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Data de lançamento
20 Nov. 2019Duração
Em uma pequena e isolada cidade, cercada por montanhas cobertas de árvores, vive um menino e sua mãe. A vida tradicional foi extirpada desde que a cidade foi pega no fogo cruzado da guerra entre militares e os cartéis. Com poucas oportunidades de trabalho e sem dinheiro suficiente para se mudar para outro lugar, a mãe arruma um emprego cultivando maconha para os cartéis. Um dia, ela não volta do trabalho. Tomada pela tristeza, a avó diz ao menino que vá para a floresta e reze ao sol, ao vento e à água para que eles façam sua mãe retornar ilesa.
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Marília Mendonça: Sentimento Louco
Explora de maneira bem interessante as tradições dos povos da américa latina e o problema intrínseco do tráfico de drogas na região. Não só isso, como trabalha elementos místicos a fim de compactar toda uma cultura e conceber um retrato mais íntimo sobre aquele povo. De aura pesada, criando uma atmosfera de tensão muito por conta de sua belíssima fotografia, “Sanctorum” abrange diversos aspectos de gênero ao mesmo tempo em que evidencia o sofrimento de famílias cercadas pelo poder do tráfico e pela negligência policial. Acho que seria melhor sem tanta divagação, mas acaba sendo, no fim das contas, bem coeso levando em consideração sua abordagem mais abstrata sobre a temática.
Legal mostrar algumas tradições locais com influência do realismo mágico da literatura, além da violência associada ao tráfico, que marca a América Latina de ponta a ponta.
História boa, imagens lindas e assustadoras, mas...
Nada me tira da cabeça que final aberto, é desculpa de diretor que não sabe terminar um filme
Filme com muitos elementos interessantes, ótima fotografia e a história muito boa apesar de triste.
Não tinha como este filme não funcionar comigo: além de ser acachapante desde o seu início estroboscópico e estelar, a trama de violência relacionada ao tráfico de drogas que se deslinda após a apresentação dos personagens é sufocante. Por motivos esperados, o filme combina referências atreladas ao universo de Carlos Reygadas e Amat Escalante, mas sob um prisma bem peculiar: este filme é bem mais religioso, quase espírita em seu desfecho cosmicamente conciliador. As interpretações e cenários inóspitos remeteram-me ao belo filme guatemalteco O VULCÃO IXCANUL. Belíssimo filme: os efeitos visuais são deslumbrantes, ainda que o roteiro seja um tanto tautológico em seu reencontro familiar. Para quem possui filhos, entretanto, a afetação é intensa e certeira! (WPC>)