Documentário feito para TV. Cartas de americanos que participaram da Guerra do Vietnã e cartas escritas para eles são lidas por diversos atores e atrizes. As cartas são editadas junto a imagens de notícias, videos de amadores e fotografias da guerra.
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Em 1965, o jovem correspondente da CBS, Morley Safer, capturou um momento no Vietnã que definiu toda a sua carreira futura e testou os limites de sua coragem. Ele filmou fuzileiros navais americanos incendiando a vila de Cam Ne. Mulheres gritavam, crianças choravam e casas se transformavam em cinzas. Para muitos americanos, foi a primeira vez que viram seus soldados não como libertadores, mas como destruidores. Mais tarde, Safer recordou: "Eu achava que o mundo precisava ver o que estava acontecendo. Não apenas as batalhas, mas o preço dessas batalhas, pago por pessoas inocentes."
A reação foi imediata e implacável. O presidente Lyndon Johnson ligou pessoalmente para a CBS, acusando Safer de traição à pátria. O Pentágono tentou expulsá-lo do Vietnã. A redação foi inundada por cartas acusando-o de falta de patriotismo, comunismo e de ser um perigo para a sociedade. Amigos temiam que o jovem repórter não suportasse a pressão. Mas Safer permaneceu firme. "Eu não era contra meu país," dizia ele, "eu era a favor da verdade. E eu acreditava que a verdade poderia nos tornar melhores, mesmo que fosse desagradável."
Por trás da aparência calma e do hábito de fumar charuto, conhecido pelos telespectadores, escondiam-se a solidão e a raiva de um homem rotulado como "antiamericano". "Foi difícil," ele admitia. "Por muito tempo, me perguntei se valia a pena fazer a coisa certa a um custo pessoal tão alto." Apesar de tudo, ele não se desviou do caminho. Décadas depois, no programa 60 Minutes, Safer permaneceu fiel ao seu instinto, desmascarando mentiras de celebridades, manipulações corporativas e hipocrisia governamental com a mesma determinação inabalável. "É preciso estar disposto a mostrar ao mundo o que ele não quer ver," dizia ele, "pois fugir da verdade apenas agrava as consequências."
A coragem de Safer era silenciosa, mas inflexível. Não tinha nada a ver com heroísmo ou glória; era a coragem da honestidade, de colocar a verdade acima do conforto, do medo e da popularidade. Como ele observou uma vez: "A câmera não mente. As pessoas mentem. E nosso trabalho é segurar um espelho diante delas, por mais feio que seja o reflexo."
A história de Morley Safer nos lembra que a verdadeira bravura muitas vezes não é reconhecida, e a fidelidade aos princípios exige solidão. É um conto sobre o preço a pagar por mostrar ao mundo aquilo de que ele se desvia, e sobre a determinação inquebrantável de fazer isso apesar de tudo. Em cada imagem que ele capturou, em cada pergunta que ele fez, Safer provou que a verdade é a forma mais elevada de heroísmo.
revisto depois de anos(muitos, muitos anos mesmo - vi na minha philco preta e branca de madrugada na band, se não me engano - eu era criança!!)e continua um dos melhores documentários q já vi na vida(ou o melhor? não sei, só sei q nunca esqueço)e deveria ser obrigatório nas escolas do mundo inteiro pra ver se algum dia os humanos aprendem a não fazer mais suas guerras estúpidas...ou ao menos a se recusar a participar(putin, vc quer a ucrânia? então vai lá sozinho pegar!!).
infelizmente a gente sabe q isso nunca vai parar...se os americanos não aprenderam nada com a guerra do vietnã, pq o resto do mundo aprenderia?
ótimo documentário. se eu pudesse favoritaria de novo.
ah, e nem preciso comentar a trilha, né...
Mais uma da linha de furos do Tio Sam e guerra desnecessária por equivocos.
como não marquei aqui ainda? vi uma vez na tv de madrugada e nunca esqueci...super documentário!!
Muito bom documentário sobre a guerra do Vietnã mais quase não mostra o lado dos vietnamitas . Possui momentos emocionantes . Recomendo .