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Data de lançamento
31 Ago. 2017Duração
Em Paris de 1880, Auguste Rodin finalmente recebe, aos 40 anos, sua primeira encomenda do Estado: A Porta do Inferno, obra composta de figuras que farão sua glória, como O Beijo e O Pensador. Ele divide sua vida com Rose, sua eterna companheira, quando conhece a jovem Camille Claudel, sua aluna mais talentosa, que rapidamente torna-se sua assistente e, em seguida, sua amante. Dez anos de paixão, mas também dez anos de admiração e cumplicidade compartilhada. Após a dissolução, Rodin continua a trabalhar com determinação. Ele deve encarar a rejeição e o entusiasmo que a sensualidade da sua escultura provoca e assina com seu Balzac, rejeitado enquanto vivo, ponto de partida incontestável da escultura moderna.
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486. (08/03/2020)
Depois de meia hora de filme, fui entender a vibe dele. Cenas e um clima que refletem o que as personagens passam, expressão. Alguns falam que é cult.
Eu sempre venho ver esses filmes, achando que será uma aula de história da arte. Mas as vezes não é bem assim kkkkk preciso parar com isso. Mas achei uma experiência interessante.
Curioso drama biográfico francês, coprodução entre Bélgica e Estados Unidos, que recorta uma parte da vida de Auguste Rodin (1840-1917), pai da escultura moderna, com destaque para o relacionamento de altos e baixos que teve por 12 anos com sua musa inspiradora, Camille Claudel (1864-1943). A história parte do ano de 1880, quando o governo parisiense encomendou pela primeira vez uma obra de arte para Rodin, a escultura “A porta do inferno”, inspirada na “Divina Comédia”, de Dante Alighieri. Rodin demorou 37 anos para construí-la (terminando meses antes de morrer), uma escultura monumental, composta por 180 obras menores em bronze que formavam um portal - nela se encontravam as famosas “O pensador” e “O beijo” e foi instalada no Cour de Comptes, no Museu de Artes Decorativas de Paris, que havia sofrido incêndio. Durante o desenvolvimento das peças, aparece no ateliê/oficina do artista uma jovem interessada por arte chamada Camille Claudel, de apenas 16 anos, que começou a ajudá-lo (Rodin tinha 40 anos, 24 a mais que ela). Camille rapidamente tornou-se a modelo oficial do escultor, também sua confidente e amante, fazendo-o mudar radicalmente seu jeito de criar. Nunca moraram juntos, pois Rodin era casado - ele destratava a esposa, batia nela e a considerava sua empregada. O relacionamento durou 12 anos, e em 1892 terminaram quando Camille abortou, porém mantiveram contato até o fim da vida de Rodin. O filme, indicado à Palma de Ouro em Cannes em 2017, retrata todas essas passagens reais, umas com mais outras com menos intensidade, sob as lentes do diretor francês Jacques Doillon, de “Ponette – À espera de um anjo” (1996), que também escreveu o roteiro – ele já venceu prêmios especiais nos principais festivais europeus, como Cannes, Berlim e Veneza. Seu estilo é marcante, mas rejeitado por parte do público: câmera aberta e distante filmando grandes ambientes, que se movimenta de lá para cá, certa aridez e frieza nos roteiros para realçar a falta de emoção dos personagens, fotografia acinzentada, com pouco destaque para cores. Gosto quando Doillon focaliza o olhar concentrado de Rodin para o trabalho com os materiais no ateliê, em especial a argila (o artista revolucionou o campo plástico ao utilizar um dos materiais menos nobres), assim como capta discretamente as trocas de olhares com Camille, uma garota bem sedutora. Outras passagens intensas é quando Rodin faz dois bustos que marcaram sua carreira, a de Victor Hugo e a de Balzac, que virou polêmica na época.
É um bom filme cult europeu, para quem gosta de arte, com um trabalho inesperado do francês Vincent Lindon, um dos mais proeminentes do país.
Outro filme adequadíssimo sobre o relacionamento entre eles é “Camille Claudel” (1988), de Bruno Nuytten, indicado ao Oscar de fita estrangeira e que rendeu a Isabelle Adjani sua segunda indicação na Academia, no papel da escultura – e quem interpreta Rodin é Gérard Depardieu.
POR FELIPE BRIDA - Blog Cinema na Web
"Nossos filhos nascem da argila, viram filhos de mármore. Assim é a vida."
RODIN #Rodin de #JacquesDoillon França/2017.
Com Vincent Lindon a frente do elenco, mesmo sendo um filme apenas correto, a obra emociona em alguns momentos e traz um lado da vida do artista que não tinha sido abordado nas outras produções que falam sobre sua vida. E tem um final belíssimo.
#VincentLindon #IzïaHigelin #SéverineCaneele #CinemaFrancês
É interessante mas perde em comparação a versão de 1988 com Depardieu.
Além de ser obviamente machista (muito além do personagem sê-lo), o filme não acrescenta muita coisa à figura de Rodin, e o que acrescenta, é péssimo. Não o conheço tanto além do que o cinema proporcionou, mas se ele era como o personagem é retratado aqui, ate agradeço não conhecer. Pois, que homem desprezível! Apesar disso, poderia ser bom, mas não é bem dirigido, e o ritmo é tão aborrecido que prejudica qualquer chance do filme perdurar na memória. Ruim.