“Estrear-se; fazer alguma atividade pela primeira vez.” Eis o significado do verbo debutar, que também tem o sentido de “dar início à vida social”.
Karine Teles e Malu Ramos estão brilhantes em seus respectivos papéis. A cena sáfica do início foi notoriamente filmada por um homem (creio que isso, por si só, já diz o bastante). Em contrapartida, a dança da última sequência - kitsch, como qualquer valsa de aniversário de 15 anos no Brasil -, tendo a mãe e sua namorada como protagonistas, seguida pela caminhada rumo ao horizonte de uma rua escura, são de uma delicadeza que permanece conosco após os créditos finais.
Palmas ininterruptas para Karine Teles. Eu me emocionei só pelo olhar dela. que atuação direta, real, profunda. O diálogo entre mãe e filha soou tão natural que eu me senti quase invadindo aquele momento de intimidade, senti até vergonha de fazer parte daquilo. É incrível. Incrível! Um curta-metragem que parece simples, mas é um daqueles com uma riqueza social gigantesca. Inspirador é a palavra que me alcança agora.
Não é a sobre a festa, mas sobre o desejo de uma mãe em proporcioná-la a sua filha (mesmo que signifique ficar sem energia elétrica). É sobre um relacionamento homoafetivo dessa mulher, que o mantém às escondidas. Este é um filme com poucos diálogos, cujos olhares e silêncios nos provocam muitas coisas. 'Filmes de Plástico' sempre com atuações "cruas", construindo uma textura realista incrível que é uma das suas principais identidades para contar sobre o Brasil contemporâneo.
“Estrear-se; fazer alguma atividade pela primeira vez.” Eis o significado do verbo debutar, que também tem o sentido de “dar início à vida social”.
Karine Teles e Malu Ramos estão brilhantes em seus respectivos papéis. A cena sáfica do início foi notoriamente filmada por um homem (creio que isso, por si só, já diz o bastante). Em contrapartida, a dança da última sequência - kitsch, como qualquer valsa de aniversário de 15 anos no Brasil -, tendo a mãe e sua namorada como protagonistas, seguida pela caminhada rumo ao horizonte de uma rua escura, são de uma delicadeza que permanece conosco após os créditos finais.
Muito bom!
Cinema brasileiro deve retratar o Brasil, e não se moldar às narrativas de Hollywood
Palmas ininterruptas para Karine Teles. Eu me emocionei só pelo olhar dela. que atuação direta, real, profunda. O diálogo entre mãe e filha soou tão natural que eu me senti quase invadindo aquele momento de intimidade, senti até vergonha de fazer parte daquilo. É incrível. Incrível! Um curta-metragem que parece simples, mas é um daqueles com uma riqueza social gigantesca. Inspirador é a palavra que me alcança agora.
Simples, gente como a gente.
Não é a sobre a festa, mas sobre o desejo de uma mãe em proporcioná-la a sua filha (mesmo que signifique ficar sem energia elétrica). É sobre um relacionamento homoafetivo dessa mulher, que o mantém às escondidas. Este é um filme com poucos diálogos, cujos olhares e silêncios nos provocam muitas coisas. 'Filmes de Plástico' sempre com atuações "cruas", construindo uma textura realista incrível que é uma das suas principais identidades para contar sobre o Brasil contemporâneo.