Abandonada pelo marido, Claire Millaud, de 50 anos, decide criar um perfil falso em uma rede social. Lá, ela atende por Clara, uma bela jovem de 24 anos. O avatar interage com o jovem Alex, que acaba se apaixonando por ela enquanto Claire, por trás das telas, também começa a ama-lo e ficar viciada, sem saber como se desfazer da própria mentira.
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Juliette Binoche estupenda, conseguiu fazer várias mulheres dentro de uma só, que filme maravilhosamente delicioso, no terceiro e derradeiro ato, um plot twist atrás do outro, nessa reviravolta nossa mente dá volta entre inocentar e culpar uns e outros, não gostei dessa terapeuta, cruzes, julga com o olhar, o roteiro muito redondo, e as interpretações e desenvolvimento nos coloca totalmente imersos na dor dos personagens, principalmente a da protagonista, até pela diferença de idade, 10 anos…
"Não há maior rival do que aquele que não existe"
O filme tenta se vender como um drama psicológico moderno, mas se parece mais com um episódio perdido de novela mexicana, com roteiro que parece ter sido escrito por um adolescente bêbado em sua fase de maior revolta contra o mundo.
Juliette Binoche, nossa eterna deusa do overacting, aparece aqui para fazer o que sabe de melhor: transformar qualquer personagem em uma caricatura grotesca. Claire Milaude, uma mulher de 50 anos que cria um perfil falso para se envolver com um jovem, deveria ser uma personagem complexa, mas nas mãos de Binoche vira apenas uma figura bizarra e desnecessariamente dramática. Sua expressão facial ao longo do filme é a mesma de quem acabou de tomar uma overdose de purgante com orlistate e está lutando desesperadamente para segurar a avalanche de fezes. Isso, claro, na melhor das cenas. Na pior, parece que está simulando o esforço de alguém que tem diarreia mas ainda quer passar uma aura de intelectualidade profunda.
E sobre o enredo... O que é isso, meu irmão? A sinopse já entrega tudo que precisamos saber: é um episódio do Catfish versão "Cinema Francês", só que sem a graça, sem a criatividade, e muito menos sem a inteligência. Criar um perfil falso para se conectar com alguém mais jovem poderia ser uma premissa interessante, mas o roteiro insiste em levar isso para caminhos tão previsíveis que até quem lê a sinopse já sabe como tudo termina. Sem surpresa, sem alma, só um amontoado de clichês embalados numa pretensão irritante.
E como não falar dos pseudo-intelectuais que exaltam esse filme? São aqueles que sempre estão prontos para dizer coisas como "Binoche é uma força da natureza" ou "a profundidade psicológica do filme é incomparável". A profundidade? Incomparável? Só se estivermos falando do raso, porque não há absolutamente nada aqui além de um vazio de ideias travestido de drama profundo.
No fim, essa desgraça não é um filme. É um exercício de tortura cinematográfica. Não há desenvolvimento de personagens, não há reviravoltas instigantes, não há nada. Só Binoche, com sua eterna cara de diarreia contida, tentando nos convencer de que está interpretando alguém de verdade. Spoiler: ela não está.
"Tudo era apenas uma brincadeira.
E foi crescendo, crescendo.
Me absorvendo.
E de repente eu me vi assim...
coitada, ela levava uma vida vazia e solitária, passo pano pra ela
um filme sobre uma mulher velha, porém idiota, que deseja adolescer novamente. Ai utiliza um perfil falso e mergulha na própria imbecilidade. Mas pior mesmo são aqueles que exaltam uma atuação mediana de uma atriz inexpressiva, sem talento e com cara de mister bean