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Duração
Mary Ann Robinson (Carrol Baker) é estuprada enquanto voltava pra casa. Ela esconde o estupro de sua mãe e padrasto, com quem tem um relacionamento distante. Embora traumatizada pela experiência ela tenta, sem sucesso, continuar a viver uma vida normal. Ela foge de casa, aluga um apartamento decadente e aceita um emprego. Oprimida pela hostilidade do povo e seu próprio desespero, Mary Ann tenta pular da ponte de Manhattan, mas é salva por Mike (Ralph Meeker), um mecânico. Ele a leva para o seu apartamento e a mantém prisioneira.
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221. (10/01/2019)
O filme me trouxe o sentimento de raiva, nojo, angústia, revolta!
Porém, parei pra pensar que nem todo filme é final feliz, que as coisas dão certo, que tem que ser do jeito que eu quero (pra ver como somos egoístas). A arte também nos faz sentir dessa maneira que disse, por isso o filme me surpreendeu. Ele me deixou mais perguntas do que respostas e fazia tempo que não via isso num filme.
Será que a personagem é submissa? Será que ela é independente? Ela fez porque quis? Aceitou e pronto? Encontrou a felicidade de verdade? E o que eu tenho que julgá-la? Por que eu acho que ela pode ser mais, se ela quis daquela maneira? Esse tipo de pergunta que me veio... até onde chega nosso pensamento, mesmo que seja para o bem, de forçar alguém a ser alguma coisa.
Não acho que tem a ver com o contexto da época, acho que o filme é tratado dessa maneira de propósito. De abrir aos problemas, de mostrar porquê pensamos assim. Complicado, da pra escrever muito e muito. Desconstruir e construir.
Angustiante é a palavra.
O filme me surpreendeu por esse ponto de vista, no ponto de vista de obra, de trazer pra gente o que a gente não espera em filme.
Ótimo!
- Lembra os filmes do Samuel Fuller.
O filme me chocou de uma maneira muito negativa e da pra entender a importância tão grande do feminismo hoje e ver as raízes da cultura de estupro. Não vou dar uma nota mínima ao filme porque existem fatores interessantes, como a parte técnica magnífica, a atuação de Carroll Baker e a sensação de impotência e claustrofobia que o filme consegue passar. De resto é bem absurdo, existem partes de tortura psicológica e cárcere privado que são tratados como se não fossem nada para uma mulher. Vou evitar dar spoiler, mas fazem do vilão um galã e isso me incomodou profundamente, entendo a louvável tentativa da narrativa e que o contexto na época era outro, o assunto era tabu ainda na época, mas pouca coisa foi bem digerida por mim. Curiosidade: o diretor, Jack Garfein, foi um dos sobreviventes de Auschwitz e foi para os EUA aos 15 anos.
BLOG: Oráculo Alcoólico
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