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Data de lançamento
26 Dez. 1956Duração
Certo dia, após uma inundação nas escavações das minas da vila de Kitamatsu, aos pés do Monte Aso, alguns mineiros desaparecem no interior da mina. Os mineiros enviados para procurá-los aparecem mortos ou gravemente feridos com marcas inexplicáveis. Logo depois, insetos gigantes são avistados na vila e o mistério parece esclarecido. Mas como derrotar essas criaturas terríveis e garantir a paz ao Japão se a caverna guarda mistérios ainda mais assustadores.
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Ishiro Honda mais uma vez reimagina o trauma japonês com as armas nucleares através do cinema fantástico. Destaque para as cenas de vendaval criado pelos monstros. Filme elogiado até por Martin Scorsese.
Filme 89 de 2023
É o filme Kaiju feijão com arroz, usando a fórmula e receita sem erros, aparece uma ameaça desconhecida, as forças de segurança investigam, os cientistas estudam e as autoridades mandam resolver.
Rodan não é dos melhores kaijus, ele é até bem limitado.
Legal mesmo é o improviso da época usando e abusando de maquetes como efeitos especiais, os japas eram especialistas nisso e mesmo que hoje em dia fique na cara a técnica, é gostoso de assistir, bate até uma nostalgia de inocência.
O mesmo vale para a pessoa trajada com aquela fantasia de monstro borrachudo.
‘Rodan – O Monstro do Espaço’ foi tentativa da Toho de manter o interesse do público pelo cinema kaiju
Lançado em 1956, filme repetia as parcerias de Godzilla, com Ishirô Honda na direção e Tomoyuki Tanaka na produção. O vilão, dessa vez, era um pteranodonte vermelho.
Depois de praticamente criar o cinema kaiju com Godzilla (1954), o cineasta Ishiro Honda se afastou das criaturas gigantes durante quase dois anos. Nesse período, dedicou-se a ficções científicas menos ambiciosas e dramas familiares. O retorno ao gênero ocorreu com Rodan – O Monstro do Espaço (1956), fita que apresentou um dos personagens mais importantes do hall de monstros da Toho.
A ideia do projeto veio do produtor Tomoyuki Tanaka, que queria aproveitar o interesse do público pelos dois primeiros filmes do gigante radioativo no Japão. Segundo os biógrafos de Honda, Steve Ryfle e Ed Godziszewski, o ponto de partida era apresentar uma ameaça grandiosa que pudesse voar e, assim, evocar o medo de discos voadores presentes no imaginário popular desde o fim da década de 1940.
A adaptação para um pteranodonte vermelho veio na fase de escrita do roteiro, que teve contribuição do próprio diretor. Tal como Godzilla, a história começa com o desaparecimento de pessoas de um mesmo grupo – aqui, membros de uma equipe de mineração. Logo, descobre-se que as vítimas são atacadas por insetos gigantes, que lembram uma libélula sem asas.
'Rodan - O Monstro do Espaço' foi tentativa da Toho de manter o interesse do público pelo cinema kaiju
A investigação do caso leva uma equipe de cientistas a um ninho gigante em que um ovo foi chocado. Durante boa parte da projeção, o público fica sem ver ou saber qual é o monstro que nasceu ali. Somente lá pela metade do filme é que Rodan aparece, primeiro como um vulto e depois como um dinossauro alado cujas passadas destroem pontes e carros e o bater de asas derruba prédios.
O foco inicial nos mineradores e nas cavernas escuras dá a Rodan – o Monstro do Espaço um clima bastante claustrofóbico. Ainda mais do que em Godzilla, Honda cria uma narrativa bem pautada pelo horror. Há corpos ensanguentados, ameaças que vivem pelas sombras e até um personagem que fica catatônico depois de encontrar o ninho do pteranodonte vermelho.
O dublê Haruo Nakajima veste a fantasia da criatura para as cenas em que ela desce sobre a cidade e duela com os militares. A equipe de efeitos especiais de Eiji Tsuburaya também usa marionetes, miniaturas e projeção de tela para dar vida ao monstro. Como o primeiro título colorido do universo kaiju da Toho, o cuidado com o visual foi redobrado. Rodan, embora apareça em quase uma dezena de outros filmes durante a Era Showa nunca esteve tão bem quanto na sua estreia.
A obra chegou ao Brasil em 1959, sem fazer muito alarde na imprensa. No ano seguinte, quando foi exibido em Pernambuco, o crítico de cinema Fernando Spencer afirmou que, em Rodan – o Monstro do Espaço, “encontramos, além de mau cinema, o exagero, a inverossimilhança e a falta de imaginação dos realizadores”. O texto, publicado no Diário de Pernambuco, ignorou que, para aproveitar um filme como o de Honda, é preciso deixar o imaginário livre para melhor apreciar a destruição de borracha criada por um fictício dinossauro voador gigante.
meio confuso e pouco memorável, mas ainda assim com boas cenas envolvendo o monstro.
Olha, incrivelmente aceitável. Muito melhor do que filmes do Godzilla que assisti. Sem aquele clima deprê, as maquetes muito bem feitas e para ajudar, vi uma versão com qualidade de imagem impecável.