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Data de lançamento
6 Out. 2023Duração
No mesmo dia em que Russell (Garrett Hedlund) deixa a prisão após anos, em uma rodovia sob o sol escaldante caminham Maben (Willa Fitzgerald) e sua filha Analee (Pyper Braun). As duas não têm dinheiro ou casa e, o que era para ser o fim de uma noite cansativa em um quarto alugado, acaba com Maben assassinando um policial que a violenta.
Ao amanhecer, seu destino se cruza com o de Russell e o rapaz, que voltou para casa para descobrir que a vingança por seu crime paira ao redor, é forçado a decidir qual pele salvará: a própria, ou a da mulher e da criança que apareceram em seu caminho.
Baseado no romance Desperation Road, de Michael Farris Smith.
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Fraquíssimo, não percam tempo.
Quando o filme começou, eu sinceramente pensei que seria melhor, mas é um filme que é morno, inofensivo, uma "pintura inacabada".
Nem é culpa dos atores, a trama que é diminuta e rende muito pouco para um desenvolvimento, sendo esse bem irregular, pois, ele tem quase duas horas (!), e não precisava dessa duração para o material que tinha/foi entregue.
Achei melhor quando a história dos dois estava sendo contada separada, quando eles se juntaram, caiu bastante o ritmo, as motivações, situações e o interesse.
A trama que poderia ser densa/tensa deu lugar as conveniências e "cacoetes genéricos de dramas de Hollywood", tirando aquele tom mais "seco", "cru" do início, ficando até meio novelesco, com direito a "violininhos melancólicos" tocando enquanto os personagens conversam, e revelações de coisas que são óbvias, ou que poderiam ser guardadas para mais tarde, em cenas mais impactantes, se valendo de olhares/atuações dos atores, ou para momentos melhores construídos.
Carece muito de melhor cuidado, "feeling", destreza/sutileza consigo mesmo, ausentando totalmente o "peso"/carga dramática real que o material poderia (ou deveria) ter, falhando também em construir qualquer tipo de tensão, ou sequência instigante/interessante, no ponto de virada do "racha" nesse conflito, se valendo de "fios" narrativos tão frágeis, finos quanto um macarrão cru, "jogados" e expositivos.
É estranho, pois personagens são desenvolvidos o tempo todo, suas jornadas individuais (envolvendo outros ou não) sempre foram contadas desde que cinema é cinema, e aqui, se tem dois personagens, carregando dramas e conflitos que poderiam ser interessantes e desenvolver reflexões bacanas, sendo contadas de forma bem robótica, didática, padrão e clichê.
Nem vou divagar muito, "se fosse um roteiro melhor", ou "um diretor mais habilidoso", pois (aparentemente) o filme é o que é, e queria ser exatamente assim. Não vejo "burrice" ou incompetência aqui, só uma escrita fraca (MUITO FRACA), e uma condução muito padrão, "encaixotada", "mastigada", "regurgitada", sem "tesão", que nem tenta ser um grande filme. É só mais uma "novelinha" pra tu passar o tempo, que na minha opinião, achei muito fraco, e muito aquém do que o início prometia e os personagens mereciam.
Mas tudo aqui parece deliberado, até a ruindade, parece só mais um "enlatado" pra cumprir tabela no "cinema Fast-food" de hoje em dia, onde se há muito mais quantidade que qualidade, o pessoal sabe que é ruim, sabe que é mal trabalhado, sabe que é mal desenvolvido, e filma/faz assim mesmo.
É mais um de milhares de exemplares que tu termina, esquece, e segue a vida, e não há nada de mau nisso, mas não quer dizer que eu tenha que gostar disso. Obviamente, há filmes muito melhores por ai, com jornadas e dramas de personagens aos montes muito superiores, e principalmente, desses com "historias que se cruzam".
Não veria novamente!
Ah! e quem "procura Mel Gibson", não espere muito, nem o drama dos seus melhores trabalhos, e muito menos tiroteio/ação desenfreado de outros, esse não é o foco aqui, e o personagem dele muito menos. Ele é mais "figurativo" que importante, sendo bem "padrão", o "tiozão", "coroa", pai viúvo, que quer tocar sua vida em paz", sem quaisquer grandes emoções.
É... os "brabos" envelhecem, o tempo passa...
Enfim. É isso.
Visto: 19-04-2025
Filme chatão...
Vidas em desespero se entrelaçam em busca de redenção. Adaptação do livro de Michael Farris Smith.
O que é violento aqui é drama.
Daqueles silenciosos, quando a dor é reconhecida nos olhos.