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Data de lançamento
27 Jan. 2020Duração
A trama acompanha um alienígena chamado Harry que assume a identidade de um médico humano no interior do Colorado, nos Estados Unidos. Ao ritmo que passa tempo na Terra, Harry enfrenta um dilema moral ao questionar suas intenções e se a raça humana merece salvação.
- Série original Syfy baseada na HQ da Dark Horse Comics.
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A temporada de abertura dessa série foi uma ótima surpresa para mim, pois eu me diverti muito assistindo. Eu estava precisando de alguma coisa de comédia, e aqui fui bem suprido. Recomendo para quem quer algo sem tanto compromisso e ainda assim interessante.
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Obs.: assisti pela NETFLIX.
criativo
O inicio é de fato engraçado. Quando junta com as crianças há uma queda de qualidade, as situações inusitadas vão perdendo espaço e vira quase um seriado da Nickelodeon.
Lá pro final começa a haver muitas situações resolvidas por pura conveniência, que, mesmo se tratando de uma ficção científica leve, acaba ficando forçado.
É um seriado pra não se levar a sério, enfadonho em algumas ocasiões e que não há de se esperar nenhuma grande virada. Alguns episódios são extremamente longos.
Nada muito marcante, vale como passatempo.
👽💚 Ele veio à Terra para destruir a humanidade. O problema é que começou a gostar dela.
Imagine ser uma criatura extraterrestre cuja missão é simples: chegar à Terra, observar os humanos, cumprir seu objetivo e ir embora.
Agora imagine o pior cenário possível para um alienígena como esse: ele começa a entender os humanos.
É exatamente aí que Resident Alien encontra sua melhor ideia. O protagonista não chega ao nosso planeta fascinado pela humanidade. Muito pelo contrário. Ele considera os seres humanos estranhos, irracionais, emocionalmente instáveis e, em muitos aspectos, bastante irritantes. E, para completar, acaba preso em uma pequena cidade do Colorado usando a identidade de um médico chamado Harry Vanderspeigle.
Sua missão deveria ser objetiva. Sua convivência com os humanos, não.
Baseada nos quadrinhos de Peter Hogan e Steve Parkhouse, a série transforma o choque cultural entre um extraterrestre e seus anfitriões involuntários em uma espécie de experiência antropológica — só que o cientista começa a ser afetado pelo próprio experimento.
🛸 Harry observa. Ele analisa os humanos.
Questiona seus hábitos. Não entende por que eles mentem quando poderiam simplesmente dizer a verdade. Não compreende completamente o humor. Estranha os relacionamentos. Fica perplexo diante de sentimentos que, para os humanos, parecem absolutamente naturais.
E é justamente daí que nasce grande parte da comédia.
Alan Tudyk aproveita cada oportunidade para construir um personagem que parece estar sempre alguns centímetros fora da realidade humana. Gestos, expressões, entonações e reações parecem cuidadosamente calculados por alguém que aprendeu o comportamento humano através de um manual, mas nunca teve a experiência de realmente senti-lo.
Só que existe uma mudança acontecendo. Quase imperceptível no começo.
O alienígena que deveria apenas observar começa a se importar.
💚 E esse é o verdadeiro coração da série.
Resident Alien poderia ter escolhido o caminho mais fácil e transformar Harry apenas em uma máquina de fazer piadas sobre seres humanos.
Só que a série vai além. Aos poucos, aquilo que inicialmente parece uma análise quase científica da humanidade começa a se transformar em uma descoberta emocional.
Harry encontra pessoas. E pessoas significam problemas.
Significam perdas. Significam vínculos. Significam responsabilidades. Significam sentimentos que não podem ser explicados simplesmente pela lógica.
A pequena cidade deixa de ser apenas o lugar onde ele está escondido e passa a funcionar como uma espécie de família improvável.
E quanto mais tempo ele permanece ali, mais difícil fica separar a identidade que está fingindo ter daquela que começa, de alguma maneira, a construir.
É aí que a série consegue ser surpreendentemente delicada.
Porque, por trás das piadas sobre um extraterrestre tentando entender os hábitos humanos, existe uma história sobre solidão e pertencimento.
Sobre descobrir que ter um lugar no mundo não significa necessariamente ter nascido naquele lugar. Sobre perceber que identidade não é apenas aquilo que somos — mas também aquilo que construímos através das relações com outras pessoas.
E existe uma ironia maravilhosa nisso tudo: o alienígena começa acreditando que precisa ensinar uma lição à humanidade e termina aprendendo com ela.
Ele veio de outro planeta para descobrir quem somos. No processo, acaba descobrindo quem ele próprio pode se tornar.
🎭 Talvez seja essa a grande sacada de Resident Alien.
A série não pergunta apenas: “E se um extraterrestre viesse para a Terra?”
A pergunta mais interessante é: “E se um extraterrestre tivesse que viver entre nós tempo suficiente para descobrir que ser humano não é uma questão de espécie?”
É uma questão de escolhas. De vínculos. De empatia. De perdas. De afeto. De aprender a se importar.
Por isso, mesmo com toda a ficção científica, dos mistérios e das situações absurdas, Resident Alien funciona melhor quando deixa de falar sobre extraterrestres e começa a falar sobre aquilo que torna a humanidade tão complicada.
Porque, no fim, o visitante talvez não seja o personagem mais estranho daquela cidade. Ele apenas é o único que ainda não aprendeu a fingir que entende tudo.
👽💚 Ele chegou à Terra para descobrir o que havia de errado com os humanos. E acabou descobrindo o que havia de certo neles.
📺🍿 Resident Alien — uma ficção científica sobre alienígenas que, inesperadamente, acaba sendo muito mais sobre nós do que sobre eles.
Interessante e cômica, sobretudo por trabalhar com as estapafúrdias teorias da conspiração estabelecidas por décadas pelos ufólogos e afins.