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Data de lançamento
26 Dez. 2013Duração
O estreante diretor austríaco Gustav Deutsch dá vida a treze obras do célebre pintor americano Edward Hopper, contando a história de uma mulher cujos pensamentos, emoções e contemplações nos deixam observar períodos marcantes na história dos Estados Unidos ao curso de três décadas (Grande Depressão, Segunda Guerra Mundial, Macartismo e o boom dos conflitos raciais). Shirley: Visions of Reality teve sua premiere no Berlin International Film Festival de 2013.
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O longa de estreia do artista austriaco entrega uma ideia bem classuda que é reproduzir os quadros do pintor Edward Hopper e criar uma história em cima disso; a execução não chega a surpreender, mas foi uma experiência e tanto.
Shirley é uma mulher que não se identifica com o modelo de mulher dos anos 30 aos meados de 60 americano, ao mesmo tempo em que durante essa época os Estados Unidos passam por uma grande depressão, os sentimentos de Shirley são transpassado através das telas de Hopper muito bem encenados com monólogos internos reflexivos e contemplativos. Um filme que tem como base a encenação da realidade e o diálogo entre pintura e filme.
A verdadeira protagonista desse filme é a fotografia. É ela quem conta a história de Shirley, através de um trabalho impecável com as luzes e as sombras, numa narrativa intimista e melancólica. O sentimento de vagueza, de deslocamento da realidade, de distanciamento social, são todos construídos no silêncio-grito dos fluxos de pensamento de Shriley. Ela é apenas uma parte da composição, que busca, o tempo inteiro, se encaixar no enquadramento perfeito da visão do seu companheiro Stephen, dos quadros de Hopper e, sobretudo, da sociedade.
A trilha sonora também é importante nessa composição. O diretor combina técnica e arte de maneira magistral. Assisti-lo foi um deleite.
ah q coisa mravilhosa
A onde eu posso assistir? Eu faz um longo tempo querendo assistir e NADA DE ACHAR