator mais importante de Hollywood nos dias de hoje. E todo mundo que aparece em cena, mesmo com personagens mais simples, acaba se destacando, principalmente C. Thomas Howell, que sem sombra de dúvidas tem o personagem mais profundo e complexo da história.
Infelizmente, a parte técnica do tem problemas muito sérios para serem ignorados, como por exemplo a montagem que deixa o ritmo devagar. Mas o maior deles, é a trilha sonora. Eu não sei o que diabos deu na cabeça do Coppola e de seu pai, Carmine, para colocarem músicas que não conversavam com o que estava sendo apresentado em cena. Em determinado momento, nós temos um protagonista quase sendo morto afogado e uma musiquinha divertida tocando ao fundo. Em outro, temos uma igreja pegando fogo, com crianças correndo o risco de morrer queimadas lá dentro, e uma música surf dos anos 1960 tocando junto. O que eles pretendiam com isso eu não sei. O que sei é que eu imediatamente saía do filme, porque não dava para me manter imerso na história com a música contradizendo a imagem.
The Outsiders não é nem de longe um dos trabalhos mais memoráveis do Coppola, mas também não está entre os seus piores. É um filme mediano, e ele faz muita justiça a essa palavra. A base é boa, mas o desenvolvimento é comprometido. Não é daqueles que vão te deixar animado, te empolgar ou te marcar. Não. Mas é uma diversão momentânea que vai te levar a refletir sobre como era a vida dos jovens de 60 anos atrás.
Tem Alguns Spoilers...
Anos 60, Tulsa, Oklahoma, juventude transviada americana dos anos. "Vidas Sem Rumo", mostra a amizade e lealdade de um grupo de jovens que crescem numa ambiente violento e divido entre classes.
Dirigido por Francis Ford Coppola, o filme conta a história da treta loca dos "Greasers", jovens de famílias pobres, com cabelos compridos, jaquetas de couro e motoca, contra os "Socs" (abreviação de Socials), garotos ricos e privilegiados da outra parte da cidade. Que depois de uma briga de rua besta por causa de mulher (Sherri Valance (Diane Lane)) e essas coisas bestas de gangues, alguém saca uma peixeira e um paquito acaba morto.
A história é narrada por Ponyboy Curtis (C. Thomas Howell), um garoto sensível, órfão que vive com seus irmãos mais velhos, Darrel "Darry" Curtis (Patrick Swayze), o responsável e Sodapop Curtis (Rob Lowe), despreocupado. Completam o grupo de amigos próximos os problemáticos Dallas "Dally" Winston (Matt Dillon) e Johnny Cade (Ralph Macchio), o mais jovem e traumatizado do grupo. E outros doidões como Dally (Emilio Estevez) e Steve Randle (Tom Cruise).
Depois da briga fatal entre as gangues, Ponyboy e Johnny são forçados fugir da cidade, levando-os a uma pequena jornada que confronta a violência, sonhos e segredos, que foram interrompidos pelos atos praticados por eles, como também pelas dificuldades e dramas que eles tiveram na vida. Eles pedem ajuda a Dally, que já puxou cana, e acabam escondendo a dupla numa casa distante e abandona. Começa o corre corre, e até você explicar que estavam matando seu amigo afogado, a policia já está cheirando as jaquetas deles.
Mas acontece uma fatalidade, no esconderijo deles um incêndio acontece e um grupo de crianças ficam presas, se fosse a audácia e a coragem dos fugitivos, elas estariam mortas. E de bandidos desalmados, eles viram heróis, verdadeiras celebridades locais. Porém o mascote do grupo, Johnny Cade, o que saltou primeiro, se fode, tosta bem, fica entre a vida e a morte, enquanto o caso era julgado e a revanche marcada entre os Greasers e os Socs, tinha data e local pra acontecer.
Ao som animal de Elvis, Van Morrison, Jerry Lee Lewis, The Marketts, Carl Perkins e pra variar o Stevie Wonder, Coppola deita e rola na direção, com um estilo visual clássico e épico da época, numa fotografia colorida e paisagens que evoca uma América idealizada pelo povo, mas que mostra a dura realidade social da vida dos personagens.
As brigas entre as gangues, parecia se o tiro certo no filme, que por isso já seria foda, e com o lance da morte de um dos Socs, seria uma trama perfeita. Mas o incêndio, com o salvamento das crianças, que acarretou nos ferimentos graves de Johnny, levam o filme pra um patamar mais dramático.
As cenas finais da briga entre as gangues é épica! Coisa de quem ama os anos 50, com rock in rol, carros, motos e briga por causa de mulher. Coppola, fez uma declaração de amor nas cenas, onde fogueiras iluminavam a noite, uma chuva caia do céu, com as gangues rolando na lama.
"Vidas Sem Rumo" é uma clássico dos anos 80, um filme que reconta uma época magica da cultura americana, de forma critica, dramática, trágica e poética. Nunca tinha assistido e fui na versão estendida com 22 minutos.
E sério...
C. Thomas Howell, Matt Dillon, Ralph Macchio, Patrick Swayze, Rob Lowe, Diane Lane, Emilio Estevez e Tom Cruise.
Sem comentários...
Não sei se é de ser um filme que queria ver já há muitos anos e talvez ele poder ter envelhecido mal ou eu já não estar numa faixa etária para me "impressionar" muito com este tipo de filmes, ficou aquém das minhas expetativas...
As atuações são de facto muito boas, mas a história (Atenção que nunca li o livro) não foi muito bem conduzida. Talvez tivesse tido melhor opinião em miúda, mas agora não há como saber.
Em suma, soou-me incompleto.
Embora apareça pouco, faz parte da filmografia do TC.