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Slacker mostra um dia na vida de jovens deslocados de Austin, Texas. Na maioria, jovens de vinte e poucos anos que não se encaixam nos padrões da sociedade. Os personagens saem e entram em cena e na vida de outros personagens. O filme é recheado com a paranóia, apatia e ódio adolescente típicos dos anos 90. Perfeito para quem gosta de teorias de conspiração, teorias malucas e filosofia (de boteco).
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Genial!
Minha geração é a Baby Boomer, mas, na fase de vida que estou, fui promovido a Geração Slaker, a Geração X... 😅😅😅
Primeiro longa de Linklater e consegue ser melhor que qualquer porqueira que ele realiza hoje em dia.
>Assistido em 01 de Novembro de 2024
Em um dos seus primeiros filmes, Linklater já mostrava alguns dos fascínios que o acompanhariam por boa parte de sua filmografia, como o interesse pelo banal, corriqueiro, cotidiano e a ênfase nos diálogos. Ainda sem a escrita hipnótica da trilogia Antes..., é quase um antecessor espiritual de Jovens, Loucos e Rebeldes, passeando por grupos de indivíduos aparentemente aleatórios mas ligados pelo recorte geracional. Assistir me fez lembrar daquela fase da vida em que você não é adolescente e nem adulto, tentando encontrar seu próprio propósito e procurando pequenas ocupações para viver o dia-a-dia. Infelizmente, o filme não prende tanto quanto poderia. Era uma ideia bacana para um curta ou média metragem, mas como um longa... As conversas não eram tão interessantes assim. Mas que cena bonita no final!
Slacker é um filme que faz um panorama singular do fim dos anos 80 e o início dos anos 90. Tem uma narrativa não convencional, mesmo quando tenta parecer um documentário urbano, traça arbitrariamente uma geração que viveu a margem de convenções sociais, de certa forma alienada pelos seus sonhos ou pela falta deles.
É uma obra experimental, com um tipo de humor variado, esperto e observador. Mostrando ao mundo um Richard Linklater ainda em formação, com um inegável amadorismo, mas ainda assim cheio de paixão e vontade.
Curto demais o direcionamento técnico em volta da apresentação veloz de seus personagens ao longo do filme. São pessoas desajustadas como um núcleo de párias, servindo muito bem como instrumentos narrativos pra discorrer sobre política, aliens, metalinguagem. Indo de uma conversa com um taxista sobre realidades paralelas, literatura russa, desenho animado ou um perturbado urbano falando sobre conspirações delirantes.
Não é todo dia que se encontra amostras do exame Papanicolau da Madonna a venda, em um mundo material com uma garota material, e de quebra ainda conseguir pôr seu nome na lista do show dos máximos perdedores.
Muito bom!
Eu amo filmes que dão a essa sensação de se passar em uma realidade paralela e eu também amo os dialogos do Linklater.