Como seu mundo está envolto na escuridão, uma jovem deve superar seus medos e viajar para uma misteriosa cidade de luz, salvar seu pai de um cientista perigoso e impedir a destruição de seu planeta.
Não sabia que Scarygirl era baseada numa franquia de videogames, o que talvez explique o vilão genérico e o amontoado de personagens meio jogados ao vento, o que deve funcionar no jogo já que tende a ser mais funcional, mas que no cinema precisaria de um todo mais coeso.
É uma trama onde tudo acontece muito rápido, sem tempo para conexão, super movimentada. Com isso, o objetivo é gerar diversão e entretenimento passageiros, tão logo sobem os créditos já se torna descartável.
Gosto da paleta de cores bem coloridas, e de como usa de tons mais escuros conforme vamos adentrando no espaço do vilão. O branco dos coelhos é um contraponto. Na trama, uma jovem dilacerada pelo próprio pai no passado, e esse pai a busca por meios inescrupulosos. Ela fora acolhida por um polvo muito simpático, que faz o papel de pai de criação.
Algo muito embrionário no enredo é o uso da razão, dos métodos científicos enquanto elemento definidor de seus cotidianos. Não à toa há uma tal árvore da sabedoria na história, nos lembrando que o uso das técnicas deve ser visto com parcimônia. Tanto que uma das cenas finais é o coelho falando sobre saber relaxar e viver mais o momento. De fato, como bem nos lembra o filósofo Max Horkheimer, há um "eclipse da razão", quando as técnicas sobrepujam nossa inteligência emocional.
Mas nada que o filme aprofunde. No final é tudo muito bem unidimensional, com vilões e heróis em seus papéis bem definidos, fazendo da experiência algo bem divertido de se ver, mas também bem genérico e esquecível.
Quem tem mais de 30 anos e é ligado no universo geek com certeza aguardou ansioso pelo longa da Scarygirl. Uma geração inteira de gamers de Internet que piravam nos jogos, primeiro na finada plataforma Flash (2009), e depois no Xbox 360 e no PS3 (2012).
Antes dos games, a trajetória da personagem Arkie, criada pelo talentoso quadrinista australiano baseado no Canadá, Nathan Jurevicius, começou na premiada graphic novel "Scarygirl", de 2001. Daí para virar um culto underground, com direito aos famosos bonequinhos de vinil, foi rápido.
Acontece que para todos os admiradores da Scarygirl, o longa provavelmente é decepcionante. Para além de devanear na história original, o desenvolvimento dos diálogos peca demais pela excessiva simplificação, o que pode até ser tomado como subestimação da capacidade intelectual das crianças de hoje em dia. De fato, neste.ponto a impressão que dá é que os diálogos foram escritos em 2009, quando boatos da pré produção do longa começaram a surgir.
Na parte visual a coisa melhora, tentando manter a proposta psicodélica dos quadrinhos, embora de forma muito mais palatável ao público em geral. A animação é de encher os olhos de crianças e também de adultos de coração jovem. Destaque para a sequência de time lapse, na qual a arte me lembrou o brilhante ilustrador carioca Flávio Colin. Ponto negativo em especial para o visual de Arkie, muito amaciado para o maisntream (menos consturas na boca, sem o osso exposto no lugar do braço esquerdo, etc).
Embora o texto tenha ficado meio tolo e o visual demasiado "pixarizado", é uma hora e meia de bom entretenimento para os pequenos, mesmo podendo não ser da mesma forma para os adultos que eventualmente os acompanham. Já para o fã clube, tomates podem decolar.
Obs.: Além de não creditar a co-direcão de Tania Vincent, o elenco de dubladores aqui no Filmow está errado. Segue a lista correta:
Jillian Nguyen. Arkie Remy Hii. Bunniguru Sam Neill. Dr. Maybee Rob Collins. Blister Tim Minchin. Chihoohoo Anna Torv. The Keeper Liv Hewson. Bugeye Deborah Mailman. Treedweller
Chama bastante atenção visualmente,uma pena ter uma trama sem grandes momentos.
