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Casal europeu chega à fictícia República do Maraguaya com uma estranha missão. Mas o envolvimento deles como um habitante do local, contratado como assistente, mudará seus planos. Um clássico “perdido” do Cinema Marginal Brasileiro, nunca lançado no circuito comercial.
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Jogos Vorazes: Amanhecer na Colheita
Como este filme foi um dos mais vitimados pela Censura ditatorial, cri que ele seria incisivo em excesso, persistente em seu denuncismo... Não que não seja, mas o achei bem mais "divertido" do que crítico (enfatizo: ambos os aspectos não são excludentes). Pelo que entendi, o que incomodou tanto os censores foi a seqüência de tortura, logo no começo, mas esta me pareceu mais uma convenção tramática que um dedo na cara: trata-se de uma citação explícita de O PEQUENO SOLDADO, não é? Aliás, o filme é extremamente godardiano: há tanto de O DEMÔNIO DAS ONZE HORAS ali! O que ele não nega é a sua extrema brasilidade: Antônio Pedro entrega-se de corpo e alma ao papel: as cenas de dança são ótimas, mas fiquei com dó dos tatuís esmigalhados. Minha mãe perguntou, às gargalhadas, o que eu tinha entendido da trama, ao final. Na verdade, o que prejudicou o entendimento talvez tenha sido a dificuldade de compreensão nos diálogos, na cópia do filme a que tive acesso. Amei o desfecho sternberguiano! (WPC>)
Que desperdício de Zózimo Bulbul.
A ambiguidade da trama abre margem para múltiplas interpretações.