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Shinnosuke é apresentado à Shizu como noivo, mas ele se apaixona pelo sua irmã viúva dela, Oyu. A tradição proibe que Oyu se case novamente porque ela tem que criar seu filho para ser o chefe da família do falecido marido. Oyu convence Shizu a se casar com Shinnosuke para que possa ficar perto do homem que ama.
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Novelão do Mizoguchi com um trio amoroso, mesmo sendo melodramático demais ele não deixa de criticar a sociedade japonesa da época onde pessoas eram fadadas a casar com desconhecidos, ser for viúva com filho ainda ficar presa a essa família para transformar o filho no novo chefe, era uma situação ingrata pra mulher que nunca conseguia escolher seu próprio marido, mesmo que o destino tente colocar os amantes juntos, não era tão simples assim.
Bem dramático, segue aquelas obras de tragédia antigas japonesas, com atuação tradicional.
Visto em 23.10.2020.
Produção japonesa em preto e branco que foi baseado no romance de 1932 "Ashikari/The reed cutter", de Jun'ichirō Tanizaki (1886-1965), que é um melodrama elegante e magnífico do mestre japonês Kenji Mizoguchi (1898-1956). Apresentando uma performance duradoura da musa do diretor, Kinuyo Tanaka (1910-1977), o filme experimenta com carinho as regras do triângulo amoroso. Mizoguchi enriquece a coragem reformista com o peso espiritual de seu trabalho de época para um equilíbrio de despedida de esperança e desespero.
O fim dessa tragédia individual também pode ser visto como uma despedida da nobreza de um modo de vida. Como minha equação matemática: repressão social + desejo reprimido x composições clássicas = amantes condenados. De uma intriga romântica banal, a priori sem nenhuma originalidade real de roteiro, Mizoguchi lança um melodrama suntuoso e abafado, atravessado por constantes explosões emocionais sempre controladas (discretamente, mas não sem desgosto), acompanhadas por seus incessantes e dolorosos desfechos de evasões e frustrações.
que filme belo
que estética fascinante