>Maratona Shailene Woodley - Assistido em 29 de Setembro de 2024
Não sabia que Scarygirl era baseada numa franquia de videogames, o que talvez explique o vilão genérico e o amontoado de personagens meio jogados ao vento, o que deve funcionar no jogo já que tende a ser mais funcional, mas que no cinema precisaria de um todo mais coeso.
É uma trama onde tudo acontece muito rápido, sem tempo para conexão, super movimentada. Com isso, o objetivo é gerar diversão e entretenimento passageiros, tão logo sobem os créditos já se torna descartável.
Gosto da paleta de cores bem coloridas, e de como usa de tons mais escuros conforme vamos adentrando no espaço do vilão. O branco dos coelhos é um contraponto. Na trama, uma jovem dilacerada pelo próprio pai no passado, e esse pai a busca por meios inescrupulosos. Ela fora acolhida por um polvo muito simpático, que faz o papel de pai de criação.
Algo muito embrionário no enredo é o uso da razão, dos métodos científicos enquanto elemento definidor de seus cotidianos. Não à toa há uma tal árvore da sabedoria na história, nos lembrando que o uso das técnicas deve ser visto com parcimônia. Tanto que uma das cenas finais é o coelho falando sobre saber relaxar e viver mais o momento. De fato, como bem nos lembra o filósofo Max Horkheimer, há um "eclipse da razão", quando as técnicas sobrepujam nossa inteligência emocional.
Mas nada que o filme aprofunde. No final é tudo muito bem unidimensional, com vilões e heróis em seus papéis bem definidos, fazendo da experiência algo bem divertido de se ver, mas também bem genérico e esquecível.
A animação é linda mas o roteiro...
Vai ficar marcado para sempre em minha memória, como o filme do pai narcisista.
Quem tem mais de 30 anos e é ligado no universo geek com certeza aguardou ansioso pelo longa da Scarygirl. Uma geração inteira de gamers de Internet que piravam nos jogos, primeiro na finada plataforma Flash (2009), e depois no Xbox 360 e no PS3 (2012).
Antes dos games, a trajetória da personagem Arkie, criada pelo talentoso quadrinista australiano baseado no Canadá, Nathan Jurevicius, começou na premiada graphic novel "Scarygirl", de 2001. Daí para virar um culto underground, com direito aos famosos bonequinhos de vinil, foi rápido.
Acontece que para todos os admiradores da Scarygirl, o longa provavelmente é decepcionante. Para além de devanear na história original, o desenvolvimento dos diálogos peca demais pela excessiva simplificação, o que pode até ser tomado como subestimação da capacidade intelectual das crianças de hoje em dia. De fato, neste.ponto a impressão que dá é que os diálogos foram escritos em 2009, quando boatos da pré produção do longa começaram a surgir.
Na parte visual a coisa melhora, tentando manter a proposta psicodélica dos quadrinhos, embora de forma muito mais palatável ao público em geral. A animação é de encher os olhos de crianças e também de adultos de coração jovem. Destaque para a sequência de time lapse, na qual a arte me lembrou o brilhante ilustrador carioca Flávio Colin. Ponto negativo em especial para o visual de Arkie, muito amaciado para o maisntream (menos consturas na boca, sem o osso exposto no lugar do braço esquerdo, etc).
Embora o texto tenha ficado meio tolo e o visual demasiado "pixarizado", é uma hora e meia de bom entretenimento para os pequenos, mesmo podendo não ser da mesma forma para os adultos que eventualmente os acompanham. Já para o fã clube, tomates podem decolar.
Obs.: Além de não creditar a co-direcão de Tania Vincent, o elenco de dubladores aqui no Filmow está errado. Segue a lista correta:
Jillian Nguyen. Arkie
Remy Hii. Bunniguru
Sam Neill. Dr. Maybee
Rob Collins. Blister
Tim Minchin. Chihoohoo
Anna Torv. The Keeper
Liv Hewson. Bugeye
Deborah Mailman. Treedweller