Zachary, um jovem de 17 anos, acaba de sair da prisão. Rejeitado pela mãe, ele vive pelas ruas em áreas perigosas de Marselha. É nessa situação que ele conhece Shéhérazade.
Indicado ao Câmera de Ouro no Festival de Cannes. Dá para dizer que o filme abre uma "trilogia" de filmes que retratam o lado escuro da França que ninguém quer mostrar (o segundo filme seria o excelente Os Miseráveis do diretor Ladj Ly de 2019 e o terceiro o mais recente Os Piores dos diretores Lise Akoka & Romane Gueret de 2022). Aqui a narrativa é mais simples e não tão inovadora, quase um clichê mesmo, mas a maneira que o diretor escolheu contar sua história emociona, pela crueza e crueldade. O elenco se entrega ao filme demais. O casal constrói sua história sobre tantos detritos e lixos de suas vidas que é impossível não se entregar ao sentimentalismo ao final. É brutal e doce, vale a pena assistir.
Jean-Bernard Marlin faz, aqui, um longa-metragem cru e poético. Ele consegue tirar o melhor de seus atores, sobretudo da dupla protagonista formada por Kenza Fortas e Dylan Robert. Os olhares trocados entre eles durante as quase duas horas é de tirar o fôlego. Eles sabem que são marginalizados de todos os jeitos possíveis pelo sistema, e procuram sobreviver do jeito que dá. Eles se protegem, eles se amam. Eles são a fuga um do outro no meio de toda a aspereza que o mundo-cruel lhes proporciona: e, no fim, a poesia encontra-se no "bolo" (esqueci o nome daquele doce) que é um sonho para Zachary, assim como é encontrada no silêncio e nas lágrimas de Shéhérazade.
Indicado ao Câmera de Ouro no Festival de Cannes. Dá para dizer que o filme abre uma "trilogia" de filmes que retratam o lado escuro da França que ninguém quer mostrar (o segundo filme seria o excelente Os Miseráveis do diretor Ladj Ly de 2019 e o terceiro o mais recente Os Piores dos diretores Lise Akoka & Romane Gueret de 2022). Aqui a narrativa é mais simples e não tão inovadora, quase um clichê mesmo, mas a maneira que o diretor escolheu contar sua história emociona, pela crueza e crueldade. O elenco se entrega ao filme demais. O casal constrói sua história sobre tantos detritos e lixos de suas vidas que é impossível não se entregar ao sentimentalismo ao final. É brutal e doce, vale a pena assistir.
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Até que enfim um filme francês bom.
Não esperava tanto, terminei surpreendida e com o coração quentinho <3
Drama bacana pra passar a tarde de sábado.
Jean-Bernard Marlin faz, aqui, um longa-metragem cru e poético. Ele consegue tirar o melhor de seus atores, sobretudo da dupla protagonista formada por Kenza Fortas e Dylan Robert. Os olhares trocados entre eles durante as quase duas horas é de tirar o fôlego. Eles sabem que são marginalizados de todos os jeitos possíveis pelo sistema, e procuram sobreviver do jeito que dá. Eles se protegem, eles se amam. Eles são a fuga um do outro no meio de toda a aspereza que o mundo-cruel lhes proporciona: e, no fim, a poesia encontra-se no "bolo" (esqueci o nome daquele doce) que é um sonho para Zachary, assim como é encontrada no silêncio e nas lágrimas de Shéhérazade.