- só a simples existência desse filme já é impressionante, beirando o inacreditável - feito na década de 30, com o elenco completamente feminino, tratando de temática gay, dirigido por uma mulher judia na alemanha pouco antes do partido nazismo tomar o poder - retrata bem a rigidez da época, mas também a compaixão de alguns e como o amor pode florescer nos lugares mais inesperados
Não é um dos melhores como sáfico ou como crítica ao autoritarismo, mas também não é ruim, tem um enredo muito simples, é vago em alguns pontos porque é muito rápido e as atuações são bem típicas, mas o filme tem a sua importância, nem preciso falar da surpresa de um filme com esse tema na década de 30 e não é um conteúdo que seja subliminar ou que precise procurar a intenção nas entrelinhas, as personagens dizem claramente que várias alunas do internato são apaixonadas pela professora e a própria protagonista também desperta essa paixão de forma nítida.
A professora foi uma personagem interessante, fica implícito o que ela sente pela protagonista, há uma interpretação de que ela apenas demonstra carinho por todas as suas alunas e a atenção extra se devia à empatia por Manuela ter perdido a mãe, mas no meu ponto de vista há uma reciprocidade relutante baseada em vários princípios. Algumas coisas que ela diz para Manuela são como se ela também estivesse dizendo para si mesma, que ela deveria deixar esse sentimento passar, e há uma sutileza de detalhes como trocas de olhares, aquele beijo de boa noite diferente das outras e como defendeu Manuela da diretora.
A crítica não foi deixada de lado, a diretora personifica o referido autoritarismo e é demonstrado o que a opressão pode causar, para um grupo no geral e principalmente àqueles que são mais reprimidos.
Pode parecer um filme de colégio interno, mas o texto é bem maior que isso. A professora Bernburg é um alento contra o autoritarismo e a reprodução de discursos machistas, pois, apesar de não ter homens no filme a instituição cumpre a risca a reprodução moralista do mundo masculino. No início do filme uma frase da tutora da Manuel resume a sua situação e das mulheres como um todo na época; “não quero que você estrague meus planos para o seu futuro”. 21/04/2024
- só a simples existência desse filme já é impressionante, beirando o inacreditável
- feito na década de 30, com o elenco completamente feminino, tratando de temática gay, dirigido por uma mulher judia na alemanha pouco antes do partido nazismo tomar o poder
- retrata bem a rigidez da época, mas também a compaixão de alguns e como o amor pode florescer nos lugares mais inesperados
Corajoso para a época, tanto pela temática como pela crítica ao autoritarismo. O final quase trágico já era de se esperar
10/01/2025
Passou o tempo legal
Não é um dos melhores como sáfico ou como crítica ao autoritarismo, mas também não é ruim, tem um enredo muito simples, é vago em alguns pontos porque é muito rápido e as atuações são bem típicas, mas o filme tem a sua importância, nem preciso falar da surpresa de um filme com esse tema na década de 30 e não é um conteúdo que seja subliminar ou que precise procurar a intenção nas entrelinhas, as personagens dizem claramente que várias alunas do internato são apaixonadas pela professora e a própria protagonista também desperta essa paixão de forma nítida.
A professora foi uma personagem interessante, fica implícito o que ela sente pela protagonista, há uma interpretação de que ela apenas demonstra carinho por todas as suas alunas e a atenção extra se devia à empatia por Manuela ter perdido a mãe, mas no meu ponto de vista há uma reciprocidade relutante baseada em vários princípios. Algumas coisas que ela diz para Manuela são como se ela também estivesse dizendo para si mesma, que ela deveria deixar esse sentimento passar, e há uma sutileza de detalhes como trocas de olhares, aquele beijo de boa noite diferente das outras e como defendeu Manuela da diretora.
A crítica não foi deixada de lado, a diretora personifica o referido autoritarismo e é demonstrado o que a opressão pode causar, para um grupo no geral e principalmente àqueles que são mais reprimidos.
Pode parecer um filme de colégio interno, mas o texto é bem maior que isso. A professora Bernburg é um alento contra o autoritarismo e a reprodução de discursos machistas, pois, apesar de não ter homens no filme a instituição cumpre a risca a reprodução moralista do mundo masculino. No início do filme uma frase da tutora da Manuel resume a sua situação e das mulheres como um todo na época; “não quero que você estrague meus planos para o seu futuro”. 21/04/2024