Jovens provocam acidente de laboratório que desfigura um colega nerd do colégio. Cinco anos depois, eles são convidados para um encontro de ex-alunos na sua velha escola, agora abandonada, e são assassinados um a um por um misterioso vulto mascarado.
Slaughter High é um dos últimos slashers oitentistas de primeira geração, embora possua elementos da segunda. Temos o evento traumático no passado, o assassino mascarado que revela sua identidade no final (
embora aqui meio que deixa claro desde o início quem é, embora só dê certeza no fim mesmo
Sendo assim, Slaughter High acaba sendo mais um slasher que repete todo o padrão que já estava extremamente saturado em 1983, que dirá em 1985 e ao invés de seguir a renovação de A Hora do Pesadelo que inaugurou os de segunda geração, entrega mais do mesmo.
Sinceramente, não sei por qual motivo tem certa fama (pelo menos entre os fãs do terror ou do slasher). É no mesmo nível que alguns outros slashers obscurantaços que só os fãs ávidos do gênero conhecem (como HauntedWeenie, que assisti ano passado, ou Blood Harvest), incluindo em qualidade e em orçamento. Bem, o visual do assassino é até legal (e profundamente irônico, afinal, ele era o bobo da corte da turma de forma não intencional e agora, ao invés de trazer riso, ele vai trazer sangue rs) e as mortes são muito boas e sangrentas, talvez até num nível acima da época, mas fora isso o filme não entrega nada que não seja mais do mesmo.
A primeira metade é típica do subgênero, com pouca coisa acontecendo, exceto que aqui preenchem o típico vazio da primeira metade com piadas horrendas e uma trilha sonora que tenta ser engraçadinha mas parece que saiu de algum desenho animado dos anos 1940 ou 1950. Horrendo. E tudo isso povoado com trocentos personagens sem personalidade que estão ali só para serem trucidados mesmo. E qe atuações horríveis, algo típico do subgênero, mas as daqui doem.
E como é típico do subgênero também, a segunda metade é melhorzinha,
culminando em um final que meio que soa desnecessário (nada que vimos aconteceu, para que serve o filme, então?) mas ao mesmo tempo é bom se enxergarmos pela ótica de que pelo menos tivemos uma reviravolta e que todos os erros e conveniências (o filme tem vários) são justificados pelo fato de que era tudo um sonho mesmo. E nem lembrava da temática de dia da mentira, serviu bem de inspiração para A Noite das Brincadeiras Mortais, embora este seja mil vezes superior
Nota: 7.0.
Não entendi a nota tão baixa, o filme tem ótimos efeitos especiais, personagens burros do jeito que a gente gosta, mortes bem bacanas, não sei mais o que esse pessoal queria.
P.S: o finalzinho eu achei bem merda, poderia ter acabado um pouco antes que ficaria melhor.
O filme não é lá aquelas coisas, mas poderia ser melhor e ficar razoavelmente bom se tivesse mudado algumas coisas.
O começo do filme é bizarro de tantas maneiras. Primeiro, o tipo de trote que fazem, ainda por cima no dia do aniversário do rapaz, é uma humilhação pesada. Até aí, isso já é comum nos Estados Unidos, esse tipo de bullying. Porém, não só isso: o treinador, além de não punir os responsáveis e encarar a situação como deveria, ainda trata o Marty como se fosse o culpado. Não só ele, mas alguns alunos, como a tal da Stella, também dizem que a culpa é dele.
E mesmo assim, não foi nessa cena que ele ficou desfigurado. Poderiam ter economizado tempo de filme e feito isso logo no começo.
Esse Skippy é horrível, cara. Ele deveria ser o nerd e o Marty o líder do time de futebol, porque esse Skip é um narizudo ridículo. Marty é bem mais presença do que ele.
Depois, os caras morrendo tudo e a tal da Stella pensando em transar. Ainda pede praquele broxa falar putaria e o cara só fala merda. Kkkkk de tão ruim que é chega a ser engraçado.
Já o final foi extremamente péssimo. Deveria acabar quando ele mata a Carol. Essa ideia de ser só um sonho dele foi ruim demais. Aliás, antes de matar a Carol, que era a última, ele deveria ter feito um discurso. Porque durante todo o filme eles não tinham consciência dos atos, ninguém estava arrependido e, pior ainda, não sofreram nada pelo que fizeram, ficaram impunes. Por isso acho que o Marty, antes de matar a Carol, deveria ter falado sobre como tudo aquilo que estava acontecendo com eles era apenas reflexo do que eles mesmos fizeram com ele.
O ator que interpretou Marty, Simon Scuddamore, cometeu suicídio por overdose aos 28 anos. E esse foi o único filme dele.
Tem também a sempre bela Caroline Munro, que já é conhecida de outros filmes como O Espetacular Homem-Aranha (1976, série de TV), 007 O Espião que Me Amava (1977), Starcrash (1978) e Maniac (1980).
Assistido em 11/09/2025
Fui muito espancado em minha época de colégio e, por conta de lembranças recentes, adentrei esta sessão desejando alguma catarse, mesmo que eu não seja uma pessoa vingativa em si. Gostei da caracterização (despida, inclusive) de Simon Scuddamore, e fiquei triste em saber das condições de sua morte. Achei inusitado que um 'slasher' oitentista tenha sido dirigido por três pessoas. As brincadeiras com a trilha musical sardônica são ótimas e as cenas de morte funcionam para quem aderiu ao "contrato" de gênero. Minha mãe ficou incomodada com a violência, enquanto eu diverti-me, estranhamente, durante a sessão: estava precisando de algo assim para saber o que eu "não quero ser quando crescer". Descoberta inusitada, afinal! (WPC>)
Bem ruinzinho e uma curiosidade, o ator que interpretou o nerd esquisito marty cometeu suicidio em 84 por overdose de drogas, Simon Scuddamore era o nome dele.