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Data de lançamento
1 Dez. 2003Duração
Trinta anos após o divorcio, Marianne decide visitar John no seu isolado retiro no interior e testemunha o relacionamento atormentado entre seu amargo ex-marido, seu filho, Henrik e uma neta de 19 anos. Ignorando os protestos do seu filho Johan oferece mandar a garota para um prestigiado conservatório de música, forçando-a escolher entre seu futuro promissor como uma violoncelista ou ficar com seu atormentado pai.
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Último filme do mestre sueco onde ele revisita os personagens da sua clássica série Cenas de um Casamento. O filme é muito bom, mas infelizmente não funciona muito bem como uma continuação, que é a expectativa que se cria no telespectador, ao invés disso os personagens de Marianne e Johan e a relação entre eles são deixados em segundo plano, e isso para mim foi um dos pontos negativos do filme. O foco é a relação entre Johan e seu filho do primeiro casamento e a relação da neta entre eles. Tudo é arquitetado muito bem, toda a tensão sentimental que o filme carrega faz dele um típico Bergman, o contraste da velhice e da juventude que já foi tema de Morangos Silvestres ganha um ar muito mais carregado aqui. A relação do pai para com a filha é doentia e beira a insanidade, todo o elenco está maravilhoso. E foram mais de 50 filmes ao longo de anos resenhando nos dois blogs, ainda resta o Sonata Fantasma que já assisti, mas é uma peça de teatro filmada para a TV. Bergman foi um dos maiores, se não o maior, cineasta da história. Ver e rever seus filmes são sempre o que faz o cinema ter uma razão de existir para mim. Tudo profundo, como este último filme, há muito mais do que aparenta a superfície.
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Liv e Erland sao bons demais pqp
Último longa de Ingmar Bergman.Mesmo com um ritmo lento,o diretor entrega uma obra tão marcante quanto todas as outras anteriores de sua carreira.Do começo ao fim,me lembrei de "Sonata de Outono".Outro drama humano muito bem conduzido por Bergman.
>Assistido em 19 de Março de 2022
-Dou nota 7/10
É incrível como Bergman manteve a boa forma até o fim da carreira com um filme que traz de volta temas que lhe foram caros ,de maneira sempre direta e ainda com vigor.Velhos rancores mal resolvidos e pessoas queridas que se foram ,ambos elementos com um peso enorme na vida dos protagonistas .Claro que os veteranos e queridos Liv e Erland dão um discreto show (Liv em sua derradeira cena faz até uma pedra chorar) mas Börje Ahlstedt e Julia Dufvenius ,respectivamente pai e filha
numa relação vagamente incestuosa
Não apenas uma revisitação de CENAS DE UM CASAMENTO (1973), mas um filme de redenções reais e fictícias do mestre diretor sueco e seus temas prediletos.