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Duração
A ação se desenrola na Criméia, no sul da antiga União Soviética. Os personagens são todos pessoas hostis à sociedade, que têm suas próprias razões para ser assim, pela própria falta de compreensão. Essa hostilidade obriga-os a fugir, a escapar da lei. Nesta viagem, da qual não há retorno, os sentimentos seguem seu próprio caminho, oscilando entre a alegria e o desespero, entre o ódio e o amor. As amarras que ligam estes destinos já estão esticadas e difíceis de romper.
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O oitavo longa de Sharunas Bartas, "Sete Homens Invisíveis", parece sugerir que só porque as pessoas estão entediadas, deprimidas e têm poucas perspectivas além da próxima bebida forte ou cigarro duro, não significa que não devemos passar duas horas presos em sua companhia. Ode à miséria humana, centrada em um pequeno lote de homens e mulheres na Crimeia, antiga União Soviética, agora território russo, captura cada formatura da humanidade, diria eu, em estado bruto. Há um roubo de carro no início, agressivamente triste, mas o verdadeiro crime é que todas as personagens foram roubadas de seu potencial por circunstâncias políticas, econômicas ou emocionais não declaradas. Correndo a gama da tristeza para a desgraça, suas vidas estão cheias de arrependimento. No entanto, pelos olhos de Helmer, a paisagem natural desse território ao sul da antiga União Soviética pode ser surpreendentemente bonita. À medida que o filme se move em direção à sua conclusão desgastante e visualmente impressionante, várias gerações acabam compartilhando uma noite encharcada em um barraco de madeira de nível de subsistência no meio do nada. Os espectadores ficarão gratos por emergir do teatro em qualquer lugar, menos lá. A angustia, na tela, do começo ao fim...
Não entendi nada!
tanto para quem está partindo como para quem chegou, o espírito é o mesmo, o destino é o mesmo: o vazio. E ele tem rostos, tem formas e tem almas. Mas para poder enxergá-los é preciso esvaziar-se também.
Sharunas Bartas coloca tanto vazio num mesmo espaço!
eeer... alguém sabe onde eu acho o link?
Os closes no rostos dos personagens falam, contém vestígios de quem eles são, do que pensam. Só a partir daí podemos mapear seus atos - de tolice ou loucura? - e nos preparar para o que virá em “Septyni Nematomi Zmones”.
Já notei que Bartas gosta de encontrar beleza no que há de mais sombrio e abjeto no ser humano. Aqui ele o faz muito bem, com paixão, e trazendo ainda lindas imagens de uma Criméia perdida no tempo. Destaco ainda o trabalho com o som, de Vladimir Golovnitsky, que nos deixa a par de todos os minúsculos acontecimentos em cena. Isso contribui para a tensão latente ao longo de todo o filme, onde aguardamos desiludidos uma explosão derradeira de violência e dor. Ali todos são invisíveis aos outros.