O streaming Reserva Imovision, parceria entre o cinema Reserva Cultural e a distribuidora Imovision, é um dos canais mais curtidos dos cinéfilos de filmes cult. Sou assinante e recomendo, e o catálogo conta com centenas de longas distribuídos pela Imovision, uns que passaram despercebidos nos cinemas, outros que foram parar diretamente lá. ‘Rheingold: O roubo do sucesso’ (2022) é um desses filmes da Imovision a não perder de vista, um drama com ação de um diretor que costuma polemizar, o alemão de ascendência turca Fatih Akin, dos viscerais e trágicos ‘Em pedaços’ (2017) e ‘O bar luva dourada’ (2019). ‘Rheingold’ volta-se ao mundo da música para traçar uma história verídica complexa, explosiva, quase surreal: a trajetória do rapper Giwar Hajabi, conhecido como ‘Xatar’, iraniano de origem curda que se naturalizou alemão. Pobre, nascido nos guetos do Irã, em uma região de cavernas bombardeadas, era filho de um notório professor. Ainda criança vivenciou os horrores em uma penitenciária iraquiana, quando os pais foram presos, torturados e quase mortos. Mudou-se para a Alemanha, e jovem envolveu-se com pequenos delitos, depois o tráfico. Apadrinhado por um magnata das drogas, ameaçou os negócios de carteis rivais com algo inédito – cocaína líquida. Preso aos 28 anos em 2009 pelo roubo de carga de ouro, na cadeia escreveu músicas de hip hop e rap, e de dentro da cela gravou as músicas com equipamentos nada profissionais. Elas foram nas rádios, atingindo paradas internacionais, transformando Xatar em um músico consagrado. O filme, de maneira humorada, mas também dramática, monta todo esse perfil de Xatar, figura dúbia, querida e odiada. É uma história buliçosa de altos e baixos, e que de tão grande e incrível, parece pura ficção. Um filme bem feito, que só podia ter saído da cabeça de Akin. Recomendo a experiência cinematográfica – o filme é baseado na autobiografia de Xatar, ‘Tudo ou nada’, e o ator que o interpreta é bom e se parece com ele, Emilio Sakraya. Exibido nos festivais de Roma e Hamburgo. POR FELIPE BRIDA - BLOG CINEMA-NAWEB
Enfim cheguei no filme mais recente do Fatih Akin e aparentemente fui presenteado, junto com O Bar Luva Dourada, Rheingold é o apice que o Fatih Akin conseguiu chegar, ele conseguiu adaptar uma biografia com os temas que ele já tinha apresentado em seus filmes antes: imigração, violencia, humor.
Temos aqui mais um dos seus personagens desajustados, exilados, e que de certa forma tenta se adaptar a vida que é imposta a ele: aprendendo música, aprendendo a lutar pra lidar com os "valentões" do bairro, ora, um imigrante sem amigos tem que procurar seus meios de sobrevivencia, até mudando de nome vez ou outra, e obviamente também indo preso, e é nesse ciclo que a vida do Xatar gira. Um otimo entretenimento, varias historias são contadas em quase 2h30min de filme.
Filme muito ambicioso mas com problemas na execução e concretização. Da forma que se usam as câmeras e os planos até o próprio entrelaçar das personagens e aprofundamento de suas relações.
O streaming Reserva Imovision, parceria entre o cinema Reserva Cultural e a distribuidora Imovision, é um dos canais mais curtidos dos cinéfilos de filmes cult. Sou assinante e recomendo, e o catálogo conta com centenas de longas distribuídos pela Imovision, uns que passaram despercebidos nos cinemas, outros que foram parar diretamente lá. ‘Rheingold: O roubo do sucesso’ (2022) é um desses filmes da Imovision a não perder de vista, um drama com ação de um diretor que costuma polemizar, o alemão de ascendência turca Fatih Akin, dos viscerais e trágicos ‘Em pedaços’ (2017) e ‘O bar luva dourada’ (2019). ‘Rheingold’ volta-se ao mundo da música para traçar uma história verídica complexa, explosiva, quase surreal: a trajetória do rapper Giwar Hajabi, conhecido como ‘Xatar’, iraniano de origem curda que se naturalizou alemão. Pobre, nascido nos guetos do Irã, em uma região de cavernas bombardeadas, era filho de um notório professor. Ainda criança vivenciou os horrores em uma penitenciária iraquiana, quando os pais foram presos, torturados e quase mortos. Mudou-se para a Alemanha, e jovem envolveu-se com pequenos delitos, depois o tráfico. Apadrinhado por um magnata das drogas, ameaçou os negócios de carteis rivais com algo inédito – cocaína líquida. Preso aos 28 anos em 2009 pelo roubo de carga de ouro, na cadeia escreveu músicas de hip hop e rap, e de dentro da cela gravou as músicas com equipamentos nada profissionais. Elas foram nas rádios, atingindo paradas internacionais, transformando Xatar em um músico consagrado. O filme, de maneira humorada, mas também dramática, monta todo esse perfil de Xatar, figura dúbia, querida e odiada. É uma história buliçosa de altos e baixos, e que de tão grande e incrível, parece pura ficção. Um filme bem feito, que só podia ter saído da cabeça de Akin. Recomendo a experiência cinematográfica – o filme é baseado na autobiografia de Xatar, ‘Tudo ou nada’, e o ator que o interpreta é bom e se parece com ele, Emilio Sakraya. Exibido nos festivais de Roma e Hamburgo. POR FELIPE BRIDA - BLOG CINEMA-NAWEB
Ahahahha os três patetas ahahhaha
Amo tudo que o fatin akin faz, e ele não se importa em colocar o dedo na ferida
"De onde você é?
Eu sou palestino.
Eu sou curdo."
Quando um palestino se junta com um curdo, é tipo o movimento dos sem terra ahahah
Poderia ser um pouquinho menor de minutagem
Enfim cheguei no filme mais recente do Fatih Akin e aparentemente fui presenteado, junto com O Bar Luva Dourada, Rheingold é o apice que o Fatih Akin conseguiu chegar, ele conseguiu adaptar uma biografia com os temas que ele já tinha apresentado em seus filmes antes: imigração, violencia, humor.
Temos aqui mais um dos seus personagens desajustados, exilados, e que de certa forma tenta se adaptar a vida que é imposta a ele: aprendendo música, aprendendo a lutar pra lidar com os "valentões" do bairro, ora, um imigrante sem amigos tem que procurar seus meios de sobrevivencia, até mudando de nome vez ou outra, e obviamente também indo preso, e é nesse ciclo que a vida do Xatar gira. Um otimo entretenimento, varias historias são contadas em quase 2h30min de filme.
Filme muito ambicioso mas com problemas na execução e concretização. Da forma que se usam as câmeras e os planos até o próprio entrelaçar das personagens e aprofundamento de suas relações.