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Aclamada como uma das melhores adaptações desta tragédia Shakespeareana, Rei Lear da Inglaterra, de Grigori Kozintsev, é uma impressionante interpretação épica baseada em uma tradução do romancista Boris Pasternak e impulsionado por uma agitação pontuada pelo compositor Dmitri Shostakovich. Fino e frágil, Yuri Yarvet interpreta o papel título, no qual incide sobre o rei do sofrimento e da dor. Foi aclamado internacionalmente. Kozintsev, um dos pares de Eisenstein, dupla que funcionou bem na década de 1960, foi um mestre da técnica cinematográfica que finalmente alcançou o reconhecimento no final de sua carreira pela sua deslumbrante adaptação de Shakespeare. Segundo o historiador Richard Dyer: "Paradoxalmente, os dois mais poderosos filmes de peças de Shakespeare [Hamlet e Rei Lear] não foram feitos na Grã-Bretanha, mas na União Soviética."
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Uma adaptação muito fiel à peça, e o ator principal faz um excelente trabalho no complexo papel que tinha em mãos.
Épico magnífico!
FODA!
Isto é novo na Renascença: o homem consciente de si mesmo, consequentemente, consciente de suas ações e de seus erros. Na peça (e também no filme) é apresentada uma mudança drástica de situação, diversas reviravoltas e a queda do personagem principal por uma falha trágica, seu erro foi se tornar cego diante do poder que tinha em mãos. Esta tragédia está ligada principalmente a queda de um dado prestígio e de uma alta posição social. O centro de poder, a figura de Lear, se segue de usurpação e morte, fazendo uma analogia às crises políticas da época. A tragédia renascentista mistura elementos inimagináveis: um rei e um bobo, o que seria as classes subalternas zombando de seus superiores. É importante ressaltar que toda a história não resulta de forças superiores mas sim da própria ação humana, o que leva o público à reflexão de sua própria condição individual e coletiva.
Blow, winds, and crack your cheeks! rage! blow!
You cataracts and hurricanoes, spout
Till you have drench'd our steeples, drown'd the cocks!
You sulphurous and thought-executing fires,
Vaunt-couriers to oak-cleaving thunderbolts,
Singe my white head! And thou, all-shaking thunder,
Smite flat the thick rotundity o' the world!
Crack nature's moulds, an germens spill at once,
That make ingrateful man!