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Data de lançamento
14 Set. 2007Duração
Querô (Maxwell Nascimento) é filho de uma prostituta, que foi expulsa do bordel em que trabalhava no dia em que deu à luz. Desesperada, ela se suicida tomando querosene. Violeta, a dona do prostíbulo, decide cuidar do garoto e o apelida de Querô, em referência ao modo como sua mãe morreu. Ao crescer Querô, revoltado com os maus tratos que recebe, passa a cometer pequenos delitos. Um dia ele é pego e encaminhado à Febem, onde sua vida é marcada para sempre.
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Para mim, Querô é um retrato cru, doloroso e urgente da marginalização e do abandono social no Brasil. Ao adaptar a visceral obra de Plínio Marcos, o filme não tenta suavizar a realidade dura da vida nas ruas e das falhas do sistema de acolhimento e regeneração de jovens.
O grande trunfo da narrativa é dar voz e humanidade a um protagonista que a sociedade insiste em invisibilizar. A atmosfera sufocante e a intensidade da atuação principal transmitem com muita força o ciclo de violência, preconceito e falta de oportunidades que encurrala o personagem desde o seu nascimento, mostrando como o ambiente ao redor molda suas escolhas e seu destino.
No fim das contas, para mim, a obra vai muito além do drama individual: funciona como uma denúncia social contundente sobre a indiferença da coletividade e a tragédia do esquecimento. É um filme incômodo e pesado, mas que nos obriga a encarar uma realidade que muitas vezes preferimos ignorar.
Desenvolvimento de personagem muito raso.
De resto é aquilo: Brasil, prostitua, trombadinha, droga, arma e muito vocabulário culto.
Tem uma excelente narrativa. Em questão de filme no geral, é muito fraco, mas com uma história marcante, que leva os outros quesitos de uma boa produção serem irrelevantes. Eu gostei!
Mais uma vez eu venho aqui reclamar de uma parte técnica de um filme brasileiro. É inadmissível produzir um filme e não adquirir os melhores microfones ou captadores de som que seja. Como já aconteceu em vários filmes brasileiros que vi, fiquei sem entender vários diálogos. Ou, então, a dicção dos atores era ruim.
Acabei vendo, sem querer, com legenda em inglês, e quando não entendia, pelo menos lendo, mesmo que em outra língua, melhorava a compreensão.
Fora isso, achei o roteiro pobre. Simplesmente nasceu e já aparece adolescente. Poderiam ter mostrado um pouco da história, o que levou Querô a ser tão revoltado. Ele até fala que tinha comida, tinha roupa e estudo, mas que a mulher que criou, batia nele, me pareceu um pouco exagerado ele se tornar marginal por isso, justamente por ter tido o básico e a educação (estudos).
Achei bem superficial.
Uma história muito trágica, mas pra mim faltou peso, achei a direção bem convencional, poderia ser mais cru. Mas entendo que existe a proposta. Vi que compararm com Pixote, na minha opinião é loucura. Enfim.