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Data de lançamento
29 Ago. 1986Duração
Paris. Delphine (Marie Rivière) é uma secretária que não sabe o que fazer após sua companheira de férias desistir da viagem duas semanas antes da partida. Ela não quer viajar sozinha, mas está sem namorado e não tem facilidade para fazer novas amizades. Uma velha amiga a leva a Cherbourg mas, arrependida, poucos dias depois ela retorna a Paris. Delphine vai aos Alpes, mas logo retorna novamente. Sua última tentativa é para a praia, mas também desanima e resolve tomar o trem para Paris. É quando, já na estação, o olhar de um homem cruza com o seu, o que faz pensar em ficar.
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Rohmer concebeu uma personagem altamente irritante, nojenta à qual dificilmente alguém poderia sentir a menor empatia por sua solidão e depressão. Não a toa, a tal sueca/inglesa/alemã toma o filme para si com 5 minutos de carisma. Nem ao menos consigo compreender o motivo do interesse no rapaz por uma Delphine chorona e tagarela. Assm sendo , o tal raio verde para Delphine não me parece improvável mas sim impossível.
Nenhum diretor me passa um senso de realidade tão grande, como o Eric Rohmer. É meu diretor favorito com certeza
É tudo tão simplista, mundano e cotidiano, que é possível você já nao ter se identificado com ao menos um de seus personagens.
O Raio verde não está entre os meus favoritos do diretor, mas a beleza da “vida como ela é” ainda está lá, e ultrapassa barreiras culturais, e dialoga com o telespectador seja aonde ele estiver.
Éric Rohmer, foi, e é um diretor muito especial, e sua marca está eternizada no cinema. Não passe por essa vida sem apreciar sua obra, pois seria lamentável.
Uma ótima sessão para vocês.
Digo que foi um filme difícil de terminar, não sei se porque não gosto de personagens as quais ficam presos a esse sofrimento de medo de morrer sozinho, essa angustia para mim, não me fez apegar a personagem Delphine, eu entendo que as outras personagens ao redor também deixaram depreciativa com os comentários que geraravam a sua exclusão, talvez faltou falar do antigo relacionamento, foi um relacionamento arrebatador, ela amava tanto esse homem?
Das partes interessantes desse filme são as paisagens, sem dúvidas, a construção de que você vive com milhares de pessoas mesmo assim se sente excluído é uma boa construção, a parte do grupo de idosos debatendo sobre o livro do Julio Verne e os capítulos finais na estação de trem.
- é, agora toda vez que eu for ver o por do sol eu vou esperar pelo raio verde
- delphine é uma personagem bastante complexa, mas conseguimos compreender sua personalidade e angustias ao decorrer do filme
- quer encontrar alguém, mas não tem paciência para ninguém
- pior que eu entendo bem esse tipo de solidão
- ótimos diálogos
Adoro os filmes de Rohmer que em sua unânimidade são imbuídos de uma beleza ímpar!
Esse não é diferente. O cineasta passeia por Paris e mais algumas localidades francesas nos fazendo imergir e sentir-nos como os próprios turistas.
Sempre tento subtratir, ou ao menos abstrair as suas narrativas das implicações pequeno-burguesas - um verdadeiro clássico de seu escopo. Talvez seja essa a minha maior crítica ao diretor, mas em Raio Verde, possivelmente uma de suas obras mais reconhecidas pelo público, essa tarefa ficou extremamente complicada.
Não vou negar que é plausível e altamente válido retratar pessoas se sentindo péssimas consigo mesmas, achar que tudo está dando errado só com elas, que nada vai ser melhor algum dia; acho que todos passamos por isso em alguma fase da vida.
Mas o cúmulo é essa protagonista! É possível que Rohmer tenha tido a intenção de trabalhar com os extremos, mas para mim, brasileiro, lidar com os dramas pessoais de uma francesa que está se lamentando ter que viajar sozinha o mês inteiro de suas férias para lugares belíssimos, e ainda por cima com hospedagem na faixa em todas elas...
"Tá de brincadeira!" como diria Craque Neto