Simão, é um fanático religioso que passa sua vida no alto de sua coluna, no meio do deserto, rezando, pregando pela salvação, abençoando os peregrinos e ditando regras de conduta. O demônio, disfarçado, tenta seduzi-lo o tempo todo...
- consegue de uma forma relativamente simples, mas muito bem trabalhada, como a religiosidade fanática afeta as pessoas - bem interessante como o buñuel mostra um milagre ser tratado de forma tão banal, apenas vida que segue - mas o demônio tentando rende as melhores cenas - e o final é uma pedrada
É mais pra um curta no estilo sátira que faz uma crítica aos religiosos fanáticos, sua fé (muitas vezes deturpadas por diversos motivos como interesse próprio) versus suas vontades reprimidas (muitas vezes sem entender o motivo dessa repressão). Não é nada de mais, mas descontrai bem e vale a pena.
da trilogia da desvirtude, esse foi o que mais gostei até então. assim como nos anteriores “viridiana” e “anjo exterminador”, a fotografia de “simão do deserto” é de encher os olhos, mas este ainda consegue se sobressair. a representação do diabo, vivido pela ótima silvia pinal, é destaque, deixando o espectador sempre ansioso por sua aparição, diferente do nosso penitente protagonista; imagina só viver uma vida de dor e sofrimento por escolha própria!
Buñuel estava numa fase totalmente experimental e trazendo a religião como assuntos principais em seus filmes.Um filme totalmente objetivo que passeia entre a realidade e a fantasia mas sempre tocando em assuntos que beiram a realidade.Totalmente provocativo.
A dúvida do outro que trapaceia e contesta a fé. O mal que tenta iludir. A tentação em suas muitas formas. O desgaste imenso do corpo e da mente. O longa possui imagens de grande beleza nas quais vemos a entrega do protagonista à sua existência de devoção. Até que ponto suas bênçãos milagrosas e propósitos valem a pena? O mal pode ser vencido? Não há tanto otimismo, porém sobram observações inteligentes e críticas. A viagem final inesperada mostra o caráter eterno dessa dança entre opostos.
Assistir pela primeira vez uma obra de Buñuel é sempre especial. "Simão do Deserto" é um belo exemplo da incrível excelência do diretor na década de 60 e também de sua enorme regularidade em toda a carreira. O mais safado dos gênios merece ser reverenciado e aplaudido com frequência.
- consegue de uma forma relativamente simples, mas muito bem trabalhada, como a religiosidade fanática afeta as pessoas
- bem interessante como o buñuel mostra um milagre ser tratado de forma tão banal, apenas vida que segue
- mas o demônio tentando rende as melhores cenas
- e o final é uma pedrada
É mais pra um curta no estilo sátira que faz uma crítica aos religiosos fanáticos, sua fé (muitas vezes deturpadas por diversos motivos como interesse próprio) versus suas vontades reprimidas (muitas vezes sem entender o motivo dessa repressão). Não é nada de mais, mas descontrai bem e vale a pena.
🙌 maratona luis buñuel 🙌
da trilogia da desvirtude, esse foi o que mais gostei até então.
assim como nos anteriores “viridiana” e “anjo exterminador”, a fotografia de “simão do deserto” é de encher os olhos, mas este ainda consegue se sobressair.
a representação do diabo, vivido pela ótima silvia pinal, é destaque, deixando o espectador sempre ansioso por sua aparição, diferente do nosso penitente protagonista; imagina só viver uma vida de dor e sofrimento por escolha própria!
Buñuel estava numa fase totalmente experimental e trazendo a religião como assuntos principais em seus filmes.Um filme totalmente objetivo que passeia entre a realidade e a fantasia mas sempre tocando em assuntos que beiram a realidade.Totalmente provocativo.
>Assistido em 10 de Dezembro de 2022
Provação e provocação.
A dúvida do outro que trapaceia e contesta a fé. O mal que tenta iludir. A tentação em suas muitas formas. O desgaste imenso do corpo e da mente.
O longa possui imagens de grande beleza nas quais vemos a entrega do protagonista à sua existência de devoção. Até que ponto suas bênçãos milagrosas e propósitos valem a pena?
O mal pode ser vencido?
Não há tanto otimismo, porém sobram observações inteligentes e críticas.
A viagem final inesperada mostra o caráter eterno dessa dança entre opostos.
Assistir pela primeira vez uma obra de Buñuel é sempre especial. "Simão do Deserto" é um belo exemplo da incrível excelência do diretor na década de 60 e também de sua enorme regularidade em toda a carreira.
O mais safado dos gênios merece ser reverenciado e aplaudido com frequência.
Silvia Pinal.♥♥♥
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Excelente.