A história de uma garota de 14 anos, aspirante a rapper, que precisa lidar com a construção de sua carreira enquanto cuida de sua família e se defende dos perigos das ruas de Queensbridge Projects, Nova York.
A atuação dos atores foi maravilhosa, mas o roteiro deixou muito a desejar. Esperava mais emoção, mais drama. Foi fraquinho. Filme para se assistir uma vez só e olhe lá.
Dramatização de parte da vida da rapper Roxanne Shanté com foco em sua ascensão no mundo da música, numa fita da Netflix produzida pela própria cantora, em parceria com o ator Forest Whitaker e pelo rapper Pharrell (eles dois produziram outro filme independente sobre questão racial, o bom “Dope: Um deslize perigoso”, de 2015). Não obteve sucesso na época do lançamento, porém ganhou prêmio especial em Sundance, de atriz revelação para Chanté (realmente num papel impressionante, cheio de garra, e a atriz tem semelhança física com a verdadeira Roxanne). Narra a dura infância e adolescência da rapper, dos abusos em casa pela família desestruturada, especialmente da mãe alcoólatra (papel de destaque de Nia Long), depois do namorado violento (Mahersala Ali, antes de ganhar os dois Oscars), até entrar de cabeça, aos 14 anos, nas batalhas de improviso dos MCs no bairro onde residia, o Queens. Direcionou toda dor, preconceito e agressões sofridas para sua música, tornando-se uma voz hábil e criativa nos palcos – ela foi uma das primeiras mulheres no hip hop, abrindo portas para tantas outras que viriam. Recebeu status de lenda, gravou meia dezena de discos e ajudou a família a melhorar a condição de vida. É uma história difícil sobre pessoas marginalizadas que se destacam com sua arte, e como é complexo atingir o ápice do estrelato (raros são os casos de pessoas pobres que conseguem). Os atores estão bem, o roteiro traça um retrato fiel das vozes da periferia, e o filme traz poucas, mas boas cenas de competição de MCs nos palcos. Vale ver! Mais uma fita sobre o mundo da música negra feita pelo diretor Michael Larnell (dois anos antes fez ‘Cronies’, igualmente interessante). POR FELIPE BRIDA - Blog Cinema na Web
Muito bom conhecer sobre a gigantesca Roxanne Shanté. Infelizmente, o filme é muito panorâmico, dando só uma grande visão superficial da vida da personagem, atendo-se mais às questões do relacionamento com a mãe e com o Cross. Traz uma fortíssima e importante mensagem sobre empoderamento feminino, mas foi até que pouco rap pra um filme sobre um dos nomes mais importantes do gênero. O elenco tá impecável, e a estreante Chanté Adams dá um super show como protagonista. Da mesma forma, Michael Larnell dirige muito bem, com algumas cenas particularmente muito bem pensadas. A surpresa no final com o outro gigante que aparece antes da fama é a cereja do bolo.
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A atuação dos atores foi maravilhosa, mas o roteiro deixou muito a desejar. Esperava mais emoção, mais drama. Foi fraquinho. Filme para se assistir uma vez só e olhe lá.
Dramatização de parte da vida da rapper Roxanne Shanté com foco em sua ascensão no mundo da música, numa fita da Netflix produzida pela própria cantora, em parceria com o ator Forest Whitaker e pelo rapper Pharrell (eles dois produziram outro filme independente sobre questão racial, o bom “Dope: Um deslize perigoso”, de 2015). Não obteve sucesso na época do lançamento, porém ganhou prêmio especial em Sundance, de atriz revelação para Chanté (realmente num papel impressionante, cheio de garra, e a atriz tem semelhança física com a verdadeira Roxanne).
Narra a dura infância e adolescência da rapper, dos abusos em casa pela família desestruturada, especialmente da mãe alcoólatra (papel de destaque de Nia Long), depois do namorado violento (Mahersala Ali, antes de ganhar os dois Oscars), até entrar de cabeça, aos 14 anos, nas batalhas de improviso dos MCs no bairro onde residia, o Queens. Direcionou toda dor, preconceito e agressões sofridas para sua música, tornando-se uma voz hábil e criativa nos palcos – ela foi uma das primeiras mulheres no hip hop, abrindo portas para tantas outras que viriam. Recebeu status de lenda, gravou meia dezena de discos e ajudou a família a melhorar a condição de vida.
É uma história difícil sobre pessoas marginalizadas que se destacam com sua arte, e como é complexo atingir o ápice do estrelato (raros são os casos de pessoas pobres que conseguem). Os atores estão bem, o roteiro traça um retrato fiel das vozes da periferia, e o filme traz poucas, mas boas cenas de competição de MCs nos palcos. Vale ver!
Mais uma fita sobre o mundo da música negra feita pelo diretor Michael Larnell (dois anos antes fez ‘Cronies’, igualmente interessante).
POR FELIPE BRIDA - Blog Cinema na Web
nhé!
bem fraquinho. Caraka, só tem cara arrombado nesse filme
Muito bom conhecer sobre a gigantesca Roxanne Shanté. Infelizmente, o filme é muito panorâmico, dando só uma grande visão superficial da vida da personagem, atendo-se mais às questões do relacionamento com a mãe e com o Cross. Traz uma fortíssima e importante mensagem sobre empoderamento feminino, mas foi até que pouco rap pra um filme sobre um dos nomes mais importantes do gênero. O elenco tá impecável, e a estreante Chanté Adams dá um super show como protagonista. Da mesma forma, Michael Larnell dirige muito bem, com algumas cenas particularmente muito bem pensadas. A surpresa no final com o outro gigante que aparece antes da fama é a cereja do bolo.