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Uma menina é brutalmente assassinada em algum lugar na França. Tempos depois, a mesma coisa acontece com a filha de um escultor famoso. Mas desta vez seus pais (o escultor e sua esposa) começam a investigar, e descobrem que estão no caminho de um serial killer. A contagem de corpos continua subindo...
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Filme policial italiano com história enrolada demais, reviravoltas sem volta, etc. Nem mesmo o suspense exagerado e a música inquietante do Ênio Morricone salvou o filme de ser cansativo. Destaque fica para o imbatível narigão de tucano do Adolfo Celli.
Eu adoro giallo e até tentei curtir esse, mas tem tanta ponta solta que não me empolgou.
Aquela velha e boa formula dos giallos italianos; mortes violentas e misteriosas, nesta fita, motivada pelos assassinatos de meninas. Quase não reconheci de imediato o George Lanzemby de tão magro e diferente que está. Destituindo totalmente a figura sedutora de James Bond. Aqui, teve uma boa atuação. Mas infelizmente, Lanzemby não fez mais nada de significativo e marcante no cinema. O roteiro esconde o quanto pode a persona do assassino.
Destaque para trilha assustadora de Ennio Morriconi e para as lindas locações de Veneza.
Giallo dirigido pelo Aldo Lado (La Corta Notte Delle Bambole di Vetro). Com as belas Anita Strindberg (Una Lucertola con la Pelle di Donna / La Coda Dello Scorpione) e Dominique Boschero (Il Prato Macchiato di Rosso). Neve sempre tem um visual maneiro. Trilha macabra. Boa cena de abertura (a morte da criança é meio sinistra). Achei o véu da assassina original (ou será assassino?). Veneza. Bons cenários. A outra criança indo passar tempo com o pai. As cenas em que ela é salva sem nem saber são muito boas. O sumiço. Os suspeitos. A investigação por conta própria. O desfecho trágico. Os assassinatos. A revelação sobre quem é o assassino (só nos 5 minutos finais, como manda a tradição do gênero). Alguns momentos meio confusos, mas ainda assim, acabei gostando.
A trilha de Morricone, com o instrumental e as vozes, é inspiradíssima (levei até um susto quando ao mesmo tempo é mostrado o título do filme e entra a música).
O suspense em torno da menina, em que não sabemos se será assassinada ou quando isso ocorrerá, é muito bom.
Depois cai um pouco e tem aquela questão de muitos desses giallos:
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em vários outros que assisti o assassino é um cara bizarro que no passado teve traumas relacionados com mulheres ou com a sua sexualidade. Então acabei esperando algo desse tipo, e realmente não fugiu muito a esse padrão. No final é revelado que o assassino teve traumas com a mãe, que no passado era prostituta (e ruiva), o que desencadeou seus crimes atuais.
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